sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A gaivota que não queria ser

Era uma vez uma gaivota que gostava de ser pomba.
Dizia ela que as gaivotas não servem para nada, ao passo que as pombas sempre servem para alguma coisa.
Levam cartas, mensagens, avisos de um lado para o outro — explicava ela às outras gaivotas. — São as pombas ou os pombos-correios.
— Também há quem as cozinhe com ervilhas
— interrompeu-a uma gaivota trocista.
Essa serventia a nós não nos interessa — arrepiaram-se as outras gaivotas, que voaram, alarmadas.
Ficou sozinha a gaivota que queria ser pomba. Servir de cozinhado também não estava nas suas ambições, mas à falta de outro préstimo… E pensou: "Gaivota estufada", "Gaivota de cabidela", "Gaivota guisada com batatas"…
Realmente, não lhe soava bem. E menos bem devia saber, porque nunca lhe constara que os humanos, de boca aberta para todos os gostos, tivessem incluído tais receitas nos seus livros de cozinha.
A gaivota que queria ser pomba ficou a olhar o mar. Ia abrir as suas asas para as lançar sobre as ondas, à cata de peixinho para o almoço, quando um estranho torpor lhe tomou o corpo. Deteve-se. Encolheu-se. Tapou a cabeça com uma asa. Aquilo havia de passar.
As outras gaivotas, que há pouco tinham debandado, regressavam à praia, apanhadas pelo mesmo entorpecimento que atingira a gaivota desta história.
Formaram um bando tiritante, rente ao mar. Umas, levantadas numa só pata, outras escondidas numa cova da areia, olhavam as águas esverdinhadas, espumosas, como turistas descontentes com a paisagem.
Estão as gaivotas em terra — disse uma voz humana, abrindo uma janela, junto à praia. — Vai haver tempestade. Sendo assim, já não me arrisco a ir para o mar.
De facto, quando as gaivotas ficam em terra, os pescadores sabem que o tempo vai mudar. Elas é que dão o sinal. Elas é que sabem. Elas é que pressentem quando a tempestade se aproxima.
"Afinal, sempre tenho alguma utilidade", pensou a gaivota que queria ser pomba, toda enrolada numa bola de penas, e, daí em diante, preferiu continuar a ser gaivota.

António Torrado
http://www.historiadodia.pt/

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Biblioteca da Escola S/3 Daniel Faria – Baltar

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Blog da BECRE Dom Paio Peres Correia - 1º Aniversário


Hoje fazemos um ano. O primeiro de muitos mais.
Contamos sempre com a colaboração de todos, claro, para fazermos sempre melhor.
No dia 27 de Outubro, em simultâneo com as actividades do Mês das Bibliotecas, iremos assinalar este primeiro aniversário.
Haverá surpresas. Não faltes.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Morreu Richard Wright, teclista dos Pink Floyd


O teclista Richard Wright, um dos membros fundadores dos Pink Floyd, faleceu, no passado dia 15, de cancro, aos 65 anos, informou o seu porta-voz.

Wright, também conhecido por Rick Wright, nasceu em Londres em 1943 e entrou para os Pink Floyd em finais dos anos 60, participando no primeiro álbum do grupo, "The Piper at the Gates of Dawn", em 1967, com Syd Barrett, Roger Waters e Nick Mason.

David Gilmour juntou-se à banda em 1968 e Barrett saiu pouco tempo depois.
Com esta nova formação, os Pink Floyd atingiram um dos pontos mais altos da sua carreira em 1973, ao lançarem o álbum "The Dark Side Of The Moon", no qual Rick Wright teve uma importante prestação e que se manteve na lista dos mais vendidos nos Estados Unidos durante mais de um decénio.

Com a "impressão digital" de Roger Waters bem evidente, "The Wall", de 1979, foi outro dos grandes êxitos do grupo.

Rick Wright afastou-se, por essa altura, Waters sairia também, algum tempo depois, mas o teclista regressou em 1987, participando a partir de então noutros álbuns, nomeadamente em "The Division Bell", e em tournées do grupo.

Os Pink Floyd voltaram a reunir-se em 2005, pela primeira vez em 24 anos, no concerto Live 8 em Hyde Park em Londres.

Fonte
LUSA

terça-feira, 16 de setembro de 2008

A Ferradura

Era uma vez uma velha ferradura.
Um senhor encontrou-a, levantou-a do chão e meteu-a no bolso do sobretudo.
É para dar sorte — disse o senhor de si para si, muito convencido do que dizia.
Quando chegou a casa e a mulher foi pendurar o sobretudo no cabide é que foram elas.
Tens o sobretudo tão pesado, homem — intrigou-se ela.
O senhor explicou o porquê:
É para dar sorte.
Se dá sorte, não sei — repontou a ela. — O que sei é que o peso da ferradura rompeu o bolso do sobretudo. Tirá-la de dentro do forro vai ser o cabo dos trabalhos.
O senhor, pacientemente, recuperou a ferradura do sobretudo, que foi para coser, e pendurou-a num prego atrás da porta.
É para dar sorte.
No dia seguinte, ia ele a entrar em casa com a mulher, e a porta não se abriu. Porque seria, porque não seria…
Tiveram de entrar em casa, a muito custo, por uma janela.
A ferradura tinha caído e entalara-se em cunha na porta, impedindo-a de abrir-se.
Estou a ver que a ferradura só dá trabalhos — comentou a mulher.
O senhor não ligou e foi meter a ferradura numa gaveta:
É para dar sorte.
Passado tempo, a mulher veio mostrar-lhe umas camisas todas manchadas:
Puseste a maldita da ferradura na gaveta, encheu-se de ferrugem e deu cabo destas camisas. As melhores que tinhas…
Então o senhor aborreceu-se. Estava desiludido com a ferradura, que só o metera em trabalhos.
Vou desfazer-me do raio da ferradura. Para dar sorte… — e atirou-a pela janela.
Por pouca sorte, a ferradura foi bater no capot de um automóvel que ia a passar. Pior seria se tivesse acertado em alguma cabeça. Mesmo assim amolgou o automóvel.
Veio o automobilista pedir explicações:
Quem é o animal que anda a atirar os sapatos para o meio da rua?
O senhor que achara a ferradura teve de pedir muitas desculpas e pagar uma indemnização, para que o caso ficasse por ali. E para que a história acabasse aqui.
António Torrado

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Bom Ano Lectivo 2008/2009

A Equipa da Biblioteca e Centro de Recursos do Agrupamento de Escolas Dom Paio Peres Correia deseja a toda a comunidade escolar e seus familiares, a todas as BECRE's e a todos os utilizadores e colaboradores deste blogue, um Bom Início de Ano Lectivo 2008/2009.
Não deixem de visitar a BECRE e o blogue. Temos novidades.
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