segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Koto

O koto é um instrumento musical de cordas dedilhadas, composto de uma caixa de ressonância com diversas cordas, semelhante a uma grande cítara. Atualmente é o mais popular dentre os instrumentos musicais tradicionais japoneses. Tanto quanto piano ou violino, meninas em idade escolar aprendem o koto.

A história do koto é longa. O instrumento já com as suas principais características atuais foi introduzido no século VI (época do imperador Kinmei) vindo da China (dinastia T’ang). Ele já possuía o corpo feito com a madeira tradicional do Japão o Kiri (Paulownia), sendo todo laqueado. Ele era chamado de Kin-no-Koto. Data desta época a partitura mais antiga para o Koto (Yuran-fu que se encontra guardada no Templo Shinhoin).

O instrumento está presente na literatura japonesa desde a antiguidade. Nos Contos de Genji (Genji Monogatari de Murasaki Shikibu 978-1016) o Koto aparece em diversas passagens. O seu personagem principal, o príncipe Hikaru Genji, quando exilado em Akashi tocava e mantinha diálogos musicais com Lady Akashi. Em outra obra, Contos de Heike (Heike Monogatari), a amada do imperador, Kogo, foi descoberta em seu esconderijo pelo som de seu koto.

Durante séculos a música de koto foi cultivada pela nobreza. No século XVII, Yatsuhashi Kengyo fundou um estilo independente, o Yatsuhashi Ryu. Em 1664, foi impresso um livro escrito por Sosan Nakamura, Shichiku Shoshin Shu, onde constam as partituras das principais músicas de Yatsuhashi Kengyo, Rokudan no Shirabe, Hachidan no Shirabe e Midare, executadas até hoje. Yatsuhashi criou as afinações consideradas as mais tradicionais para o koto, o Hira e o Kumoi. Neste século ainda houve a popularização do instrumento como acompanhamento de dança e como conjunto formado juntamente com Shakuhachi e Sangen.

Atualmente existem duas correntes, a Ikuta Ryu e a Yamada Ryu. A escola Ikuta foi fundada por Ikuta Kengyo (1757 a 1817) no final do século XVII baseada na transposição para o Koto das fórmulas existentes para o Shamisen (Sangen) principalmente na alternância de cantos com instrumentais originados do Jiuta. A característica fundamental desta escola está em sua ênfase nas técnicas instrumentais. No final do século XVIII surgiu a escola Yamada fundada por Yamada Kengyo (1757 a 1817). Ela se baseava em narrativas, dando um maior destaque ao canto. Apesar de terem algumas peças do repertório em comum, os estilos se diferem na sua orientação. Tecnicamente o estilo de execução também é diferente. O formato da unha é diferente. O estilo Ikuta usa a unha com o formato retangular, e o estilo Yamada adota uma unha de forma oval, isto leva os instrumentistas sentarem de maneira diferente com relação ao instrumento. O instrumentista da escola Ikuta senta num ângulo oblíquo enquanto o da escola Yamada senta em ângulo reto. A posição que a mão toca as cordas também difere; a escola Ikuta toca com a mão inclinada em relação às cordas, e a escola Yamada toca com a mão na posição vertical.

No início deste século houve a popularização do koto principalmente pelas mãos de Michio Miyagi. Apesar de pertencer à escola Ikuta, Miyagui praticamente formou a sua escola, introduzindo elementos ocidentais na composição de músicas japonesas.

O koto moderno tem treze cordas que podem ser de seda ou nylon. As cordas são afinadas através de trastes móveis, que permitem a mudança de afinação durante a execução da música. O corpo é formado por duas pranchas de Kiri, com aproximadamente 180 centímetros, formando uma caixa de ressonância. Existem variações no instrumento como o koto de dezessete cordas, inventado por Michio Miyagi, que faz o baixo das músicas, e outros modelos com vinte e uma e com oitenta cordas. A maioria das pessoas que tocam o koto são mulheres, pelo fato de seu som suave e gentil, praticamente sendo um som mais doce, mas isso não significa que não haja homens que tocam o instrumento, não há uma margem consideravel de preconceito a isso.
 

Realizado por
Bianca Andrade nº4
7D

Castanholas

As castanholas é um instrumento de percussão criado pelos fenícios há três milénios que foi introduzido nos demais países do Mediterrâneo através do comércio marítimo desenvolvido por esse povo.

Em Espanha tornou-se num instrumento nacional.
A castanhola é tradicionalmente usada pelas dançarinas de flamenco.

É constituído por dois pedaços de madeira de castanheiro em forma de prato fundo, perfurado e ornamentado com uma fita que se coloca em redor do polegar. O seu nome deriva do seu formato, que lembra uma castanha.

As castanholas emitem um som seco e oco, de entoação imprecisa. São de origem espanhola, se bem que sejam conhecidas desde o tempo dos Romanos, são populares também em Portugal, assim como alguns países hispano-americanos.

As castanholas servem de acompanhamento rítmico para muitas danças folclóricas, como o flamenco, por exemplo. Na orquestra são colocadas no extremo de uma pequena vara que é agitada, facilitando deste modo a sua execução a estrangeiros. Empregam-se na música erudita para obter um colorido espanhol, por exemplo, Carmen de G. Bizet.

Em qualquer par de castanholas há uma que tem o som mais agudo do que a outra, distinguindo-se, respectivamente, com os nomes de castanholas-fêmea e castanholas-macho. Para tocá-las, há que segurá-las com o polegar através do cordão que as une; o qual atravessa a sua parte superior, chamada "orelha", fazendo-as estalar através da percussão rítmica dos restantes dedos. Em algumas ocasiões, as castanholas de uma das mãos batem com as da outra, dependendo dos passos de baile. Também podem ser produzidos efeitos de glissando, ondulando (alternando as duas mãos), trilos e rufos vêm do norte de Portugal.

Inês Custódio nº7
7D

Banjo

Um banjo é instrumento de corda da família do alaúde, de corpo redondo, com uma abertura circular na parte posterior. Consta de uma armação circular, atualmente produzida em pvc, sobre o qual se retesa uma pele (antigamente pregada, hoje presa por um mecanismo de cola sintética), um braço longo e fino, com trastes e cordas metálicas ou de tripa retorcida. Baseado em vários instrumentos africanos, foi desenvolvido na América pelos escravos negros, no século XVII, e adotado por grupos ambulantes de músicos brancos, no século XIX. É muito usado na música folk norte-americana e pelos grupos de bluegrass.Posteriormente teve grande importância na música jazz.

Uso do Banjo no Samba
Incorporado às rodas de samba em meados da década de 70, quando o músico e intérprete Almir Guineto adotou uma ideia de seu parceiro musical e humorista, Mussum, adaptando o corpo do instrumento norte-americano ao braço do cavaquinho. Assim, percebeu que, além da qualidade do som, a armação reforçada do banjo reduzia os riscos de rompimento de cordas. O banjo passou a ser utilizado com apenas 4 - utilizando o mesmo número de trastes e a afinação do cavaquinho, mas com a peculiaridade da batida.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Banjo
Banjo de cinco cordas
Conhecido também como banjo americano, banjo de bluegrass ou ainda banjo country.
O banjo de cinco cordas, também conhecido como banjo americano, ou banjo de bluegrass ou 5-strings banjo em inglês, é um banjo com cinco cordas de metal, utilizado principalmente nos gêneros musicais bluegrass, country e folk. O instrumento consiste de um anel circular (de metal ou madeira) coberto por uma película tensionada. O braço possui trastes que o tornam um instrumento temperado. As versões mais comuns possuem cinco cordas de metal, mas há banjos de bluegrass com seis cordas. O instrumento é tocado pelo instrumentista apoiado em suas pernas ou pendurado por uma tira resistente em seu ombro. Os instrumentistas de banjo americano usam, em geral, uma dedeira de plástico no polegar e dedeiras de metal nos dedos indicador e médio.


André nº3 7ºD
Diogo nº5 7ºD

Cítara

A cítara é um instrumento de cordas, usado sobretudo na música folclórica, mais comummente em países de língua alemã nos ou sobre uma caixa de ressonância. Existem versões que só têm cordas livres, e versões em que algumas cordas estão esticadas sobre uma manga com trastos. Como vários outros instrumentos de corda, existe em versões acústicas e eléctricas. Desconfia-se que o nome cítara deriva de um instrumento da Grécia antiga chamada Kithara.

Na classificação de instrumentos de Hornbostel – Sachs, cítaras é também o nome dado a qualquer tipo de instrumentos que contém cordas esticadas dentro de uma caixa de ressonância, como por exemplo, saltério, psaltério, Saltério dos Apalaches, guqin, guzheng, koto, kantele, gayageum, đàn tranh, kanun, autoharpa, santoor, saltério chines, piano, cravo, santur, swarmandal, entre outros. Neste caso pode-se chamar de família das cítaras.
Diferente da cítara, o sitar possui suas cordas esticadas além da caixa de ressonância, ou seja, num braço.
Nota: Não confundir com Sitar, Cistre, Cítola ou Kithaa

 

Realizado por
Bianca Andrade nº4
7D

Flauta de Pã

A flauta de pã é um instrumento musical sul-americano, e o nome genérico dado a instrumentos musicais constituídos por um conjunto de tubos fechados numa extremidade, ligados uns aos outros em feixe ou lado a lado. Os tubos são graduados e de diferentes tamanhos, não têm bocal e são soprados com os lábios tangenciando as extremidades superiores. Conforme o local onde são construídas, a flautas podem ter características e nomes diversos, como siringe, na Grécia antiga, nai da Romênia, siku ou antara nos Andes, etc.

Foram denominadas “pã” por associação ao deus grego Pã. Eram muito populares entre os etruscos e os gregos, desde o século VI a.C., com o nome de syrinx ou syringa panos. Hoje, a flauta-de-pã é uma peça importante na música folclórica da Roménia, Myanmar, Oceania e dos países andinos.

A flauta-de-pã andina é conhecida como siku pela comunidade Aimará, como antara pelos Quíchuass e como zampoña pelos espanhóis. Os sikus mais fidedignos ou “puros” são tocados em escala pentatônica, mas existe uma característica comum de tocá-los: em par. Toca-se uma parte e alterna-se a escala com a outra parte, em conjunto. Essas partes são denominadas masculino e feminino. Uma se chama ira, )(a que guia) e a outra se chama arka (a que acompanha). O termo sikuri é usado nas comunidades bolivianas para o tocador de siku. Sikuriadas ou sikuriados são temas melódicos tocados somente com sikus. Nos povoados andinos, é comum encontrar conjuntos que variam de cinco a dez sikuris, ou mais. Dependendo de onde são construídos, existem sikus de vários tamanhos, notas, tipos de canas, pois a nota musical varia de tamanho e sua afinação é relativa, nem sempre se aproximando da nota requerida. No Equador, existe um parente próximo ao siku ou zampoña conhecido como rondador, uma flauta com 20 a 40 canas bem finas e enfileiradas. É também tocado em escala pentatônica e muito utilizado em danças folcóricas ou populares como o sanjuanito, o albazo, a longuita, o pasacalle, etc.


André nº3 7ºD
Diogo nº5 7ºD

Harpa Celta

As harpas que usam chaves manipuladas pelas mãos, no mundo inteiro foram chamadas por muito tempo de harpas Celtas ou Célticas. Hoje, poucos países adotam estes nomes, pois que a denominação dá uma impressão errônea de que o estilo de toda harpa Celta ou Céltica seria provindo do povo Celta. Existem sim, harpas específicas do estilo Celta, mas a denominação começou a ser usada de forma generalizada não para indicar a harpa do estilo de um povo ou tradição, mas para indicar toda harpa de pequeno a medio porte cuja mecânica para obter os semitons fosse através de chavinhas (ou alavancas); muitas fogem ao estilo Celta. Por este motivo, nos EUA a denominação de Non Pedal Harp (harpa sem pedais) começou a ser usada, mas foi duramente criticada pelos profissionais deste instrumento que achavam que o nome dava uma falsa impressão de inferioridade ao instrumento pela falta de pedais. Nomes como Pedal Free (Harpa livres de pedais) vieram em resposta para demonstrar a insatisfação quanto a denominação escolhida; do lado dos profissionais das harpas de pedais, apareceram nomes como Diet Harp (irônicamente às harpas sem pedais que se denominavam “Pedal Free”).
A nomenclatura criou um briga feia entre os profissionais dos dois estilos de harpa. Lembro-me, enquanto trabalhava na loja de harpas Vanderbilt Music, nos EUA, recebermos ameaças furiosas dos harpistas “celtas” para que tirássemos do catálogo da loja o nome Non Pedal Harp. A explicação para aquele tipo de nomenclatura, no entanto, nos parecia clara, seria toda harpa que não tivesse pedais, portanto incluiria aquelas harpas que não tivessem também as chavinhas. Mas, a pressão foi criando um ar de inimizade entre os grupos, e para apaziguar, entraram em um consenso quanto a denominação deste tipo de harpa nos EUA prevalecendo o nome de Lever Harp (Harpa de chavinhas), não sendo agressivo a nenhuma das partes.

No Brasil, os nomes de Harpa Celta, Céltica, Troubadour, ainda prevalecem em muitos estados, não existindo uma nomenclatura generalizada aceita entre os profissionais. Para as harpas estritamente provindas da cultura Celta, o certo é chamá-las de Célticas de acordo com o Linguista Cesar Nardelli Cambraia, já que essas harpas são feitas, por alguém que não é celta, mas tomando como modelo aquelas feitas por algum celta. A denominação Celta seria para aquelas originalmente feitas pelos Celtas.

O nome mais antigo e tradicionalmente adquirido no nosso país (harpa Celta) me parece mais uma homenagem ao povo celta do que um nome ligado ao estilo dos instrumentos provindos da cultura celta, portanto não me parece menos correto quanto o termo céltica.

Quando falamos de harpa Celta, queremos dizer: aquelas harpas que são de pequeno a médio porte, possuem chavinhas manipuladas pelas mãos para realizar os semitons e possuem apenas uma fileira de cordas. A infinidade de modelos que se enquadram a este estilo é muito grande.

Seria necessário mudar a nomenclatura para que um nome não gere confusão ao leigo como foi feito nos EUA?

Seria necessário uma unificação no termo para que todos os profissionais usem o mesmo, ou talvez possamos continuar a usar o termo diferentemente em cada região, como a mandioca que também se chama aipim e macaxeira.



Jessica Malvar
Nº8
7ºD


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Feira do Livro BECRE Dom Paio 2010

"Da nascente até à foz - Água, modelo da Natureza" - Exposição - Centro Internacional de Eco-hidrologia Costeira da (ICCE) - UNESCO



O Centro Internacional de Eco-hidrologia Costeira da (ICCE) - UNESCO tem patente desde 10 de Novembro passado, na sua galeria de exposições no Solar do Capitão-Mor em Faro, duas colecções temáticas no domínio da água e da sua importância para as sociedades actuais, nomeadamente na sua vertente educacional. Esta exposição pretende sensibilizar a população em geral e a escolar em particular, para o conhecimento dos vários problemas actuais e futuros associados à gestão sustentável da água e às diferentes soluções possíveis.

Assim sendo vimos por este meio, convidar professores e alunos da Vossa Escola a conhecerem as colecções em exposição, Da Nascente até à Foz e Água - Modelo da Natureza (convite em anexo).

A exposição poderá ser visitada por alunos de diversas faixas etárias, uma vez que os conteúdos e as dinâmicas de grupo desenvolvidas durante a visita serão devidamente adaptadas. A visita é acompanhada por um técnico educacional, tem a duração máxima de 45 minutos e realiza-se de segunda a sexta-feira entre as 14:00h e as 17:00h.

Devem ser efectuadas marcações prévias através do número 289 888140 ou do e-mail: info@icce-unesco.org  sendo obrigatória confirmação por parte do ICCE.

Cátia Cavaco
Departamento Educacional
Centro Internacional de Eco-Hidrologia Costeira da UNESCO
Telefone: 289 888140

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Concurso Nacional de Leitura


  • Regulamento

  • Calendário

  • Perguntas Frequentes

  • Prémios

  • Participantes

  • Vencedores


  • Este concurso destina-se aos alunos do 3º ciclo (7º, 8º e 9º ano de escolaridade).
    Para participar, basta preencher a ficha de inscrição (na Biblioteca Escolar ou com a professora de Língua Portuguesa) e ler as duas obras propostas.


    Deverás ainda efectuar as leituras até ao final do mês de Dezembro.
    Para mais informações consulta o Regulamento ou solicita-as à tua professora de Língua Portuguesa.

    terça-feira, 23 de novembro de 2010

    O Espírito do Natal


    Estava o Senhor Teotónio, que era rico, muito gordo e grande fumador de charutos, a carregar o carro com os presentes que passara a manhã a comprar para os filhos, para os sobrinhos e para as muitas pessoas com quem fazia negócios, quando se aproximou dele um homem pobre, idoso e magro, que prontamente obteve dele esta resposta:
    — Comigo não perca tempo porque não tenho dinheiro trocado, nem alimento falsos mendigos.
    — Mas eu não lhe pedi nada — respondeu o homem idoso serenamente, com um sorriso que desarmou o Senhor Teotónio e a sua bazófia de novo-rico.
    — Então se não me quer pedir nada, por que motivo está tão perto de mim enquanto eu carrego o meu carro? — perguntou o Senhor Teotónio entre duas baforadas de charuto que fizeram o homem idoso e magro tossir convulsivamente.
    — Estou aqui, meu caro senhor — respondeu ele, já refeito da tosse — para tentar perceber o que as pessoas dão umas às outras no Natal.
    — Com que então — concluiu ironicamente o Senhor Teotónio, grande construtor civil com interesses de norte a sul do País — temos aqui um observador! Deve ser, certamente, de uma dessas organizações internacionais que nós pagamos com o nosso dinheiro e que não sabemos bem para que servem.
    — Está muito enganado. Mas já agora responda à minha pergunta: o que é que as pessoas dão umas às outras no Natal? — insistiu o homem pobre, idoso e magro.
    — Bem, se quer mesmo saber, eu digo-lhe. Quem tem posses como eu pode comprar uma loja inteira, deixando toda a gente feliz, a começar nos comerciantes e a acabar nas pessoas que vão receber os presentes. Quem é pobre como você fica a assistir. Percebeu a diferença?
    O homem magro e idoso reflectiu uns instantes sobre a resposta seca e sarcástica do Senhor Teotónio e depois respondeu-lhe com uma nova pergunta:
    — Então e o espírito do Natal?
    — O que vem a ser isso do espírito do Natal? — quis saber, cheio de curiosidade, o Senhor Teotónio.
    — O espírito do Natal — respondeu o homem idoso e magro — é aquilo que nos vai na alma nesta altura do ano e que está muito para além dos presentes que damos. Para muitas pessoas, o melhor presente pode ser um telefonema, uma carícia ou um telefonema quando se está só.
    — Era só o que me faltava — desabafou, enfastiado, o Senhor Teotónio, enquanto arrumava os últimos presentes na mala do automóvel — ter agora um filósofo, ainda por cima vagabundo, para aqui a debitar sentenças.
    O homem magro e idoso afastou-se do carro, mostrando que não queria esmolas nem qualquer outra coisa que lhe pudesse ser dada pelo Senhor Teotónio, e encaminhou-se para um grupo de crianças que o esperavam.
    Quando o Senhor Teotónio passou por eles no carro, ouviu uma voz de criança a dizer:
    — Vamos, Espírito do Natal, porque hoje ainda temos muito que fazer.
    Dizendo isto, o grupo ergueu-se no ar a esvoaçar com destino incerto, largando um pó luminoso enquanto ganhava altura no céu cinzento de Dezembro.
    José Jorge Letria
    A Árvore das Histórias de Natal
    Porto, Ambar, 2006
      
    A Equipa Coordenadora do Clube das Histórias 

    Prémio – Nepso - Escola Opinião 2010/1011 (regulamento e mensagem de divulgação)

    Preâmbulo

    A Fundação Vox Populi é uma instituição sem fins lucrativos cujos objectivos visam, entre outros, promover o uso pedagógico dos estudos de opinião e estimular os jovens nas escolas e nas universidades, para a utilização dos instrumentos de recolha da opinião pública.

    A Fundação Vox Populi foi criada por pessoas que trabalharam ao longo de toda a sua vida profissional no desenvolvimento deste tipo de estudos e por isso têm uma vasta experiência nesta matéria e gostariam de partilhá-la com as escolas portuguesas.

    A Fundação já assinou parcerias com organizações similares entre as quais destacamos o Instituto Paulo Montenegro do Brasil, associado do Ibope. No âmbito desta pareceria foi assinado um acordo para divulgar em Portugal o NEPSO: nossa Escola Pesquisa Sua opinião

    No prosseguimento dos seus fins estatutários, e inspirada por essa parceria, a Fundação decidiu agora criar o prémio, “Nepso - Escola Opinião 2010/1011” com o objectivo de divulgar e incentivar o uso dos estudos de opinião nas escolas portuguesas, como instrumento pedagógico para incrementar a literacia, e como forma de aumentar os conhecimentos, a capacidade de interpretação dos mesmos e a tomada de consciência e a mudança de atitude dos alunos. Em última análise, também como uma forma de desenvolver o sentido de cidadania dos jovens portugueses, através da consciencialização para as realidades envolventes, e da mudança de atitude que esse conhecimento pode implicar.

    O que se pretende é que se desenvolvam estudos de Opinião nas escolas portuguesas e que, alunos e professores possam adquirir conhecimentos tanto a nível das técnicas utilizadas, bem como através dos resultados dos estudos que realizarem e que esses conhecimentos levem a uma mudança positiva na sociedade em que vivemos.

    A ideia é simples: um ou mais grupos numa turma ou turmas de uma escola, envolvendo professores e alunos, escolhem um ou mais temas para realizarem os seus estudos de opinião, que poderão ser levados a cabo nos seus bairros, nas suas freguesias, nas suas localidades, ou dentro das próprias escolas, pelos alunos. Os temas serão, em princípio, do interesse dos alunos, dos currículos, da comunidade, da zona, ou do país onde a escola está inserida, tais como: a comunicação, a saúde, a segurança, o ambiente, as relações entre as pessoas, a violência, o emprego, a sustentabilidade, a cidadania, a felicidade, a liberdade, as novas tecnologias, a água, a energia, etc…
    Pode ser levado a cabo um estudo de opinião sobre um tema que já tenha sido identificado e já esteja a ser trabalhado no âmbito de uma disciplina ou área de projecto.
    O grupo ou grupos que realizam os estudos dentro da escola, serão constituídos por professores e alunos.
    A fundação Vox Populi através de um protocolo a assinar com as escolas, e recorrendo a técnicos do sector, fará a formação necessária, fornecerá toda a documentação e as ferramentas para desenvolverem os estudos e dará todo o acompanhamento necessário para a realização do mesmo nas suas várias fases: concepção, elaboração do questionário, recolha da informação, tratamento, análise e apresentação dos resultados.
    O resultado culminará com uma apresentação do trabalho realizado, pelos alunos, junto dos professores, dos pais, dos vizinhos, dos colegas da própria escola, de outras escolas e da população - comunidade onde estão inseridos…

    Regulamento
    Artigo 1º - Objecto e finalidade do Prémio
    O presente regulamento, consagra as normas aplicáveis à atribuição do Prémio Nepso - Escola Opinião 2010/2011, pela Fundação Vox Populi.
    O Prémio previsto no presente regulamento é atribuído com o objectivo de ensinar e incentivar o uso dos estudos de opinião como instrumento pedagógico.

    Artigo 2º - Destinatários
    Podem concorrer ao prémio todas as turmas do 3º ciclo do ensino básico e do ensino secundário nas diferentes modalidades de educação e formação, das escolas localizadas em Portugal.

    Artigo 3º - Valor do Prémio
    O Prémio tem duas componentes:
    1 – Um valor em dinheiro de 5 000 Euros a atribuir ao estudo de Opinião premiado.
    2 - Uma viagem ao Brasil para 1 aluno e 1 professor envolvidos no desenvolvimento do estudo de opinião premiado, com o objectivo de participarem no congresso Anual do Instituto Paulo Montenegro, - Congresso IBOPE UNESCO - que reúne educadores, estudantes e académicos de diversas partes do Brasil, da América Latina e da Europa envolvidos no programa “Nossa Escola Pesquisa Sua Opinião”.


    Artigo 4º - Apresentação das Candidaturas
    As candidaturas devem ser apresentadas até ao dia 26 de Novembro de 2010.
    Os candidatos deverão enviar as suas candidaturas para a Fundação Vox Populi através do e-mail geral@fvp.pt

    Para se candidatarem, os interessados devem enviar o formulário apresentado em anexo, correctamente preenchido, para o e-mail da fundação : geral@fvp.pt , referindo no assunto (subject) : Prémio Nepso - Escola Opinião 2010/2011 .
    Artigo 5º - Divulgação dos resultados de aceitação das Candidaturas
    Dia 3 de Dezembro de 2010, será comunicado, através da página da Fundação Vox Populi, o nome de todas as candidaturas aceites para concorrerem ao Prémio “ Nepso - Escola Opinião 2010/1011”

    Artigo 6º - Desenvolvimento dos Estudos de Opinião candidatos ao Prémio
    Os grupos concorrentes ao Prémio - “Nepso - Escola Opinião 2010/1011”, serão contactados pela Fundação Vox Populi, a partir do dia 3 de Dezembro de 2010 a partir do qual se iniciarão todos os trabalhos necessários.
    Cada grupo, deverá escolher um tema para realizar o seu estudo de opinião, podendo ser um tema que já tenha sido identificado e já esteja a ser trabalhado no âmbito de uma disciplina ou área de projecto. Os temas serão, em princípio, do interesse do grupo e da escola, tais como: a segurança, o ambiente, as relações entre as pessoas, a violência, a sustentabilidade, a cidadania, a saúde, a felicidade, a liberdade, as novas tecnologias, a água, a energia, etc…
    O estudo de opinião deverá ser levado a cabo no seu bairro, na sua localidade, ou dentro da própria escola.
    O grupo ou grupos que realizam os estudos, nas turmas, dentro da escola, serão constituídos por professores e alunos.
    A Fundação Vox Populi , através de um protocolo a assinar com as escolas, dará formação, fornecerá toda a documentação e as ferramentas técnicas para desenvolver o estudo e dará todo o acompanhamento necessário para a realização do mesmo.
    A realização do estudo de opinião culminará com uma apresentação do Trabalho efectuado pelos alunos, junto dos professores, dos pais, dos vizinhos, dos colegas da própria escola, de outras escolas e do jurí.
    Os trabalhos serão desenvolvidos ao longo do ano lectivo, até final de Maio 2011 e remetidos à Fundação Vox Populi até ao último dia útil (31 de Maio).

    Artigo 7º - Avaliação dos projectos candidatos
    A avaliação dos Estudos de Opinião candidatos será da competência de um júri constituído por 5 elementos, profissionais ligados à área das Sondagens de Opinião, por elementos do Ministério da Educação e da Fundação Vox Populi, a nomear pela Fundação Vox Populi.

    Por maioria de votos, o júri poderá deliberar não atribuir o prémio se os trabalhos não apresentarem a qualidade exigida.

    Artigo 8º - Divulgação e atribuição do Prémio ao trabalho vencedor
    O Anúncio do trabalho vencedor do Prémio Nepso - Escola Opinião 2010-2011 será efectuado, após o término da avaliação de todos os trabalhos pelo júri, através do site da Fundação Vox Populi e dos órgãos de comunicação social.

    O prémio será atribuído em cerimónia pública, no final do mês de Junho, em data e local a determinar.

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    Mensagem de divulgação para sítio DGIDC e Escolas

    Fundação Vox Populi (Fvp) desafia escolas a realizarem estudos de Opinião

    No âmbito da promoção do uso pedagógico dos estudos de Opinião e do incentivo à cidadania, a Fvp lança o concurso Nepso – “Escola – Opinião”, em parceria com o Instituto Paulo Montenegro, destinado a alunos do 3º ciclo do ensino básico e do ensino secundário nas diferentes modalidades de educação e formação.

    Os alunos são desafiados a organizarem-se em grupos, ou grupo turma e, sob a orientação de um professor, desenvolverem um projecto de estudo de opinião, focado em aspectos de âmbito curricular ou comunitário. Pode ser levado a cabo um estudo de opinião sobre um tema que já tenha sido identificado e já esteja a ser trabalhado no âmbito de uma disciplina ou área de projecto. Pretende-se, deste modo, estimular nos jovens a capacidade de análise e interpretação de dados e a tomada de consciência das realidades envolventes.
    A Fvp, através de um protocolo a assinar com as escolas, dará a formação necessária recorrendo a técnicos do sector, fornecerá a documentação e as ferramentas para o desenvolvimento dos estudos e fará todo o acompanhamento necessário para a realização do mesmo nas suas várias fases.

    Ao estudo de opinião premiado, por um júri nacional, serão atribuídos 5.000 euros e uma viagem ao Brasil (para um professor e um aluno), que contempla a participação no congresso anual do Instituto Paulo Montenegro – IBOPE UNESCO, que reúne educadores, estudantes e académicos de diversas partes da América Latina e da Europa envolvidos no programa “Nossa Escola Pesquisa Sua Opinião”.
    De acordo com Luís Queirós, Presidente da Fundação Vox Populi, o concurso foi criado com o objectivo de promover o conhecimento e a investigação na área dos estudos de opinião. O responsável realça que “um dos compromissos assumidos pela Fvp é o de apoiar o uso pedagógico dos estudos de opinião nas escolas em Portugal. Lançámos este desafio aos professores e alunos, porque consideramos fundamental que adquiram conhecimentos ao nível das técnicas utilizadas, da interpretação dos resultados que obtenham e que esses conhecimentos conduzam a uma mudança positiva na sociedade em que vivemos.”
    As candidaturas estão abertas até dia 26 de Novembro de 2010. Para concorrerem terão que preencher um formulário e enviá-lo através do email geral@fvp.pt, bastando referir no assunto o Prémio Nepso Escola Opinião 2010/2011.

    Será comunicado, através do site da Fundação Vox Populi, o nome de todas as candidaturas aceites. Os estudos desenvolvem-se ao longo do ano lectivo, de acordo com o calendário definido no regulamento que consta em anexo.

    O anúncio do estudo de opinião vencedor será feito uma semana após o término da apresentação de todos os trabalhos e da avaliação dos mesmos por um júri de cinco elementos.

    Toda a informação necessária está disponível no site da fundação. www.fvp.pt

    A Fvp - Fundação Vox Populi
    A Fvp - Fundação Vox Populi é uma organização sem fins lucrativos, instituída em 2009 por Luís Queirós, presidente do Grupo Marktest. A Fvp consiste no braço de responsabilidade social do grupo Marktest. A Fvp actua no domínio da recolha da opinião pública, dos estudos de opinião e do tratamento estatístico dos dados e pretende auscultar, estudar e compreender o povo português, residente e não residente em Portugal, através do rigor científico e independência dos estudos de opinião. Ambiciona dar a conhecer o estado da nação, através das áreas de análise da opinião e apadrinha projectos específicos na área da sustentabilidade.

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    Biblioteca Mundial da ONU

    Um presente da UNESCO para toda a Humanidade.

    Já está disponível na Internet, através do site http://www.wdl.org/ .

     
    Reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as jóias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta.

     
    "Tem, sobre tudo, carácter patrimonial" , antecipou em LA NACION

    Abdelaziz Abid, coordenador do projecto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições. A BDM não oferecerá documentos correntes, a não ser "com valor de património, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de 50 idiomas".

    Entre os documentos mais antigos há alguns códices pré-colombianos, graças à contribuição do México, e os primeiros mapas da América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em 1562", explicou Abid.

    Os tesouros incluem o Hyakumanto darani, um documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história; um relato dos azetecas que constitui a primeira menção do Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.
    Fácil de navegar:

    Cada jóia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve explicação do seu conteúdo e seu significado. Os documentos foram passados por scanners e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, entre elas o Português. A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos, gravados, mapas, fotografias e ilustrações.

    Como se acede ao sítio global?
    Embora seja apresentado oficialmente na sede da UNESCO, em Paris, a Biblioteca Digital Mundial já está disponível na Internet, através do sítio regerido.

    O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar directamente pela Web, sem necessidade de se registarem.

    Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição. O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português), embora os originas existam na sua língua original.

    Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840. Com um simples clique, podem-se passar as páginas de um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A excelente definição das imagens permite uma leitura cómoda e minuciosa.

    Entre as jóias que contem no momento a BDM está a Declaração de Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a primeira impressão da história; o jornal de um estudioso veneziano que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo; o original das "Fábulas" de Lafontaine, o primeiro livro publicado nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutemberg, e umas pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A.C.

    Duas regiões do mundo estão particularmente bem representadas:
    América Latina e Médio Oriente. Isso deve-se à activa participação da Biblioteca Nacional do Brasil, à biblioteca de Alexandria no Egipto e à Universidade Rei Abdulá da Arábia Saudita.

    A estrutura da BDM foi decalcada do projecto de digitalização da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e actualmente contém 11 milhões de documentos em linha.

    Os seus responsáveis afirmam que a BDM está sobretudo destinada a investigadores, professores e alunos. Mas a importância que reveste esse sítio vai muito além da incitação ao estudo das novas gerações que vivem num mundo audio-visual.

    segunda-feira, 22 de novembro de 2010

    Locais com o nome de Santa Cecília

    Academia de Música de Santa Cecília

    Universidade de Santa Cecília

    Centro social e Paroquial Santa Cecília

    Paróquia de Santa Cecília
    http://www.paroquia-scecilia.pt/

    Colégio Santa Cecília
    http://www.santacecilia.com.br/scnovo/default.asp


    Pesquisa realizada por
    Jessica Malvar nº8
    7ºD

    Santa Cecília, padroeira da Música


    Padroeira da Música, Santa Cecília foi uma jovem de suave beleza que, com inquebrantável força de ânimo e possuída da mais ardente fé, professou e difundiu o Cristianismo.

    Interpretada pelos mais notáveis pintores, escultores e poetas, sempre lhe foram atribuídos os mais variados símbolos musicais, embora com particular predilecção pelo órgão. Isso deve-se em grande parte ao carácter religioso que, a partir do século XV, se atribui a este instrumento.

    Historicamente as mais antigas referências não lhe conferem dotes particulares de musicalidade. Sabe-se, contudo, que era uma jovem patrícia muito culta, pertencendo a uma das mais ilustres famílias de Roma pelo que, tendo recebido esmerada educação, a prática da música ser-lhe-ía habitual, tocando, provavelmente, algum instrumento mais consentâneo com a sua feminilidade, como a harpa, a lira ou o saltério, pois o órgão, com que tão frequentemente é representada, era ainda um instrumento grosseiro e pouco difundido.

    Segundo uma " Paixão " publicada no século V para satisfazer a curiosidade dos peregrinos que visitavam a primitiva Igreja " in Trastévere " dedicada à sua memória em Roma, Cecília, desposada contra vontade por imposição de seus pais, cumpriu o voto de castidade, já anteriormente formulado fazendo saber a Valeriano - o noivo - que a sua alma, bem como o seu corpo, estavam consagrados a Deus.

    Valeriano sentiu-se tocado pela pureza daqueles propósitos e, não só prometeu respeitar tais votos, como, procurando o venerando bispo Urbano, que exercia o ministério sacerdotal escondido nas catacumbas, recebeu das suas mãos o baptismo.

    Ao regressar, encontrou Cecília em oração e um anjo a seu lado. Este, que tinha duas coroas na mão, colocou uma sobre a cabeça da jovem e a outra sobre a de Valeriano. Penetrado pela graça, o nobre príncipe romano, anima seu irmão Tibúrcio a receber igualmente o baptismo.

    Entretanto recrudescia a perseguição aos cristãos e os dois irmãos davam-se à piedosa missão de recolher os corpos daqueles confessores da fé a quem as autoridades imperiais recusavam um lugar nos cemitérios. Pouco depois foram também eles presos e decapitados. Por sua vez, Cecília foi igualmente presa por ter ousado dar-lhes sepultura na sua "vila" da Via Ápia onde, com grande fervor, exercia a caridade acudindo aos pobres e protegendo os perseguidos.

    Colocada perante a alternativa de sacrificar aos deuses de Roma ou a morrer, não hesitou e dispôs-se ao sacrifício. Quando, durante os interrogatórios, o prefeito Almáquio lhe lembrava ter sobre ela direito de vida e de morte, respondeu: "É falso, porque podes dar-me a morte, mas não me podes dar a vida."

    Almáquio condenou-a a morrer asfixiada por vapor mas, como Cecília sobreviveu a esse suplício, ordenou que lhe cortassem a cabeça. O carrasco, por imperícia ou por ter vacilado ante a serenidade angélica da condenada, depois de três golpes sucessivos não chegou a decepar a formosa cabeça deixando a mártir em dolorosa agonia.

    Só passados três dias exalou o último suspiro e todos quantos haviam presenciado o modo sublime como aceitara tamanha provação, convertidos por tal exemplo à mesma fé, suplicavam a sua intercessão para que, na hora suprema, tivessem o mesmo valor e heroísmo por ela demonstrados, mesmo nas maiores angústias.

    Nas "Actas" do martírio de Santa Cecília, que se crê tenha ocorrido no ano de 230, lê-se:

    Enquanto ressoavam os órgãos, a Virgem Santa Cecília, no íntimo da sua mente, só a Deus se dirigia e cantava: "Permiti, Senhor, que o meu coração e o meu corpo permaneçam imaculados ", tradução da frase original assim iniciada - " Cantantibus organis Caecilia Domino decantabat dicens..." Tomando falsamente a palavra "organis" (designação sumária de instrumento) por órgão, os pintores já no século XV a fantasiavam tangendo-o como acompanhador dos seus piedosos cânticos.

    Feita deste modo a primeira iconografia, nada mais natural do que os músicos logo a tenham escolhido para sua protectora.

    Henrique Fernandes (1987) Em Louvor de Santa Cecília. Ponto e Contraponto , ano 0, n.º 0




    Santa Cecília no panorama da História da Música

    No século XVI constituíram-se em Paris e em Roma as primeiras associações da classe musical sob a égide de Santa Cecília. Alguns anos depois, em Inglaterra, instituiu-se um concurso anual, premiado pela corte, dando origem à criação de Odes literárias e musicais a ela consagradas por compositores tão ilustres como Henry Purcell, Haendel e, já no nosso tempo, Benjamim Britten.

    EM PORTUGAL

    Embora se encontrem referências mais remotas, o primeiro estatuto da Irmandade de Santa Cecília data de 1603.

    Instalada primitivamente no Convento do Espírito Santo da Pedreira, que ficava situado no local em que hoje vemos os Armazéns do Chiado, foi transferida mais tarde para a antiga Igreja de Santa Justa, situada então na actual rua dos Fanqueiros, em Lisboa.

    A fama desta Confraria ia crescendo de ano para ano devido, principalmente, ao brilho com que realizava a festa da sua padroeira.

    D. João V foi um dos seus mais desvelados protectores o mesmo acontecendo com seu filho D. José I. A terrível catástrofe de Novembro de 1755, obrigou a Irmandade a procurar outras instalações vindo a fixar-se definitivamente, em 1787, na reconstruída Igreja dos Mártires, onde ainda hoje se encontra.

    Depois das vicissitudes motivadas pelas invasões francesas e pela guerra civil que se lhes seguiu, as festas em honra de Santa Cecília readquiriram o seu antigo esplendor (testemunhado eloquentemente por William Beckford nas suas célebres cartas).

    Consideradas por essa época como um dos maiores acontecimentos artísticos da vida musical de Lisboa, facilmente se adivinha como era exígua a Igreja dos Mártires para acolher todos quantos ali acorriam. Magníficas incentivas para os nossos compositores, lá foram dadas a ouvir obras de Marcos de Portugal, Leal Moreira, João de Sousa Carvalho, João Domingos Bomtempo e, dos compositores oitocentistas: Joaquim Casimiro, Santos Pinto, Guilherme Cossoul, Augusto Machado e muitos outros. Era assim, já passados os meados do século XIX, que entre nós se festejava esse dia particularmente caro a todos os músicos.

    Em Paris

    Também em Paris a data era solenemente assinalada na Igreja de Santo Eustáquio, havendo a tradição de todos os anos se fazer a primeira audição de uma missa escrita expressamente em honra de Santa Cecília.

    Haendel, Haydn, Gounod, César Franck, Ambroise Thomas, Saint-Saens, figuram entre os mais famosos autores de missas Cecilianas.

    Na Alemanha

    Entre as numerosas associações de Santa Cecília espalhadas pelo mundo devem ainda referir-se os Caecilienverein, grupos alemães de cultores de música sacra, fundados em 1886 pelo padre Franz Witt. Tinham como objectivo reformar o canto litúrgico de acordo com os princípios do "Motu Proprio", de Pio X, divulgar o canto gregoriano e estimular a criação de novas obras. A sua acção propagou-se a numerosas regiões da Alemanha, disseminando-se em organizações paroquiais que se reuniam regularmente em congressos gerais participados por músicos de outros países. Estas actividades foram interrompidas pelo regime hitleriano.
    Henrique Fernandes (1987) Em Louvor de Santa Cecília. Ponto e Contraponto, ano 0, n.º 0


    Pesquisa realizada por:
    André Vitória nº3
    Diogo Salvador nº5
    7ºD

    Santa Cecília, padroeira dos músicos

    Pequena história de Santa Cecília

    Oração a Santa Cecília

    Hino de Santa Cecília



    Pesquisa realizada por
    Inês Custódio nº 7
    7ºD

    Santa Cecília, a sua história

    Santa Cecília é uma santa cristã, padroeira dos músicos pois quando ela estava morrendo, ela cantou a Deus. Não se tem muitas informações sobre a sua vida. É provável que, tenha sido martirizada entre 176 e 180, sob o império de Marco Aurélio. Escavações arqueológicas não deixam dúvidas, sobre a existência, mas sua história só foi registada no século V, na narrativa Paixão de Santa Cecília.

    A sua históriaSegundo este relato, Cecília seria da "nobre família romana dos Metelos, filha de senador romano e cristã desde a infância". Os pais de Cecília, "sem que a filha soubesse, prometeram-na em casamento a um jovem patrício romano, chamado Valeriano". Se bem que tivesse alegado os motivos que a levavam a não aceitar este contrato, a vontade dos pais se impôs de maneira a tornar-lhe inútil qualquer resistência. Assim se marcaria o dia do casamento e tudo estava preparado para a grande cerimónia. Da alegria geral que estampava nos rostos de todos, só Cecília, fazia exceção. A túnica dourada e alvejante peplo que vestia não deixavam adivinhar que por baixo existia o cilício, e no coração lhe reinasse a tristeza.

    Estando só com o noivo, disse-lhe, Cecília com toda a amabilidade e não menos firmeza: “Valeriano, acho-me sob a protecção directa de um Anjo que me defende e guarda minha virgindade. Não queiras, portanto, fazer coisa alguma contra mim, o que provocaria a ira de Deus contra ti”. A estas palavras, incompreensíveis para um pagão, Cecília fez seguir a declaração de ser cristã e obrigada por um voto que tinha feito a Deus de guardar a pureza virginal.

    Disse-lhe mais: que a fidelidade ao voto trazia a bênção, a violação, porém, o castigo de Deus. Valeriano, ficou "vivamente impressionado" com as declarações da noiva, respeitou-lhe a virgindade, converteu-se e recebeu o baptismo naquela mesma noite. Valeriano relatou ao irmão Tibúrcio o que tinha se passado e conseguiu que também ele se tornasse cristão.

    Turcius Almachius, prefeito de Roma, "teve conhecimento da conversão do dois irmãos. Citou-os perante o tribunal e exigiu peremptoriamente que abandonassem, sob pena de morte, a religião que tinham abraçado. Diante da recusa formal, foram condenados à morte e decapitados". Também Cecília, " teve de comparecer na presença do juiz. Antes de mais nada, foi intimada a revelar onde se achavam escondidos os tesouros dos dois sentenciados. Cecília respondeu-lhe que os sabia bem guardados, sem deixar perceber ao tirano que já tinham achado o destino nas mãos dos pobres. Almachius, mais tarde, cientificado deste fato, enfureceu-se e ordenou que Cecília fosse levada ao templo e obrigada a render homenagens aos deuses. De fato foi conduzida ao lugar determinado, mas com tanta convicção falou aos soldados da beleza da religião de Cristo que estes se declararam a seu favor, e prometeram abandonar o culto dos deuses."

    Almachius, "vendo novamente frustrado seu estratagema, deu ordem para que Cecília fosse trancada na instalação balneária do seu próprio palacete e asfixiada pelos vapores d’água. Cecília teria sido então protegida milagrosamente, e embora a temperatura tivesse sido elevada a ponto de tornar-se intolerável, ela nada sofreu". Segundo outros mitos, a Santa "foi metida em um banho de água fervente do qual teria saído ilesa".

    Almachius recorreu então à pena capital." Três golpes vibrou o algoz sem conseguir separar a cabeça do tronco. Cecília, mortalmente ferida, caiu por terra e ficou três dias nesta posição. Aos cristãos que a vinham visitar dava bons e caridosos conselhos. Ao Papa entregara todos os bens, com o pedido de distribuí-los entre os pobres. Outro pedido fora o de transformar a sua casa em igreja, o que se fez logo depois de sua morte". Foi enterrada na Catacumba de São Calisto.

    As diversas invasões dos godos e lombardos fizeram com que os Papas resolvessem a transladação de muitas relíquias de santos para igrejas de Roma. O corpo de Santa Cecília ficou muito tempo escondido, sem que lhe soubessem o jazigo.

    Uma aparição da Santa ao Papa Pascoal I (817-824) trouxe luz sobre este ponto. Achou-se o caixão de cipreste que guardava as relíquias. O corpo, foi "encontrado intacto e na mesma posição em que tinha sido enterrado". O esquife foi "achado em um ataúde de mármore e depositado no altar de Santa Cecília". Ao lado da Santa acharam seu repouso os corpos de Valeriano, Tibúrcio e Máximo.

    Em 1599, por ordem do Cardeal Sfondrati, foi aberto o túmulo de Santa Cecília e o corpo encontrado ainda na mesma posição descrita pelo papa Pascoal. O escultor Stefano Maderno que assim o viu, reproduziu em finíssimo mármore, em tamanho natural, a sua imagem.

    A Igreja ocidental, como a oriental, tem grande veneração pela Mártir, cujo nome figura no cânon da Missa. O ofício de sua festa traz como antífona um tópico das atas do martírio de Santa Cecília, as quais afirmam que a Santa, nos festejos do casamento, ouvindo o som dos instrumentos musicais, teria elevado o coração a Deus nestas piedosas aspirações: “Senhor, guardai sem mancha meu corpo e minha alma, para que não seja confundida”. Desde o século XV, Santa Cecília é considerada padroeira da música sacra. Sua festa é celebrada no dia 22 de Novembro, dia da Música e dos Músicos.


     
    Realizado por
    Bianca Andrade nº 4
    7D
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