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sexta-feira, 14 de março de 2008

Capítulo III – Rita, grande amiga!




Para Filipe o filme já não tinha mesmo piada alguma. El Gordito, entretido com o seu cachorrão, não percebera a aflição do amigo. Contudo, Rita, mais sensível e atenta, perguntou-lhe: - Filipe, que se passou? Pareces-me um pouco triste... Filipe, um pouco embrutecido respondeu-lhe que não se passava nada. Depois de grande insistência por parte da Rita, Filipe lá desabafou e explicou-lhe a situação.
Rita, depois de ouvir o amigo, passou à acção. Objectivo? Conhecer a rapariga dos sonhos de Filipe e perceber realmente se ela tinha namorado ou não.
Quando o filme terminou, Filipe e os amigos resolveram ir a uma gelataria comprar um gelado, antes de irem para casa. El Gordito, naturalmente rejubilou com a proposta. Compraram os gelados e sentaram-se em frente à praia a curtir a bela lua cheia que iluminava o mar. O cenário era mesmo à maneira.
De repente Rita levantou-se e desapareceu por momentos. Apercebera-se que a tal dama estava ali perto e sozinha... então e o rapaz que estava com ela no cinema? Rita dirigiu-se a ela e começaram a conversar. De onde és? Como te chamas? Que costumas fazer? Conheces o não sei quantos? E a não sei quantas? Gostas daquela loja? Enfim um sem fim de questões. Conversaram uma bela meia horinha, pelo menos. Depois dirigiram-se para o banco onde estavam sentados os amigos e quando Filipe viu a sua dama ficou pálido. Pálido? Hummm acho que era mesmo transparente. O coração a acelerar, o calor a inundar-lhe o corpo. Sentia-se a rebentar e sem saber o que dizer. E agora? E agora? Que faço? Que digo? Que cena meu!!!! - Olha Filipe, esta minha amiga é a Raquel, disse Rita.
- O-O-O-O-Oi Ra-Ra-Ra-quel! Eu sou o Fi-Fi-Fi-lipe! Muito pra-pra-pra-zer. Gaguejou Filipe.
- Muito prazer Filipe. És mesmo gago ou estás assustado por eu estar aqui? Respondeu Raquel.
É obvio que Rita já tinha feito todo o relato a Raquel. Rita já sabia que aquele bacano que estava com Raquel era apenas o primo dela e que afinal não havia namorado nenhum. Sabia também que Raquel estava desejosa de conhecer o seu herói que a salvou das garras do larápio que a queria assaltar. No fundo Rita sabia que havia ali qualquer coisa no ar e que se calhar o seu amigo ainda seria bem feliz, afinal Raquel até era a miss escola.
As mulheres, normalmente, apercebem-se rapidamente destas coisas do amor. Os homens não... demoram bastante a dominar essas matérias. Esta coisa de tentar perceber as mulheres não é fácil. Aliás, os homens já perceberam que o melhor é desistir e procurar não entendê-las, uma vez que isso pode levá-los à loucura! É verdade.
Rita queria deixá-los sozinhos, mas El Gordito, que estava entretido com o seu Super Geladão, nem se apercebeu disso, só se levantando depois de um valente beliscão dado pela amiga.
Filipe, mais calmo, começou a sentir-se nas nuvens. A conversa estava cada vez mais interessante e havia ali uma química especial... percebia-se à distância. Parecia ser o princípio de uma bela amizade. Raquel tivera excelente aceitação por parte de todo o grupo. O pessoal gostava de Filipe, Filipe gostava daquela dama, logo a equação era simples, o pessoal gostava também dela.
A partir desse dia os cinco amigos tornaram-se inseparáveis, especialmente Filipe e Raquel. Inseparáveis até quando? Só o futuro o dirá. Importante é manter as verdadeiras amizades, mesmo que as vidas nos separem. É difícil conservar o mesmo grupo de amigos, desde a infância até à vida adulta, mas há pessoas que nos marcam para sempre e é necessário fazermos um esforço para mantermos essas amizades.
Amigos a sério há poucos, conhecidos há imensos... bués mesmo.


Xaux people!

segunda-feira, 10 de março de 2008

Capítulo II - Filipe, o herói...




O ano lectivo caminhava rapidamente para o seu epílogo. O tempo já era de Verão… tardes de calor, o mar ao longe azulinho e bem atractivo… hummmm, “Era tão bom já estarmos de férias”, pensava Filipe, a caminho da escola, após um belo almoço de peixe assado!
Quando se aproximava da escola encontrou uma miúda a correr e aos gritos… parecia uma doida! Atrás dela ia um indivíduo com muito mau aspecto. Socorro!!! Este doido quer roubar-me!!! Gritava a miúda, que por sinal até era bem gira.
Filipe avaliou bem o tamanho do bandido e resolveu intervir e salvar a miúda daquela situação aflitiva. A miúda ia de tal forma em pânico que nem sequer reparou no Filipe. O larápio também não... o que foi uma vantagem para o Filipe. Quando passou por ele, Filipe estendeu o pé e deu-lhe tamanha rasteira, que o indivíduo aterrou de cara no asfalto! Direitinho... aterrou e ali ficou estendido, desmaiado. Filipe não sabia bem o que fazer pois tinha receio de que existissem cúmplices na zona. Assim, correu a toda a velocidade para a escola, sem sequer falar com a “dama”... Que pena, pensava ele. Quando chegou à escola foi prontamente ao Conselho Executivo, relatou o que se tinha passado e foram tomadas as medidas adequadas, chamando a G.N.R.
Filipe ficara com a sensação de dever cumprido, mas faltava-lhe qualquer coisa... falar com a rapariga. A partir daquele momento aquela miúda passara a ser a Princesa do Filipe e por incrível que pareça nunca mais a encontrou. Trinca Espinhas que já estava a par do que se tinha passado dizia ao Filipe que ele tinha sonhado e que aquela rapariga tão linda não existia. Trinca Espinhas no fundo aproveitava-se da situação para gozar com Filipe.
El Gordito também não queria saber da triste situação de Filipe. A ele interessava muito mais os Hambúrgueres do que propriamente as miúdas... contudo, resolveu ajudar Filipe a encontrar a sua princesa, mas em troca de um “lanchinho” no Mc Donnalds... tipo um Super Mega Menu!!! Raquel e Rita também entraram nessa “caçada” à princesa do Filipe.
No fim-de-semana o grupo de amigos resolveu ir ao cinema. Iam ver um filme cómico do Mister Potato. O cinema, como todos os fins-de-semana, estava cheio, ao rubro! O filme era mesmo engraçado e a boa disposição era mais que muita. No intervalo, Filipe e El Gordito foram ao bar comer qualquer coisa. El Gordito tinha mesmo muitas dificuldades para aguentar muito tempo sem comer e para ele quinze minutos já era uma eternidade!!!
Quando estavam no bar, Filipe teve uma visão... era ela! A sua princesa! Mas... o que era aquilo? Quem era aquele bacano que estava com ela? Tão agarradinho? Aos beijos? Epa! Que desilusão... parecia que o Mundo ia acabar ali mesmo... Filipe queria desaparecer... que sensação era aquela que ele estava a ter? Estranha... desagradável... horrível!!! Bolas andei tanto tempo a pensar nesta miúda e... porquê? Que mal fiz eu? El Gordito estava tão entretido com o seu Cachorrão que nem sequer se apercebeu que Filipe tinha mudado de cor, pelo menos 5 vezes e que realmente não estava nada com bom aspecto... De lágrimas nos olhos e bem enfurecido Filipe e o amigo voltaram para a sala ver o resto do filme.
Aquele filme que tinha tido uma primeira parte fantástica e bem-humorada perdeu toda a piada... pelo menos para o Filipe...


terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Capítulo I – Apresentação do grupo



Aventuras e desventuras em Tavira…



Outrora uma cidade piscatória, Tavira é hoje em dia, como a maior parte das povoações do litoral algarvio, uma terra dedicada essencialmente ao turismo.
É frequente ao longo do ano depararmo-nos com uma enorme multiplicidade de turistas vindos das mais variadas partes do continente.
As histórias que vos irei contar têm como cenário precisamente a cidade de Tavira…
O herói das nossas histórias chama-se Filipe, um puto de 13 anos que gosta mesmo muito de aventuras. Destemido, corajoso, divertido e muito simpático, Filipe tinha a propensão para se ver envolvido nas mais “loucas” aventuras.
Filipe tem um grupo de amigos com o qual costuma brincar. Trata-se de um grupo muito unido. Nestas idades ainda não há o hábito das saídas nocturnas e das discotecas. As “brincadeiras” nestas idades são diferentes… mais infantis.
No grupo do Filipe, havia mais dois miúdos e duas raparigas. Carlos, “El Gordito”, que adorava comer, principalmente bolos… bem, não era só bolos que ele devorava… devorava mesmo tudo! Rafael, o “Trinca Espinhas”, que era muito pequenino e magrinho. Havia também as duas raparigas, mais ajuizadas, mas também bem divertidas. A Raquel, a “Miss Escola”, que era linda e deixava todos os miúdos de boca aberta, e a Rita, um pouco menos “Miss”. Usava daqueles óculos que mais parecem um fundo de garrafa, uma vez que sofria de miopia. Para além disso usava um aparelho nos dentes que lhe davam um ar estranho… robótico até… não é que eu tenha alguma coisa contra os aparelhos deste tipo, mas aquele aparelho, naquela rapariga dava-lhe mesmo um ar… estranho (no mínimo).
Apesar das diferenças, não só físicas, mas também de personalidade, o grupo dava-se todo muito bem. Viviam todos em Tavira e muito perto uns dos outros, o que permitia um convívio bem intenso entre eles. Para além disso pertenciam todos à mesma turma.
Assim a afinidade e cumplicidade entre eles era mesmo muito grande. Também era raro entrarem em conflito, ou melhor, quando entravam rapidamente faziam as pazes.
Filipe era o líder natural deste grupo. Devido à sua maneira de ser conseguia a unanimidade do grupo sem ter de se impor pela força.


As aventuras virão depois... nos próximos números.
Xaux