terça-feira, 4 de maio de 2010

Casa 5 convida-o para a abertura da exposição 'PAULO SERRA' / Invitation









CASA 5 - Associação de artes plásticas e visuais de Tavira. Tem como objectivos desenvolver e promover projectos de artes plásticas e visuais, através de actividades tais como exposições de artes plásticas, residência de artistas, passeios temáticos pela cidade e projectos em parceria com outras entidades afins, exposições conjuntas, mostra de projectos dos artistas residentes, workshops de artes e sessões de leitura. Exposições artísticas no centro da cidade Tavira, no Algarve, Portugal. Mostramos desenhos, pinturas, colagens e fotografias de artistas nacionais e internacionais.

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Paulo Serra exposição
Maio 8 - 30, 2010
Rua 1 Maio 5, Tavira.
abertura Maio 8, 19.00 h, com música ao vivo com Raimund Engelhardt.


Conheci o Paulo Serra há uns anos atrás, quando este expôs no Palácio da Galeria, em Tavira.
Desenhos de grande formato, fáceis de entender visto que este mostra, através do seu trabalho uma grande abertura, indo directamente ao encontro do espectador, parecendo proclamar que nada há a esconder. De um modo ingénuo, tal como nos trabalhos do movimento "Art Brut", do século XX, mas sem dúvida contemporâneo, com uma linguagem bem actual, sem vergonha, sem mensagens moralistas, ele fala-nos de coisas que normalmente guardamos para nós próprios.
Casa 5, Matthijs Leijenaar, 2010.

I met Paulo Serra for the first time a couple of years ago, when he held an exhibition in the Palacio in Tavira. Large drawings, easy to understand works because he shows openess and directness; it seems he want to say that there is nothing to hide. In a way naive, like the work of the "Art Brut" movement from the 20th centrury, but definitely in a contemporary way, in today's language, without shame, without a moralistic message. He speaks about things you normally keep for yourself.
Casa 5, Matthijs Leijenaar, 2010


Paulo Serra
O problema instala-se assim que o olhar encontra o quadro. não que o problema começe com esse primeiro olhar, apenas parece residir aí. um problema sem começo e, portanto, sem fim, não chega a ser um verdadeiro problema mas incomoda. incomoda o intelecto que, entretanto, já marcou desemfreadamente uma rede de pontos de reconhecimento, mapa de território familiar. em vão! esses pontos estão lá, que digo, regiões inteiras oferecem-se à nossa razão, sem pudor nem vergonha, numa orgia semiótica, mas o problema persiste. pior, agrava-se à medida que o quadro procura o nosso olhar, desnudando-se ,criando autênticas zonas erógenas, de combate, onde a palavra se cala, ignorante, quase humilhada, mas estranhamente agradecida. desesperada a razão encontra a técnica. claro, a técnica! reparem como esta sobreposição de conceitos pictóricos se escapa obstinadamente a um último olhar.como o uso de múltiplas perspectivas gera um espaço dinãmico que penetra o espaço circundante , o nosso espaço. como este corpo no seu movimento, revela a anatomia que é também a do meu corpo. e como esta mancha de tinta, esta cor em contraste com este traço fino e vivo me transtorna e emociona! ... não! não é a técnica, não é a razão, não é a emoção. é a vida! este quadro sou eu que estou vivo a olhar um quadro que me emociona porque é vida. paulo serra, criador de espelhos de alma própria, pinta a sua vida!
José luis.

Paulo Serra, Olhão, 1965.
Formação em Artes Visuais no Secundário da Escola Tomás Cabreira em Faro.
Na Faculdade de Belas Artes esteve dois dias.
Desde 2002 expõe em Portugal e na Alemanha.
Entre 2005 e 2006 residiu em Berlim.
Continua a sua formação artística actualmente com Nuno Faria.



(...) a coragem na arte é a mesma que na vida, por detrás de cada artista está um homem (...)
José Bivar, 2002
(Pintura) Galeria Margem, Faro.
(...) durante 2 meses observa e regista através da linguagem do desenho o dia a dia de doentes do foro psicológico (...)
Rosa Trindade, 2004
(60 dias em psiquiatria) Hospital Júlio de Matos.
(...) está em harmonia com os seus trabalhos feitos de momentos com história e de históricos movimentos em si...com histórias que nos provocam assombros e reactividade emocional (...)
Isa Catarina Mateus, 2004
(60 dias em psiquiatria) Hospital Júlio de Matos
(...) enquanto agachado, recortava gafanhotos roxos e se concentrava e dividia no som da sua voz entre o cavo e o silibino (...)
Cidália de Brito, 2005
Galeria da Restauração, Olhão
(...) de pensar a Arte, procurando um equilíbrio nos riscos de quem os assume (...)
Costa Pinheiro, 2006
(Passagens) Palácio da Galeria, Tavira.
(...) o facto é que á hora combinada me apareceu um jovem magro e de olhar intenso sobraçando uma pasta de desenhos (...)
Bartolomeu dos Santos, 2008
(Lápis) Palácio da Galeria, Tavira.
(...) começa por desenhar do natural, priveligiando nas suas escolhas a dimensão afectiva (...)
Vasco Vidigal, 2008
(Pegadas) Galeria Bernardo Marques
(...) vestígios de pequenas asperezas, incómodos, distorções, desproporções, convergências, fugas, concomitâncias (...)
José Luis Pereira, 2009
Galeria Trem

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