terça-feira, 17 de outubro de 2017

LEITORES DO MÊS DE SETEMBRO


LEITORES 

COM MAIS REQUISIÇÕES DOMICILIÁRIAS 
DE LIVROS,

NO MÊS DE SETEMBRO


1º  LUGAR
(COM 6 REQUISIÇÕES)

   JOANA NASCIMENTO, N.º 9, 9º E


2º LUGAR
(COM 5 REQUISIÇÕES)

LUANA BIANCA MARTINS PLÁCIDO, N.º 13, 8º E


3º LUGAR
(COM 3 REQUISIÇÕES)

CAROLINA MUXAGATA DOS REIS, N.º5, 8º A


quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Mês internacional das bibliotecas escolares

 OUTUBRO

mês internacional das bibliotecas escolares
Ligando comunidades e culturas

Concurso de ideias:

   As bibliotecas escolares desempenham um papel cada vez mais determinante na criação e dinamização de comunidades de leitores, de práticas e de aprendizagem, criando pontes e valorizando a diversidade cultural neste mundo globalizado. 


   Reflete, partilha opiniões e apresenta uma ideia inovadora para a tua biblioteca escolar, sob a forma de um JOGO, até 3 de novembro! 


Sê criativo! A melhor ideia transformada em jogo será revelada no dia 30 de novembro. 

regulamento e orientações em:

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

VOTOS DE UM BOM ANO LETIVO de 2017/18

A EQUIPA DA BIBLIOTECA DOM PAIO PERES CORREIA E HORTA DO CARMO

DESEJA A TODA A COMUNIDADE ESCOLAR

UM EXCELENTE ANO LETIVO

terça-feira, 23 de maio de 2017

CERIMÓNIA DE ENTREGA DE PRÉMIOS

https://labiencercada.blogspot.pt/2012/09/ganador.htm

No dia 6 de junho, pelas 11 horas, 

realizar-se-á uma cerimónia de entrega de prémios 

aos alunos participantes nas atividades promovidas pela Biblioteca, 

nomeadamente:

➤ O concurso Nacional de Leitura
➤ O leitor do mês
➤ O concurso de São Valentim
➤ O concurso do Halloween
➤ O concurso das maquetas
(entre outros)


Por essa ocasião, 
os alunos  do curso Mesa e Bar da turma do CEF, 
com a orientação do técnico Fausto Teixeira,
proporcionarão 
um coffee break, 
à entrada da Biblioteca.

terça-feira, 9 de maio de 2017

ATIVIDADES:


No dia 16 de maio, 
as turmas do 1º e 2º ano 
da escola Horta do Carmo, 
irão assistir a uma peça de teatro sobre a fábula
A Cigarra e a Formiga, 
na Biblioteca Municipal de Tavira.

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA:


Decorrerá hoje, dia 9 de maio, entre as 13h e as 17:30, 

a fase distrital do CNL, no Auditório de Olhão.

Irão participar as seguintes alunas:

Bebiana Bagarrão e Joana Nascimento do 8º E;
e
Constança Borges do 8º C

Bom trabalho e  Boa sorte!
https://amenteemaravilhosa.com.br/frases-livros-voce-nao-esquecera

LIVRO DO MÊS:


terça-feira, 21 de março de 2017

MARÇO MÊS DA LEITURA


No âmbito das atividades  
"Março Mês da Leitura"

decorreram 

no dia 22 de março, 

às 10.30 e às  11:30,

DUAS SESSÕES COM O ESCRITOR E ILUSTRADOR:

PEDRO SEROMENHO


para as turmas do 2º Ciclo


⧪⧪⧪

E, no dia 23 de março,

durante todo o dia, 

SESSÕES COM O CONTADOR DE HISTÓRIAS

JORGE SERAFIM

para as turmas do 7º e 8º anos

terça-feira, 14 de março de 2017

BALANÇO DA ATIVIDADE


CRISTINA TAQUELIM 

contou  "Histórias que não lembram ao Diabo"


aos alunos do 2º Ciclo, que a ouviram com grande entusiasmo.

BALANÇO DA ATIVIDADE

 ENCONTRO COM ISABEL ALÇADA
 A escritora Isabel Alçada conversou durante duas horas com os alunos da nossa escola, sobre os seus livros, sobre a leitura e sobre os cargos que desempenhou,  dando muito valor ao trabalho dos professores e dos alunos nas escolas.
Os alunos mostraram-se muitos interessados e colocaram-lhe diversas perguntas relacionadas com a sua obra e vida.
A escritora ofereceu ainda o seu novo livro:
"Uma aventura em Conímbriga",
"aos leitores da Escola D. Paio Peres Correia"

terça-feira, 7 de março de 2017

ATIVIDADES NA BIBLIOTECA





NO DIA 9 DE MARÇO PELAS 9:30

CRISTINA TAQUELIM 

CONTA

"HISTÓRIAS QUE NÃO LEMBRAM AO DIABO"

AOS ALUNOS 5º ANO


&&&&&&&


NO DIA 10 DE MARÇO PELAS 14:15

ISABEL ALÇADA

encontrar-se-á 

 COM OS ALUNOS DOS 7º E 8º ANOS







A SEMANA DAS CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS

decorre, na Biblioteca da escola, de 6 A 10 de março
COM UMA EXPOSIÇÃO:
"PORTUGAL NA 2 ª METADE DO SÉC. XIX"
dinamizada pela docente Isabel Costa e alunos do 6º ano, 
no âmbito da disciplina de história e geografia de Portugal

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Sessões de apresentação duas obras das Metas para o 3º e 4º anos



SESSÕES DE APRESENTAÇÃO DAS OBRAS 
DAS METAS PARA OS 3º E 4º ANOS

Todas as turmas dos 3º e 4º anos do Agrupamento (incluindo os alunos de Conceição de Tavira e Cabanas)
participaram em duas sessões sobre duas obras
 propostas nas Metas para esses anos: 
O senhor do seu nariz e outras históriasO gato e o escuro.
de Álvaro Magalhães e Mia Couto respetivamente.
As sessões decorreram no auditório da Escola D. Paio Peres Correia,  sendo dinamizadas pelo escritor e encenador  
Sandro Junqueira que se fez acompanhar da sua viola.
A equipa da BE agradece a colaboração dos docentes, alunos e  representante da Texto editora do grupo Leya: Adriana Silva.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

ATIVIDADES ALUSIVAS AO SÃO VALENTIM


jornaldespertar.wordpress.com

A equipa da Biblioteca celebra 
São Valentim dinamizando
uma exposição dedicada 
ao São Valentim,
  com frases alusivas ao dia dos namorados e poemas selecionados sobre a temática do amor 
de poetas portugueses.
Promove também  o concurso 
de poesia São Valentim:


terça-feira, 24 de janeiro de 2017



Semana da Ciência e Tecnologia
😊
https://www.google.com/search?q=ciencia+e+tecnologia&rlz=1C1EODB_enPT536PT556&espv=2&biw=1280&bih=918&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwiwgIvP0trRAhUCJsAKHTl8D8gQ_AUIBigB#imgrc=YFSB7fa8V0RBQM%3A
30 e 31 de janeiro
1, 2 e 3 de fevereiro

Nestes dias, irão decorrer na Biblioteca diversas atividades no âmbito das disciplinas de Ciências, Física e Química e Matemática dos 2º e 3º Ciclos:

😊 Feira de Minerais
                         😊 Diversas Exposições (vindas de Lisboa)
   😊 Passagem de Filmes

   Estas atividades são organizadas pela biblioteca em cooperação com os docentes das disciplinas e ciclos acima referidos.

Venham, apreciem, aprendam e divirtam-se!!!

Atividades na Biblioteca


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

BOAS FESTAS



A equipa da BE deseja BOAS FESTAS a toda a Comunidade Escolar

  Durante esta semana e até janeiro, a Biblioteca disponibiliza o seu espaço  para exposições de trabalhos realizados em diversas disciplinas, nomeadamente: Como é o interior do nosso Planeta? (turmas 7ºA, C, D, E – prof.ª Gorete Negreda- CN); Caricaturas sem sentido (7ºD – prof. Reinaldo Barros- EV); Neologismos (8ºE - prof.ª Cristina Felício-Port.); Postais de Natal (alunos de francês 3ºciclo- professoras Ana Rogado, Sylvie Cravo e Cristina Felício);

  Podemos apreciar ainda a decoração natalícia elaborada pela equipa da BE.
 
Árvore de Natal criada pela Equipa da BE


Coroa natalícia - Criação Profª Teresa Fonseca
Presépio Algarvio recriado pela Equipa da BE
Árvore de Natal com livros de contos (Equipa da BE)

A Profª Bibliotecária

Fátima Veríssimo

 
 

 






terça-feira, 29 de novembro de 2016

ATIVIDADE CULTURAL - PORTUGUÊS - 6º ANO

CONTAR AS METAS COM ...

SANDRO JUNQUEIRA
(ESCRITOR / ENCENADOR)

No dia 28 de novembro, na nossa Biblioteca, contámos com a presença de Sandro Junqueira que realizou duas sessões, para as turmas do 6º ano, a contar e cantar As Naus de Verde Pinho, de Manuel Alegre (obra proposta pelas Metas Curriculares para o 6º ano).

Esta atividade foi organizada em parceria com a Texto Editora (LEYA)

segunda-feira, 24 de outubro de 2016





 

OUTUBRO - MÊS DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES


A Biblioteca Escolar (BE) desempenha um papel fundamental na vida dos nossos alunos, nomeadamente na aprendizagem e descodificação do mundo que os rodeia. Ora Aprende a descodificar o teu mundo é precisamente o tema definido pela International Association of School Librarianship (IASL) para o Mês Internacional da Biblioteca Escolar (MIBE) – outubro.
O Gabinete da RBE (Rede de Bibliotecas Escolares) definiu o 24 de outubro 2016 como o Dia da BE em Portugal. A biblioteca escolar faz parte do nosso mundo e se olharmos para ela com atenção, se percebermos o seu funcionamento, se a descodificarmos, seremos capazes de ter ideias que ajudem a torná-la (ainda) melhor. É este o desafio que lançamos aos nossos utilizadores para este ano letivo.
Neste mês de outubro vamos ter: Colher frutos na BE, visionamento dos filmes A rapariga que roubava livros (na BE da Escola Horta do Carmo) e Escritores da liberdade (na BE da Escola Dom Paio Peres Correia), exposição de trabalhos, de novidades, de cartazes de bibliotecas famosas, várias sessões com a escritora Nazaré Lobato, O Poeta Encenado, formação de utilizadores, passatempo Mensagens secretas… e muito mais!
Contamos com todos vós para que a BE continue a ser um local aprazível, apelativo, instrutivo, dinâmico, de apoio e articulação com o currículo, de desenvolvimento das diferentes literacias e de formação de leitores.

                                               A Profª Bibliotecária
                                                        Fátima Veríssimo

 

 

terça-feira, 18 de outubro de 2016

 
 
BEM VINDOS!


A equipa da biblioteca deseja a toda a comunidade escolar um excelente ano letivo de 2016/17.
Estejam atentos às atividades de interesse cultural e pedagógico aqui divulgadas.
 
 

 

 




terça-feira, 17 de maio de 2016

Crónicas deliciosas de José Saramago, sobre os avós, lidas prazerosamente na Tribo das Letras, na última sessão

CARTA A JOSEFA, MINHA AVÓ 
Tens noventa anos. És velha, dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo — e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas e deformadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água. Viste nascer o sol todos os dias. De todo o pão que amassaste se faria um banquete universal. Criaste pessoas e gado, meteste os bácoros na tua própria cama quando o frio ameaçava gelá-los. Contaste-me histórias de aparições e lobisomens, velhas questões de família, um crime de morte. Trave da tua casa, lume da tua lareira — sete vezes engravidaste, sete vezes deste à luz. 
Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia, nem de literatura, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste umas centenas de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com isto viveste e vais vivendo. És sensível às catástrofes e também aos casos de rua, aos casamentos de princesas e ao roubo dos coelhos da vizinha. Tens grandes ódios por motivos de que já perdeste lembrança, grandes dedicações que assentam em coisa nenhuma. Vives. Para ti, a palavra Vietname é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de raio. Da fome sabes alguma coisa: já viste uma bandeira negra içada na torre da igreja. (Contaste-mo tu, ou terei sonhado que o contavas?) Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. O teu riso é como um foguete de cores. Como tu, não vi rir ninguém.
Estou diante de ti, e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não curaste de saber o que é o mundo. Chegas ao fim da vida, e o mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste: uma interrogação, um mistério inacessível, uma coisa que não faz parte da tua herança: quinhentas palavras, um quintal a que em cinco minutos se dá a volta, uma casa de telha-vã e chão de barro. Aperto a tua mão calosa, passo a minha mão pela tua face enrugada e pelos teus cabelos brancos, partidos pelo peso dos carregos — e continuo a não entender. Foste bela, dizes, e bem vejo que és inteligente. Por que foi então que te roubaram o mundo? Quem to roubou? Mas disto talvez entenda eu, e dir-te-ia como, o porquê e o quando se soubesse escolher das minhas inumeráveis palavras as que tu pudesses compreender. Já não vale a pena. O mundo continuará sem ti — e sem mim. Não teremos dito um ao outro o que mais importava. 
Não teremos, realmente? Eu não te terei dado, porque as minhas palavras não são as tuas, o mundo que te era devido. Fico com esta culpa de que me não acusas - e isso ainda é pior. Mas porquê, avó, por que te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida: «O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer!» 
É isto que eu não entendo — mas a culpa não é tua.

E O MEU AVÔ, TAMBÉM 
Talvez o dia chuvoso seja o responsável desta melancolia. Somos uma máquina complicada, em que os fios do presente activo se enredam na teia do passado morto, e tudo isto se cruza e entrecruza de tal maneira, em laçadas e apertos, que há momentos em que a vida cai toda sobre nós e nos deixa perplexos, confusos, e subitamente amputados do futuro. Cai a chuva, o vento desmancha a compostura árida das árvores desfolhadas — e dos tempos passados vem uma imagem perdida, um homem alto e magro, velho, agora que se aproxima, por um carreiro alagado. Traz um cajado na mão, um capote enlameado e antigo, e por ele escorrem todas as águas do céu. À frente, caminham animais fatigados, de cabeça baixa, rasando o chão com o focinho. Homem e bichos avançam sob a chuva. É uma imagem comum, sem beleza, terrivelmente anónima. 
Mas o homem que assim se aproxima, vago, entre cordas de chuva que parecem diluir o que na memória não se perdeu, é meu avô. Vem cansado, o velho. Arrasta consigo setenta anos de vida difícil, de desconforto, de ignorância. E, contudo, é um homem sábio, calado e metido consigo, que só abre a boca para dizer as palavras importantes, aquelas que importam. Fala tão pouco (são poucas as palavras realmente importantes) que todos nos calamos para o ouvir quando no rosto se lhe acende qualquer coisa como uma luz de aviso. Fora isso, tem um modo de estar sentado, olhando para longe, mesmo que esse longe seja apenas a parede mais próxima, que chega a ser intimidade. Não sei que diálogo mudo o mantém alheado de nós. O seu rosto é talhado a enxó, fixo mas expressivo, e os olhos, pequenos e agudos, têm de vez em quando um brilho claro como se nesse momento alguma coisa tivesse sido definitivamente compreendida. Parece uma esfinge, direi eu mais tarde, quando as leituras eruditas me ajudarem nestas comparações tão abonatórias de uma fácil cultura. Hoje digo que parecia um homem. 
E era um homem. Um homem igual a muitos desta terra, deste mundo, um homem sem oportunidades, talvez um Einstein perdido sob uma camada espessa de impossíveis, um filósofo (quem sabe?), um grande escritor analfabeto. Alguma coisa seria, que não pôde ser nunca. Recordo agora aquela noite morna de verão, que dormimos, nós dois, debaixo da figueira — ouço-o ainda falar da vida que tivera, da Estrada de Santiago que sobre as nossas cabeças resplandecia (as coisas que ele sabia do céu e das estrelas), do gado que o conhecia, das histórias e lendas que eram o seu cabedal da infância remota. Adormecemos tarde, enrolados na manta lobeira, que a madrugada refrescaria com certeza e o orvalho não caía só sobre as plantas. 
Mas a imagem que me não larga é a do velho que caminha sob a chuva, obstinado e silencioso, como quem cumpre um destino que nada pode modificar. A não ser a morte. Mas, nesta altura, este velho, que é meu avô, ainda não sabe como vai morrer. Ainda não sabe que poucos dias antes do seu último dia vai ter a premonição (perdoa a palavra, Jerónimo) de que o fim chegou, e irá, de árvore em árvore do seu quintal, abraçar os troncos, despedir-se deles, dos frutos que não voltará a comer, das sombras amigas. Porque terá chegado a grande sombra, enquanto a memória o não fizer ressurgir no caminho alagado ou sob o côncavo do céu e a interrogação das estrelas. Só isto — e também o gesto que de repente me põe de pé e a urgência da ordem que enche o quarto aquecido onde escrevo.
                                                 Em Deste Mundo e do Outro, Caminho, Lisboa, 1998
Loading...