quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Bach, na casa de correcção

Uma caixa grande de violoncelo assemelha-se bastante a um caixão, pelo que, à medida que eu transportava a minha pelo Central Juvenile Hall (Centro de Detenção Juvenil) de Los Angeles, ia atraindo muitas atenções. Dirigia-me à capela após ter sido convencido a tocar para uma audiência de jovens reclusos pela Irmã Janet Harris, que coordenava as actividades de voluntariado. O projecto que mais a entusiasmava era um programa de escrita criativa que ela própria ajudara a criar e no qual eu começara recentemente a colaborar como professor. Os meus alunos eram IARs, ou «infractores de alto risco», que estavam acusados de homicídio ou assalto à mão armada e aguardavam ali o respectivo julgamento.
De alguma forma misteriosa, a Irmã Janet soubera que eu tocava violoncelo nos meus tempos livres e pediu-me para dar ali um pequeno concerto. Tentei recusar, recordando-me ainda da última vez que tocara para um grupo de miúdos: fora numa festa de anos e o aniversariante pontapeara a ponta do meu instrumento, declarando que o violoncelo era estúpido e que só o acordeão conseguia ser mais aborrecido.
— Irmã Janet — disse eu — já alguma vez foi a uma festa de alunos de uma escola em que a música clássica fizesse parte do programa? Pode ser uma péssima ideia...
— Ah — respondeu ela, sorridente — mas isso seria numa escola. Os nossos rapazes jamais se comportariam assim.
Após passar por um labirinto de vedações de arame, cheguei a um edifício com uma cruz no telhado. Sobrepondo a minha voz ao ruído da música que saía de um amplificador lá de dentro, apresentei-me a alguém que trazia a identificação ao peito e um walkie-talkie. Folheando um caderno com o programa, o homem disse-me então: — O próximo é já você!
Levou-me depois para o gabinete do capelão, onde pude retirar o meu violoncelo da caixa e fazer o aquecimento para a minha actuação.
— Quando o chamarmos, vá por aquela porta, que lhe dará acesso directo ao palco — explicou-me o homem.
Quando ele saiu, decidi abrir só uma nesga da porta e espreitar para a sala. Tinha curiosidade de ver qual o tipo de actuação que antecedia a minha. E vi que era um grupo de hip-hop, com a música muito alta a sair dos amplificadores, ao som da qual a audiência de prisioneiros se abanava e batia as mãos. Um dos elementos da banda era uma jovem muito atraente, com calças de ganga justas e uma camisa que lhe deixava o umbigo à mostra. Embora ela não cantasse e a forma como usava a pandeireta denotasse pouco treino, um simples olhar sobre aquele público só de homens confirmou-me que a estrela daquela actuação era ela.
Fechei a porta e afundei-me na cadeira do capelão. «Incomodo?», perguntou uma voz atrás de mim. Era a Irmã Janet.
— Acho que não foi boa ideia pôr-me a tocar — disse-lhe.
— Porque não?
— Ouça o que está a acontecer ali dentro! Estão a bater o pé e a dançar que nem loucos, e isso só por verem  a rapariga de biquini, já  para não falar da música. Consegue imaginar o balde de água fria que vão ter quando eu entrar ali dentro?
— Têm lá uma rapariga de biquini? — perguntou a Irma Janet.
— Não está em biquini mas quase. Isto não vai resultar.
— Tenha um pouco de fé! — instou ela.
Às duas horas em ponto, o som dos amplificadores foi desligado sem cerimónias e o grupo saiu do palco. Ao contrário do que acontece noutros concertos, em que as pessoas aplaudem e gritam bis no final de uma actuação, o público ali teve de permanecer calmo e sentado. Mas ninguém estava com um ar satisfeito.
Um homem com uma peruca mal colocada percorreu o corredor desde lá de trás por entre os bancos, virou-se para o público e leu em voz alta: — E agora o Sr. Salzman, que vai tocar violoncelo. — Depois, voltou por onde viera e saiu da capela.
O silêncio que se instalou na sala enervou-me de tal maneira que não consegui ver a plataforma mais elevada do palco e caminhei direito a ela e tropecei, entrando em cena a cambalear para não cair. Por um triz consegui evitar a queda, utilizando o violoncelo como se fosse uma vara de esqui, ou seja, apoiando firmemente a extremidade do braço do instrumento no chão e saltando para o lado do público. Não fora minha intenção fazer uma entrada à Buster Keaton, mas foi isso que aconteceu, e os reclusos acolheram-me com uma sonora gargalhada e uma salva de palmas.
Demorei um pouco a começar para lhes explicar que quase tudo aquilo que viam no violoncelo (à excepção das cordas de metal e do pino da extremidade do braço) já tinha feito parte de coisas com vida: a parte superior fora retirada de um abeto, a parte posterior, de um carvalho silvestre (com os seus veios escuros semelhantes à pele de um tigre), o descanso para os dedos, de um ébano, o arco, de um pau de quire com pêlos de cauda de um cavalo, e as peças de marfim, de um dente de um mamute conservado na tundra congelada durante dezenas de milhares de anos. — Quando tocamos este instrumento — concluí — trazemos todas essas peças novamente à vida.
Entretanto, esgotei os factos que pouca gente sabe sobre os violoncelos, e disse aos rapazes que a primeira peça que iria tocar para eles, O Cisne, de Camille Saint-Saëns, me fazia sempre pensar na minha mãe. Comecei então a tocar. Com aquele tecto elevado, paredes nuas e chão duro, a capela fazia o som ressoar como que numa banheira gigantesca. O violoncelo soava divinamente naquela sala, o que me entusiasmou, até que a dada altura ouvi uma espécie de murmúrio entre o público, o que me trouxe de volta para a realidade. Os miúdos estavam aborrecidos, tal como eu previra.
O som aumentou de intensidade. Não era bem o som de inquietação, mas também não eram sussurros. Olhei então para o público e vi uma sala inteira de rapazes com as lágrimas a correrem-lhes dos olhos. Aquilo que eu ouvira não fora mais do que o som de fungar e assoar – que é música para os ouvidos de qualquer músico!
Toquei o resto da peça como nunca até então tocara na minha vida, e quando terminei, a ovação foi ensurdecedora. Era o sonho de um violoncelista medíocre a tornar-se realidade! Para a minha peça seguinte, escolhi uma sarabanda de uma das suites de Bach, pela qual os rapazes me recompensaram com mais aplausos. Nessa altura, alguém gritou:
— Toca a das mães outra vez! — E a ideia foi imediatamente aclamada por todos.
Compreendi então que fora a evocação da figura materna que os comovera daquela maneira.
Toquei novamente O Cisne, um pouco mais de Bach, e O Cisne uma terceira vez. Quando o homem da peruca assinalou o fim do tempo para a minha actuação, os jovens assobiaram-no. E depois deram-me uma ovação final!
Mark Salzman
Selecções do Reader's Digest
Lisboa, Outubro 2004
A Equipa Coordenadora do Clube das Histórias

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O que é tautologia?

Tautologia é o termo usado para definir um dos vícios, e erros, mais comuns de linguagem. Consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas há outros, como pode ver na lista a seguir:

- Acabamento final
- Certeza absoluta
- Quantia exacta
- Nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- Juntamente com
- Expressamente proibido
- Em duas metades iguais
- Sintomas indicativos
- Há anos atrás
- Vereador da cidade
- Outra alternativa
- Detalhes minuciosos
- A razão é porque
- Anexo junto à carta
- De sua livre escolha
- Todos foram unânimes
- Conviver junto
- Facto real
- Encarar de frente
- Multidão de pessoas
- Amanhecer o dia
- Criação nova
- Retornar de novo
- Empréstimo temporário
- Surpresa inesperada
- Escolha opcional
- Planear antecipadamente
- Abertura inaugural
- Continua a permanecer
- A última versão definitiva
- Possivelmente poderá ocorrer
- Comparecer em peso
- Gritar bem alto
- Propriedade característica
- Demasiadamente excessivo
- O seu critério pessoal
- Exceder em muito.


Repare que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, “surpresa inesperada”. Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não.
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia.

O que é um Palíndromo?

Um palíndromo é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, normalmente e, da esquerda para a direita e ao contrário.

Exemplos: OVO, OSSO, RADAR.

O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do conhecido:

SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.

Diante do interesse pelo assunto (confesse, já leu a frase ao contrário), tomei a liberdade de seleccionar alguns dos melhores palíndromos da língua de Camões...

ANOTARAM A DATA DA MARATONA
ASSIM A AIA IA A MISSA
A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA
A DROGA DA GORDA
A MALA NADA NA LAMA
A TORRE DA DERROTA
LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL
O CÉU SUECO
O GALO AMA O LAGO
O LOBO AMA O BOLO
O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO
RIR, O BREVE VERBO RIR
A CARA RAJADA DA JARARACA
SAIRAM O TIO E OITO MARIAS
ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ

domingo, 23 de janeiro de 2011

Fogo de óleo. Muito importante!

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A PREVENÇÃO É IMPORTANTE
FOGO DE ÓLEO
IMPORTANTE
Antes de ver o filme, leia.

Apagar fogo em óleo quente é um dos fogos mais difíceis de serem apagados.
A dica do filme é a mais prática e simples, além do forte aviso de não se utilizar  água para apagar este tipo de fogo.
A principal dica é: caso você não saiba exactamente o que fazer, evacue a área de incêndio e chame os Bombeiros para tratarem do assunto.
Nunca faça o que não sabe, sob pena de risco de morte.

Como apagar fogo de óleo quente:

É bom saber como agir.
Caso se esqueça da panela ou frigideira com óleo, e  o óleo ou azeite comece a arder, NÃO ENTRE EM PÂNICO.
Siga as instruções abaixo. Repasse aos seus amigos, ensine os seus empregados, mostre aos seus filhos.

1. DESLIGUE O FOGÃO;
2. MOLHE um pano, torça-o COMPLETAMENTE, retirando o excesso de água, para que este NÃO PINGUE;
3. Coloque o pano sobre a panela/frigideira e espere até que tudo volte ao normal (não saia mais vapor);
4. NUNCA TENTE MOVER A PANELA ou a FRIGIDEIRA;
5. NUNCA DEITE ÁGUA - NUNCA DEITE ÁGUA - NUNCA DEITE ÁGUA - NUNCA DEITE ÁGUA, pois os respingos carregarão fogo e os efeitos são devastadores.

Veja o filme!
Não guarde esta informação só para si!

Genial século XVIII...

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Questionário "O que é a Música?"

1 - O que é a Música para si?
É alegria. (36 anos, masculino)
A música faz relaxar. (34 anos, feminino)
É um modo de relaxamento. (17 anos, feminino)
A música é a arte mais bela que existe, faz-me bem à alma. (44 anos, feminino)
A música é como um comprimido para a dor de dentes, alivia o mal que nos vai na alma. (55 anos, masculino)
É algo que ouvimos nos faz esquecer os momentos difíceis da vida. (25 anos, masculino)
É entretenimento. (12 anos, masculino)
É uma forma de entretenimento, de ficarmos mais cultos e de nos divertir.” (12 anos, feminino)
Para mim a música faz partida vida. (12 anos, feminino)
Para mim é uma bela arte. (13 anos, feminino)
A música para mim é uma das artes mais belas que existe, alimenta-me a alma. (44 anos, feminino)
A música para mim dá-me paz, seja ela qual for. (60 anos, feminino)
A música é um meio da pessoa descontrair um pouco, de relaxamento e de divertimento. (44 anos, masculino)

 
2 - Que género(s) de música costuma ouvir? Refira o nome de 1 ou 2 bandas ou artistas da sua preferência.
Costumo ouvir música romântica (36 anos, masculino)
Costumo ouvir Xutos e Pontapés, Tony Carreira. Género rock (34 anos, feminino)
Costumo ouvir Simple Plan e The Muse. Género pop-rock (17 anos, feminino)
Música pop. David Guetta. (12 anos, feminino)
Música para flauta. (12 anos, masculino)
Baladas: Queen, Scorpions. (25 anos, masculino)
Todo o género de música. Stevie Wonder, Amália Rodrigues e Rui Veloso. (55 anos, masculino)
Reggae e rock. Bob Marley e Queen. (44 anos, feminino)
Jonas Brothers e Demi Lareto. (12 anos, feminino)
Pop e Rock. (13 anos, feminino)
Gosto de muitos géneros (rock, clássica, etc.). Queen, Pink Floyd. (44 anos, feminino)
Eu gosto de ouvir todo o tipo de música, desde o fado, baladas e músicas regionais. U2. (60 anos, feminino)
Música ambiemte e música clássica. Tony Carreira, Micaela, Xutos e Pontapés. (44 anos, masculino)

3 - Canta ou toca algum instrumento musical? Se sim qual, se não qual gostaria de tocar?
Não, mas gostaria de tocar piano. (36 anos, masculino)
Não, mas gostaria de tocar acordeão. (34 anos, feminino)
Não, mas gostaria de tocar violino. (17 anos, feminino)
Não canto. Só no banho. Gostaria de ter aprendido a tocar piano. (44 anos, feminino)
Toco violino. (12 anos, feminino)
Toco flauta. (12 anos, masculino)
Não, mas gostava de tocar guitarra ou piano. (25 anos, masculino)
Não, não toco nem canto. (55 anos, masculino)
Não toco, mas gostaria de tocar piano e guitarra. (12 anos, feminino)
Não, mas gostaria de tocar violino. (13 anos, feminino)
Canto no duche, mas nunca aprendi a cantar. Gostaria de ter aprendido a tocar piano. (44 anos, feminino)
Não, gostaria de tocar, harmónio/acordeão (música folclórica). (44 anos, masculino)
Costumo cantar especialmente músicas espanholas e alentejanas. Eu gostava de saber tocar guitarra. (60 anos, feminino)


4 - Qual e quando foi a última música que comprou (cd/dvd musical)?
Foi o CD dos Morangos com Açúcar. (36 anos, masculino)
Foi o CD do Leandro. (34 anos, feminino)
Foi o CD do Simple Plan.(17 anos, feminino)
No dia 10 de Dezembro de 2010. (55 anos, masculino)
Na última semana. (25 anos, masculino)
Desde os 6 anos. (12 anos, masculino)
Já há uns anos. (12 anos, feminino)
O último que comprei foi há 1 mês. (44 anos, feminino)
Em Agosto, música pop. (12 anos, feminino)
Há dois meses, música rock. (13 anos, feminino)
Em 2010. Shakira. (44anos, masculino)
Há um mês. (44 anos, feminino)
Já comprei há muito tempo, talvez os discos de vinil tenham sido a última que comprei. (60 anos, feminino)


5 - Que música levaria para uma ilha deserta?
Levaria música do Quim Barreiros. (36 anos, masculino)
Levaria música do Tony Carreira. (34 anos, feminino)
Levaria a música I will never be the same. (17 anos, feminino)
Música reggae, para estar sempre a dançar. (44 anos, feminino)
Música de “discoteca”. (12 anos, feminino)
Levaria música rap. (12 anos, masculino)
Música clássica. (55 anos, masculino)
Música pop. (25 anos, masculino)
Levaria a música This is me. (12 anos, feminino)
Levaria a música Popit Rocky 2. (13 anos, feminino)
Música romântica. (44 anos, masculino)
Música reggae. (44 anos, feminino)
Música espanhola. (60 anos, feminino)


Questionário elaborado e aplicado pelos alunos do 1º turno da turma D, do 7º ano, no âmbito da disciplina de Educação Musical.

- André Vitória, 3
- Bianca Andrade, 4
- Diogo Salvador, 5
- Inês Custódio, 7
- Jessica Malvar, 8

sábado, 15 de janeiro de 2011

Exercícios para cérebros "enferrujados"


Tente ler
De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. 
Sohw de bloa.




Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua  mente leia corretamente o que está escrito.
  35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5! 




Consegues encontrar 2 letras B abaixo?

RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR 
RRRRRRRRRRRBRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR 
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR 
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR 
RRRRRRRRRRBRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR 
RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR 

Uma vez que encontrares os B 

Encontra o 1 

IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII 
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII 
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII 
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII 
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII 
IIIIIIIIIIII1IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII 
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII 
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII 
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII 
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII 
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII 

Uma vez o 1 encontrado. 

Encontra o 6 

9999999999999999999999999999999999 
9999999999999999999999999999999999 
9999999999999999999999999999999999 
9999999999999999999999999999999999 
9999999999999999999999999999999999 
9999999999999999999999999999999999 
9999699999999999999999999999999999 
9999999999999999999999999999999999 
9999999999999999999999999999999999 
9999999999999999999999999999999999 
9999999999999999999999999999999999 
9999999999999999999999999999999999 


Uma vez o 6 encontrado ...... 

Encontra o N (É díficil!) 

MMMMMMMMMMMMM 
MMMMMMMMMMMMM 
MMMMMMMMMMMMM 
MMMMMMMNMMMMM 
MMMMMMMMMMMMM 
MMMMMMMMMMMMM 
MMMMMMMMMMMMM 
MMMMMMMMMMMMM 
MMMMMMMMMMMMM 
MMMMMMMMMMMMM 

Uma vez o N encontrado... 

Encontra o Q.. 

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO 
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO 
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO 
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO 
OOOOOOOOOOQOOOOOOOOOOOOOOOO 
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO 
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO 
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO 
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO 
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO 
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