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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Plágio

Plágio... o que é plágio?
  Plágio é o acto de copiar um documento sem a respectiva autorização do autor ou sem referir a fonte. O plágio acontece a toda a hora. Nas universidades, na internet, nas escolas...
   Plágio, além de errado, é crime, e o plagiador pode apanhar uma multa. Até copiar da Wikipédia, uma fonte pública, sem referir a fonte ou dar créditos é considerado plágio!
   Mas o que leva as pessoas a cometer plágio?
   A falta de originalidade ou querer ser reconhecido! Por vezes a inveja também serve de motivo!

   Quando uma pessoa vê o seu trabalho publicado noutro sítio, com os devidos créditos, pode orgulhar-se, pois isso prova que o seu trabalho é um bom trabalho! Mas quando vê o seu trabalho publicado noutro lado sem créditos, uma pessoa fica com o moral em baixo: ver o trabalho a que se tinha dedicado pesquisa árdua ou se tinha feito simplesmente por gozo publicado com outra pessoa a afirmar que o trabalho era seu, deita uma pessoa abaixo, e a parte psicológica dessa pessoa pode ficar muito afectada!
   Por vezes também acontece o plagiador insultar o plagiado, o que é pior!

   A originalidade é algo de que nos podemos orgulhar, é algo que nos leva longe! O plágio, por sua vez, nunca dará frutos, e uma pessoa nunca obterá bons resultados se plagiar!
   Ser original não custa! Seja contra-plágio!

Feito originalmente por uma aluna

Publicada por Biólogas em Viagem à volta da Vida 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Camaleões divertidos

Projectos de camaleões executados em barro pelos alunos do 6ºD, em Área de Projecto e no âmbito do PREAA.
Professores responsáveis: Profª Adelaide Silva/Prof Luís Silva.

Exposição na BECRE da Escola D.Paio Peres Correia - Tavira

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Questionário "O que é a Música?"

1 - O que é a Música para si?
É alegria. (36 anos, masculino)
A música faz relaxar. (34 anos, feminino)
É um modo de relaxamento. (17 anos, feminino)
A música é a arte mais bela que existe, faz-me bem à alma. (44 anos, feminino)
A música é como um comprimido para a dor de dentes, alivia o mal que nos vai na alma. (55 anos, masculino)
É algo que ouvimos nos faz esquecer os momentos difíceis da vida. (25 anos, masculino)
É entretenimento. (12 anos, masculino)
É uma forma de entretenimento, de ficarmos mais cultos e de nos divertir.” (12 anos, feminino)
Para mim a música faz partida vida. (12 anos, feminino)
Para mim é uma bela arte. (13 anos, feminino)
A música para mim é uma das artes mais belas que existe, alimenta-me a alma. (44 anos, feminino)
A música para mim dá-me paz, seja ela qual for. (60 anos, feminino)
A música é um meio da pessoa descontrair um pouco, de relaxamento e de divertimento. (44 anos, masculino)

 
2 - Que género(s) de música costuma ouvir? Refira o nome de 1 ou 2 bandas ou artistas da sua preferência.
Costumo ouvir música romântica (36 anos, masculino)
Costumo ouvir Xutos e Pontapés, Tony Carreira. Género rock (34 anos, feminino)
Costumo ouvir Simple Plan e The Muse. Género pop-rock (17 anos, feminino)
Música pop. David Guetta. (12 anos, feminino)
Música para flauta. (12 anos, masculino)
Baladas: Queen, Scorpions. (25 anos, masculino)
Todo o género de música. Stevie Wonder, Amália Rodrigues e Rui Veloso. (55 anos, masculino)
Reggae e rock. Bob Marley e Queen. (44 anos, feminino)
Jonas Brothers e Demi Lareto. (12 anos, feminino)
Pop e Rock. (13 anos, feminino)
Gosto de muitos géneros (rock, clássica, etc.). Queen, Pink Floyd. (44 anos, feminino)
Eu gosto de ouvir todo o tipo de música, desde o fado, baladas e músicas regionais. U2. (60 anos, feminino)
Música ambiemte e música clássica. Tony Carreira, Micaela, Xutos e Pontapés. (44 anos, masculino)

3 - Canta ou toca algum instrumento musical? Se sim qual, se não qual gostaria de tocar?
Não, mas gostaria de tocar piano. (36 anos, masculino)
Não, mas gostaria de tocar acordeão. (34 anos, feminino)
Não, mas gostaria de tocar violino. (17 anos, feminino)
Não canto. Só no banho. Gostaria de ter aprendido a tocar piano. (44 anos, feminino)
Toco violino. (12 anos, feminino)
Toco flauta. (12 anos, masculino)
Não, mas gostava de tocar guitarra ou piano. (25 anos, masculino)
Não, não toco nem canto. (55 anos, masculino)
Não toco, mas gostaria de tocar piano e guitarra. (12 anos, feminino)
Não, mas gostaria de tocar violino. (13 anos, feminino)
Canto no duche, mas nunca aprendi a cantar. Gostaria de ter aprendido a tocar piano. (44 anos, feminino)
Não, gostaria de tocar, harmónio/acordeão (música folclórica). (44 anos, masculino)
Costumo cantar especialmente músicas espanholas e alentejanas. Eu gostava de saber tocar guitarra. (60 anos, feminino)


4 - Qual e quando foi a última música que comprou (cd/dvd musical)?
Foi o CD dos Morangos com Açúcar. (36 anos, masculino)
Foi o CD do Leandro. (34 anos, feminino)
Foi o CD do Simple Plan.(17 anos, feminino)
No dia 10 de Dezembro de 2010. (55 anos, masculino)
Na última semana. (25 anos, masculino)
Desde os 6 anos. (12 anos, masculino)
Já há uns anos. (12 anos, feminino)
O último que comprei foi há 1 mês. (44 anos, feminino)
Em Agosto, música pop. (12 anos, feminino)
Há dois meses, música rock. (13 anos, feminino)
Em 2010. Shakira. (44anos, masculino)
Há um mês. (44 anos, feminino)
Já comprei há muito tempo, talvez os discos de vinil tenham sido a última que comprei. (60 anos, feminino)


5 - Que música levaria para uma ilha deserta?
Levaria música do Quim Barreiros. (36 anos, masculino)
Levaria música do Tony Carreira. (34 anos, feminino)
Levaria a música I will never be the same. (17 anos, feminino)
Música reggae, para estar sempre a dançar. (44 anos, feminino)
Música de “discoteca”. (12 anos, feminino)
Levaria música rap. (12 anos, masculino)
Música clássica. (55 anos, masculino)
Música pop. (25 anos, masculino)
Levaria a música This is me. (12 anos, feminino)
Levaria a música Popit Rocky 2. (13 anos, feminino)
Música romântica. (44 anos, masculino)
Música reggae. (44 anos, feminino)
Música espanhola. (60 anos, feminino)


Questionário elaborado e aplicado pelos alunos do 1º turno da turma D, do 7º ano, no âmbito da disciplina de Educação Musical.

- André Vitória, 3
- Bianca Andrade, 4
- Diogo Salvador, 5
- Inês Custódio, 7
- Jessica Malvar, 8

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Koto

O koto é um instrumento musical de cordas dedilhadas, composto de uma caixa de ressonância com diversas cordas, semelhante a uma grande cítara. Atualmente é o mais popular dentre os instrumentos musicais tradicionais japoneses. Tanto quanto piano ou violino, meninas em idade escolar aprendem o koto.

A história do koto é longa. O instrumento já com as suas principais características atuais foi introduzido no século VI (época do imperador Kinmei) vindo da China (dinastia T’ang). Ele já possuía o corpo feito com a madeira tradicional do Japão o Kiri (Paulownia), sendo todo laqueado. Ele era chamado de Kin-no-Koto. Data desta época a partitura mais antiga para o Koto (Yuran-fu que se encontra guardada no Templo Shinhoin).

O instrumento está presente na literatura japonesa desde a antiguidade. Nos Contos de Genji (Genji Monogatari de Murasaki Shikibu 978-1016) o Koto aparece em diversas passagens. O seu personagem principal, o príncipe Hikaru Genji, quando exilado em Akashi tocava e mantinha diálogos musicais com Lady Akashi. Em outra obra, Contos de Heike (Heike Monogatari), a amada do imperador, Kogo, foi descoberta em seu esconderijo pelo som de seu koto.

Durante séculos a música de koto foi cultivada pela nobreza. No século XVII, Yatsuhashi Kengyo fundou um estilo independente, o Yatsuhashi Ryu. Em 1664, foi impresso um livro escrito por Sosan Nakamura, Shichiku Shoshin Shu, onde constam as partituras das principais músicas de Yatsuhashi Kengyo, Rokudan no Shirabe, Hachidan no Shirabe e Midare, executadas até hoje. Yatsuhashi criou as afinações consideradas as mais tradicionais para o koto, o Hira e o Kumoi. Neste século ainda houve a popularização do instrumento como acompanhamento de dança e como conjunto formado juntamente com Shakuhachi e Sangen.

Atualmente existem duas correntes, a Ikuta Ryu e a Yamada Ryu. A escola Ikuta foi fundada por Ikuta Kengyo (1757 a 1817) no final do século XVII baseada na transposição para o Koto das fórmulas existentes para o Shamisen (Sangen) principalmente na alternância de cantos com instrumentais originados do Jiuta. A característica fundamental desta escola está em sua ênfase nas técnicas instrumentais. No final do século XVIII surgiu a escola Yamada fundada por Yamada Kengyo (1757 a 1817). Ela se baseava em narrativas, dando um maior destaque ao canto. Apesar de terem algumas peças do repertório em comum, os estilos se diferem na sua orientação. Tecnicamente o estilo de execução também é diferente. O formato da unha é diferente. O estilo Ikuta usa a unha com o formato retangular, e o estilo Yamada adota uma unha de forma oval, isto leva os instrumentistas sentarem de maneira diferente com relação ao instrumento. O instrumentista da escola Ikuta senta num ângulo oblíquo enquanto o da escola Yamada senta em ângulo reto. A posição que a mão toca as cordas também difere; a escola Ikuta toca com a mão inclinada em relação às cordas, e a escola Yamada toca com a mão na posição vertical.

No início deste século houve a popularização do koto principalmente pelas mãos de Michio Miyagi. Apesar de pertencer à escola Ikuta, Miyagui praticamente formou a sua escola, introduzindo elementos ocidentais na composição de músicas japonesas.

O koto moderno tem treze cordas que podem ser de seda ou nylon. As cordas são afinadas através de trastes móveis, que permitem a mudança de afinação durante a execução da música. O corpo é formado por duas pranchas de Kiri, com aproximadamente 180 centímetros, formando uma caixa de ressonância. Existem variações no instrumento como o koto de dezessete cordas, inventado por Michio Miyagi, que faz o baixo das músicas, e outros modelos com vinte e uma e com oitenta cordas. A maioria das pessoas que tocam o koto são mulheres, pelo fato de seu som suave e gentil, praticamente sendo um som mais doce, mas isso não significa que não haja homens que tocam o instrumento, não há uma margem consideravel de preconceito a isso.
 

Realizado por
Bianca Andrade nº4
7D

Castanholas

As castanholas é um instrumento de percussão criado pelos fenícios há três milénios que foi introduzido nos demais países do Mediterrâneo através do comércio marítimo desenvolvido por esse povo.

Em Espanha tornou-se num instrumento nacional.
A castanhola é tradicionalmente usada pelas dançarinas de flamenco.

É constituído por dois pedaços de madeira de castanheiro em forma de prato fundo, perfurado e ornamentado com uma fita que se coloca em redor do polegar. O seu nome deriva do seu formato, que lembra uma castanha.

As castanholas emitem um som seco e oco, de entoação imprecisa. São de origem espanhola, se bem que sejam conhecidas desde o tempo dos Romanos, são populares também em Portugal, assim como alguns países hispano-americanos.

As castanholas servem de acompanhamento rítmico para muitas danças folclóricas, como o flamenco, por exemplo. Na orquestra são colocadas no extremo de uma pequena vara que é agitada, facilitando deste modo a sua execução a estrangeiros. Empregam-se na música erudita para obter um colorido espanhol, por exemplo, Carmen de G. Bizet.

Em qualquer par de castanholas há uma que tem o som mais agudo do que a outra, distinguindo-se, respectivamente, com os nomes de castanholas-fêmea e castanholas-macho. Para tocá-las, há que segurá-las com o polegar através do cordão que as une; o qual atravessa a sua parte superior, chamada "orelha", fazendo-as estalar através da percussão rítmica dos restantes dedos. Em algumas ocasiões, as castanholas de uma das mãos batem com as da outra, dependendo dos passos de baile. Também podem ser produzidos efeitos de glissando, ondulando (alternando as duas mãos), trilos e rufos vêm do norte de Portugal.

Inês Custódio nº7
7D

Banjo

Um banjo é instrumento de corda da família do alaúde, de corpo redondo, com uma abertura circular na parte posterior. Consta de uma armação circular, atualmente produzida em pvc, sobre o qual se retesa uma pele (antigamente pregada, hoje presa por um mecanismo de cola sintética), um braço longo e fino, com trastes e cordas metálicas ou de tripa retorcida. Baseado em vários instrumentos africanos, foi desenvolvido na América pelos escravos negros, no século XVII, e adotado por grupos ambulantes de músicos brancos, no século XIX. É muito usado na música folk norte-americana e pelos grupos de bluegrass.Posteriormente teve grande importância na música jazz.

Uso do Banjo no Samba
Incorporado às rodas de samba em meados da década de 70, quando o músico e intérprete Almir Guineto adotou uma ideia de seu parceiro musical e humorista, Mussum, adaptando o corpo do instrumento norte-americano ao braço do cavaquinho. Assim, percebeu que, além da qualidade do som, a armação reforçada do banjo reduzia os riscos de rompimento de cordas. O banjo passou a ser utilizado com apenas 4 - utilizando o mesmo número de trastes e a afinação do cavaquinho, mas com a peculiaridade da batida.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Banjo
Banjo de cinco cordas
Conhecido também como banjo americano, banjo de bluegrass ou ainda banjo country.
O banjo de cinco cordas, também conhecido como banjo americano, ou banjo de bluegrass ou 5-strings banjo em inglês, é um banjo com cinco cordas de metal, utilizado principalmente nos gêneros musicais bluegrass, country e folk. O instrumento consiste de um anel circular (de metal ou madeira) coberto por uma película tensionada. O braço possui trastes que o tornam um instrumento temperado. As versões mais comuns possuem cinco cordas de metal, mas há banjos de bluegrass com seis cordas. O instrumento é tocado pelo instrumentista apoiado em suas pernas ou pendurado por uma tira resistente em seu ombro. Os instrumentistas de banjo americano usam, em geral, uma dedeira de plástico no polegar e dedeiras de metal nos dedos indicador e médio.


André nº3 7ºD
Diogo nº5 7ºD

Cítara

A cítara é um instrumento de cordas, usado sobretudo na música folclórica, mais comummente em países de língua alemã nos ou sobre uma caixa de ressonância. Existem versões que só têm cordas livres, e versões em que algumas cordas estão esticadas sobre uma manga com trastos. Como vários outros instrumentos de corda, existe em versões acústicas e eléctricas. Desconfia-se que o nome cítara deriva de um instrumento da Grécia antiga chamada Kithara.

Na classificação de instrumentos de Hornbostel – Sachs, cítaras é também o nome dado a qualquer tipo de instrumentos que contém cordas esticadas dentro de uma caixa de ressonância, como por exemplo, saltério, psaltério, Saltério dos Apalaches, guqin, guzheng, koto, kantele, gayageum, đàn tranh, kanun, autoharpa, santoor, saltério chines, piano, cravo, santur, swarmandal, entre outros. Neste caso pode-se chamar de família das cítaras.
Diferente da cítara, o sitar possui suas cordas esticadas além da caixa de ressonância, ou seja, num braço.
Nota: Não confundir com Sitar, Cistre, Cítola ou Kithaa

 

Realizado por
Bianca Andrade nº4
7D

Flauta de Pã

A flauta de pã é um instrumento musical sul-americano, e o nome genérico dado a instrumentos musicais constituídos por um conjunto de tubos fechados numa extremidade, ligados uns aos outros em feixe ou lado a lado. Os tubos são graduados e de diferentes tamanhos, não têm bocal e são soprados com os lábios tangenciando as extremidades superiores. Conforme o local onde são construídas, a flautas podem ter características e nomes diversos, como siringe, na Grécia antiga, nai da Romênia, siku ou antara nos Andes, etc.

Foram denominadas “pã” por associação ao deus grego Pã. Eram muito populares entre os etruscos e os gregos, desde o século VI a.C., com o nome de syrinx ou syringa panos. Hoje, a flauta-de-pã é uma peça importante na música folclórica da Roménia, Myanmar, Oceania e dos países andinos.

A flauta-de-pã andina é conhecida como siku pela comunidade Aimará, como antara pelos Quíchuass e como zampoña pelos espanhóis. Os sikus mais fidedignos ou “puros” são tocados em escala pentatônica, mas existe uma característica comum de tocá-los: em par. Toca-se uma parte e alterna-se a escala com a outra parte, em conjunto. Essas partes são denominadas masculino e feminino. Uma se chama ira, )(a que guia) e a outra se chama arka (a que acompanha). O termo sikuri é usado nas comunidades bolivianas para o tocador de siku. Sikuriadas ou sikuriados são temas melódicos tocados somente com sikus. Nos povoados andinos, é comum encontrar conjuntos que variam de cinco a dez sikuris, ou mais. Dependendo de onde são construídos, existem sikus de vários tamanhos, notas, tipos de canas, pois a nota musical varia de tamanho e sua afinação é relativa, nem sempre se aproximando da nota requerida. No Equador, existe um parente próximo ao siku ou zampoña conhecido como rondador, uma flauta com 20 a 40 canas bem finas e enfileiradas. É também tocado em escala pentatônica e muito utilizado em danças folcóricas ou populares como o sanjuanito, o albazo, a longuita, o pasacalle, etc.


André nº3 7ºD
Diogo nº5 7ºD

Harpa Celta

As harpas que usam chaves manipuladas pelas mãos, no mundo inteiro foram chamadas por muito tempo de harpas Celtas ou Célticas. Hoje, poucos países adotam estes nomes, pois que a denominação dá uma impressão errônea de que o estilo de toda harpa Celta ou Céltica seria provindo do povo Celta. Existem sim, harpas específicas do estilo Celta, mas a denominação começou a ser usada de forma generalizada não para indicar a harpa do estilo de um povo ou tradição, mas para indicar toda harpa de pequeno a medio porte cuja mecânica para obter os semitons fosse através de chavinhas (ou alavancas); muitas fogem ao estilo Celta. Por este motivo, nos EUA a denominação de Non Pedal Harp (harpa sem pedais) começou a ser usada, mas foi duramente criticada pelos profissionais deste instrumento que achavam que o nome dava uma falsa impressão de inferioridade ao instrumento pela falta de pedais. Nomes como Pedal Free (Harpa livres de pedais) vieram em resposta para demonstrar a insatisfação quanto a denominação escolhida; do lado dos profissionais das harpas de pedais, apareceram nomes como Diet Harp (irônicamente às harpas sem pedais que se denominavam “Pedal Free”).
A nomenclatura criou um briga feia entre os profissionais dos dois estilos de harpa. Lembro-me, enquanto trabalhava na loja de harpas Vanderbilt Music, nos EUA, recebermos ameaças furiosas dos harpistas “celtas” para que tirássemos do catálogo da loja o nome Non Pedal Harp. A explicação para aquele tipo de nomenclatura, no entanto, nos parecia clara, seria toda harpa que não tivesse pedais, portanto incluiria aquelas harpas que não tivessem também as chavinhas. Mas, a pressão foi criando um ar de inimizade entre os grupos, e para apaziguar, entraram em um consenso quanto a denominação deste tipo de harpa nos EUA prevalecendo o nome de Lever Harp (Harpa de chavinhas), não sendo agressivo a nenhuma das partes.

No Brasil, os nomes de Harpa Celta, Céltica, Troubadour, ainda prevalecem em muitos estados, não existindo uma nomenclatura generalizada aceita entre os profissionais. Para as harpas estritamente provindas da cultura Celta, o certo é chamá-las de Célticas de acordo com o Linguista Cesar Nardelli Cambraia, já que essas harpas são feitas, por alguém que não é celta, mas tomando como modelo aquelas feitas por algum celta. A denominação Celta seria para aquelas originalmente feitas pelos Celtas.

O nome mais antigo e tradicionalmente adquirido no nosso país (harpa Celta) me parece mais uma homenagem ao povo celta do que um nome ligado ao estilo dos instrumentos provindos da cultura celta, portanto não me parece menos correto quanto o termo céltica.

Quando falamos de harpa Celta, queremos dizer: aquelas harpas que são de pequeno a médio porte, possuem chavinhas manipuladas pelas mãos para realizar os semitons e possuem apenas uma fileira de cordas. A infinidade de modelos que se enquadram a este estilo é muito grande.

Seria necessário mudar a nomenclatura para que um nome não gere confusão ao leigo como foi feito nos EUA?

Seria necessário uma unificação no termo para que todos os profissionais usem o mesmo, ou talvez possamos continuar a usar o termo diferentemente em cada região, como a mandioca que também se chama aipim e macaxeira.



Jessica Malvar
Nº8
7ºD


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Locais com o nome de Santa Cecília

Academia de Música de Santa Cecília

Universidade de Santa Cecília

Centro social e Paroquial Santa Cecília

Paróquia de Santa Cecília
http://www.paroquia-scecilia.pt/

Colégio Santa Cecília
http://www.santacecilia.com.br/scnovo/default.asp


Pesquisa realizada por
Jessica Malvar nº8
7ºD

Santa Cecília, padroeira da Música


Padroeira da Música, Santa Cecília foi uma jovem de suave beleza que, com inquebrantável força de ânimo e possuída da mais ardente fé, professou e difundiu o Cristianismo.

Interpretada pelos mais notáveis pintores, escultores e poetas, sempre lhe foram atribuídos os mais variados símbolos musicais, embora com particular predilecção pelo órgão. Isso deve-se em grande parte ao carácter religioso que, a partir do século XV, se atribui a este instrumento.

Historicamente as mais antigas referências não lhe conferem dotes particulares de musicalidade. Sabe-se, contudo, que era uma jovem patrícia muito culta, pertencendo a uma das mais ilustres famílias de Roma pelo que, tendo recebido esmerada educação, a prática da música ser-lhe-ía habitual, tocando, provavelmente, algum instrumento mais consentâneo com a sua feminilidade, como a harpa, a lira ou o saltério, pois o órgão, com que tão frequentemente é representada, era ainda um instrumento grosseiro e pouco difundido.

Segundo uma " Paixão " publicada no século V para satisfazer a curiosidade dos peregrinos que visitavam a primitiva Igreja " in Trastévere " dedicada à sua memória em Roma, Cecília, desposada contra vontade por imposição de seus pais, cumpriu o voto de castidade, já anteriormente formulado fazendo saber a Valeriano - o noivo - que a sua alma, bem como o seu corpo, estavam consagrados a Deus.

Valeriano sentiu-se tocado pela pureza daqueles propósitos e, não só prometeu respeitar tais votos, como, procurando o venerando bispo Urbano, que exercia o ministério sacerdotal escondido nas catacumbas, recebeu das suas mãos o baptismo.

Ao regressar, encontrou Cecília em oração e um anjo a seu lado. Este, que tinha duas coroas na mão, colocou uma sobre a cabeça da jovem e a outra sobre a de Valeriano. Penetrado pela graça, o nobre príncipe romano, anima seu irmão Tibúrcio a receber igualmente o baptismo.

Entretanto recrudescia a perseguição aos cristãos e os dois irmãos davam-se à piedosa missão de recolher os corpos daqueles confessores da fé a quem as autoridades imperiais recusavam um lugar nos cemitérios. Pouco depois foram também eles presos e decapitados. Por sua vez, Cecília foi igualmente presa por ter ousado dar-lhes sepultura na sua "vila" da Via Ápia onde, com grande fervor, exercia a caridade acudindo aos pobres e protegendo os perseguidos.

Colocada perante a alternativa de sacrificar aos deuses de Roma ou a morrer, não hesitou e dispôs-se ao sacrifício. Quando, durante os interrogatórios, o prefeito Almáquio lhe lembrava ter sobre ela direito de vida e de morte, respondeu: "É falso, porque podes dar-me a morte, mas não me podes dar a vida."

Almáquio condenou-a a morrer asfixiada por vapor mas, como Cecília sobreviveu a esse suplício, ordenou que lhe cortassem a cabeça. O carrasco, por imperícia ou por ter vacilado ante a serenidade angélica da condenada, depois de três golpes sucessivos não chegou a decepar a formosa cabeça deixando a mártir em dolorosa agonia.

Só passados três dias exalou o último suspiro e todos quantos haviam presenciado o modo sublime como aceitara tamanha provação, convertidos por tal exemplo à mesma fé, suplicavam a sua intercessão para que, na hora suprema, tivessem o mesmo valor e heroísmo por ela demonstrados, mesmo nas maiores angústias.

Nas "Actas" do martírio de Santa Cecília, que se crê tenha ocorrido no ano de 230, lê-se:

Enquanto ressoavam os órgãos, a Virgem Santa Cecília, no íntimo da sua mente, só a Deus se dirigia e cantava: "Permiti, Senhor, que o meu coração e o meu corpo permaneçam imaculados ", tradução da frase original assim iniciada - " Cantantibus organis Caecilia Domino decantabat dicens..." Tomando falsamente a palavra "organis" (designação sumária de instrumento) por órgão, os pintores já no século XV a fantasiavam tangendo-o como acompanhador dos seus piedosos cânticos.

Feita deste modo a primeira iconografia, nada mais natural do que os músicos logo a tenham escolhido para sua protectora.

Henrique Fernandes (1987) Em Louvor de Santa Cecília. Ponto e Contraponto , ano 0, n.º 0




Santa Cecília no panorama da História da Música

No século XVI constituíram-se em Paris e em Roma as primeiras associações da classe musical sob a égide de Santa Cecília. Alguns anos depois, em Inglaterra, instituiu-se um concurso anual, premiado pela corte, dando origem à criação de Odes literárias e musicais a ela consagradas por compositores tão ilustres como Henry Purcell, Haendel e, já no nosso tempo, Benjamim Britten.

EM PORTUGAL

Embora se encontrem referências mais remotas, o primeiro estatuto da Irmandade de Santa Cecília data de 1603.

Instalada primitivamente no Convento do Espírito Santo da Pedreira, que ficava situado no local em que hoje vemos os Armazéns do Chiado, foi transferida mais tarde para a antiga Igreja de Santa Justa, situada então na actual rua dos Fanqueiros, em Lisboa.

A fama desta Confraria ia crescendo de ano para ano devido, principalmente, ao brilho com que realizava a festa da sua padroeira.

D. João V foi um dos seus mais desvelados protectores o mesmo acontecendo com seu filho D. José I. A terrível catástrofe de Novembro de 1755, obrigou a Irmandade a procurar outras instalações vindo a fixar-se definitivamente, em 1787, na reconstruída Igreja dos Mártires, onde ainda hoje se encontra.

Depois das vicissitudes motivadas pelas invasões francesas e pela guerra civil que se lhes seguiu, as festas em honra de Santa Cecília readquiriram o seu antigo esplendor (testemunhado eloquentemente por William Beckford nas suas célebres cartas).

Consideradas por essa época como um dos maiores acontecimentos artísticos da vida musical de Lisboa, facilmente se adivinha como era exígua a Igreja dos Mártires para acolher todos quantos ali acorriam. Magníficas incentivas para os nossos compositores, lá foram dadas a ouvir obras de Marcos de Portugal, Leal Moreira, João de Sousa Carvalho, João Domingos Bomtempo e, dos compositores oitocentistas: Joaquim Casimiro, Santos Pinto, Guilherme Cossoul, Augusto Machado e muitos outros. Era assim, já passados os meados do século XIX, que entre nós se festejava esse dia particularmente caro a todos os músicos.

Em Paris

Também em Paris a data era solenemente assinalada na Igreja de Santo Eustáquio, havendo a tradição de todos os anos se fazer a primeira audição de uma missa escrita expressamente em honra de Santa Cecília.

Haendel, Haydn, Gounod, César Franck, Ambroise Thomas, Saint-Saens, figuram entre os mais famosos autores de missas Cecilianas.

Na Alemanha

Entre as numerosas associações de Santa Cecília espalhadas pelo mundo devem ainda referir-se os Caecilienverein, grupos alemães de cultores de música sacra, fundados em 1886 pelo padre Franz Witt. Tinham como objectivo reformar o canto litúrgico de acordo com os princípios do "Motu Proprio", de Pio X, divulgar o canto gregoriano e estimular a criação de novas obras. A sua acção propagou-se a numerosas regiões da Alemanha, disseminando-se em organizações paroquiais que se reuniam regularmente em congressos gerais participados por músicos de outros países. Estas actividades foram interrompidas pelo regime hitleriano.
Henrique Fernandes (1987) Em Louvor de Santa Cecília. Ponto e Contraponto, ano 0, n.º 0


Pesquisa realizada por:
André Vitória nº3
Diogo Salvador nº5
7ºD

Santa Cecília, padroeira dos músicos

Pequena história de Santa Cecília

Oração a Santa Cecília

Hino de Santa Cecília



Pesquisa realizada por
Inês Custódio nº 7
7ºD

Santa Cecília, a sua história

Santa Cecília é uma santa cristã, padroeira dos músicos pois quando ela estava morrendo, ela cantou a Deus. Não se tem muitas informações sobre a sua vida. É provável que, tenha sido martirizada entre 176 e 180, sob o império de Marco Aurélio. Escavações arqueológicas não deixam dúvidas, sobre a existência, mas sua história só foi registada no século V, na narrativa Paixão de Santa Cecília.

A sua históriaSegundo este relato, Cecília seria da "nobre família romana dos Metelos, filha de senador romano e cristã desde a infância". Os pais de Cecília, "sem que a filha soubesse, prometeram-na em casamento a um jovem patrício romano, chamado Valeriano". Se bem que tivesse alegado os motivos que a levavam a não aceitar este contrato, a vontade dos pais se impôs de maneira a tornar-lhe inútil qualquer resistência. Assim se marcaria o dia do casamento e tudo estava preparado para a grande cerimónia. Da alegria geral que estampava nos rostos de todos, só Cecília, fazia exceção. A túnica dourada e alvejante peplo que vestia não deixavam adivinhar que por baixo existia o cilício, e no coração lhe reinasse a tristeza.

Estando só com o noivo, disse-lhe, Cecília com toda a amabilidade e não menos firmeza: “Valeriano, acho-me sob a protecção directa de um Anjo que me defende e guarda minha virgindade. Não queiras, portanto, fazer coisa alguma contra mim, o que provocaria a ira de Deus contra ti”. A estas palavras, incompreensíveis para um pagão, Cecília fez seguir a declaração de ser cristã e obrigada por um voto que tinha feito a Deus de guardar a pureza virginal.

Disse-lhe mais: que a fidelidade ao voto trazia a bênção, a violação, porém, o castigo de Deus. Valeriano, ficou "vivamente impressionado" com as declarações da noiva, respeitou-lhe a virgindade, converteu-se e recebeu o baptismo naquela mesma noite. Valeriano relatou ao irmão Tibúrcio o que tinha se passado e conseguiu que também ele se tornasse cristão.

Turcius Almachius, prefeito de Roma, "teve conhecimento da conversão do dois irmãos. Citou-os perante o tribunal e exigiu peremptoriamente que abandonassem, sob pena de morte, a religião que tinham abraçado. Diante da recusa formal, foram condenados à morte e decapitados". Também Cecília, " teve de comparecer na presença do juiz. Antes de mais nada, foi intimada a revelar onde se achavam escondidos os tesouros dos dois sentenciados. Cecília respondeu-lhe que os sabia bem guardados, sem deixar perceber ao tirano que já tinham achado o destino nas mãos dos pobres. Almachius, mais tarde, cientificado deste fato, enfureceu-se e ordenou que Cecília fosse levada ao templo e obrigada a render homenagens aos deuses. De fato foi conduzida ao lugar determinado, mas com tanta convicção falou aos soldados da beleza da religião de Cristo que estes se declararam a seu favor, e prometeram abandonar o culto dos deuses."

Almachius, "vendo novamente frustrado seu estratagema, deu ordem para que Cecília fosse trancada na instalação balneária do seu próprio palacete e asfixiada pelos vapores d’água. Cecília teria sido então protegida milagrosamente, e embora a temperatura tivesse sido elevada a ponto de tornar-se intolerável, ela nada sofreu". Segundo outros mitos, a Santa "foi metida em um banho de água fervente do qual teria saído ilesa".

Almachius recorreu então à pena capital." Três golpes vibrou o algoz sem conseguir separar a cabeça do tronco. Cecília, mortalmente ferida, caiu por terra e ficou três dias nesta posição. Aos cristãos que a vinham visitar dava bons e caridosos conselhos. Ao Papa entregara todos os bens, com o pedido de distribuí-los entre os pobres. Outro pedido fora o de transformar a sua casa em igreja, o que se fez logo depois de sua morte". Foi enterrada na Catacumba de São Calisto.

As diversas invasões dos godos e lombardos fizeram com que os Papas resolvessem a transladação de muitas relíquias de santos para igrejas de Roma. O corpo de Santa Cecília ficou muito tempo escondido, sem que lhe soubessem o jazigo.

Uma aparição da Santa ao Papa Pascoal I (817-824) trouxe luz sobre este ponto. Achou-se o caixão de cipreste que guardava as relíquias. O corpo, foi "encontrado intacto e na mesma posição em que tinha sido enterrado". O esquife foi "achado em um ataúde de mármore e depositado no altar de Santa Cecília". Ao lado da Santa acharam seu repouso os corpos de Valeriano, Tibúrcio e Máximo.

Em 1599, por ordem do Cardeal Sfondrati, foi aberto o túmulo de Santa Cecília e o corpo encontrado ainda na mesma posição descrita pelo papa Pascoal. O escultor Stefano Maderno que assim o viu, reproduziu em finíssimo mármore, em tamanho natural, a sua imagem.

A Igreja ocidental, como a oriental, tem grande veneração pela Mártir, cujo nome figura no cânon da Missa. O ofício de sua festa traz como antífona um tópico das atas do martírio de Santa Cecília, as quais afirmam que a Santa, nos festejos do casamento, ouvindo o som dos instrumentos musicais, teria elevado o coração a Deus nestas piedosas aspirações: “Senhor, guardai sem mancha meu corpo e minha alma, para que não seja confundida”. Desde o século XV, Santa Cecília é considerada padroeira da música sacra. Sua festa é celebrada no dia 22 de Novembro, dia da Música e dos Músicos.


 
Realizado por
Bianca Andrade nº 4
7D

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Um dia na Pré-História


Levantei-me de manhã, na minha cabana feita de ossos e peles. O meu marido foi à caça ontem (caçou um veado e um hipopótamo). Hoje, a minha tarefa e das outras mulheres é cozinhar o que caçaram ontem, mas também tenho de cuidar dos filhos e filhas das outras mulheres. Agora tudo se tornou mais fácil, porque conseguimos falar muito melhor uns com os outros; o fogo ajudou-nos muito naquelas noite à roda da fogueira. Foi pena quando uma espécie nova de um animal, que nunca fora visto por nenhum de nós, nos levou o chefe… o nosso querido chefe! Hoje foi o enterro, pusemo-lo em posição fetal , pintámo-lo de vermelho e não nos esquecemos dos restos de comida. Acreditamos que ele vai renascer, noutra vida e será muito mais feliz… mas também não se sabe. Este mundo é tão complicado e nós somos apenas um pequeno pontinho quando vemos aquele céu (acho que é assim que o chefe lhe chamou… mas não tenho a certeza...) azul e brilhante. Depois do enterro apeteceu-me pintar, fui buscar a gordura de animal e algum sangue que restava da caçada de ontem. Fiz uma pintura de um veado com vários homens. Depois fui rezar à Vénus (a “deusa” da maternidade e da fecundidade) para ver se nasciam mais crianças. Espero que o meu desejo se concretize pois precisamos de mais homens para a caça, e também mais mulheres para cuidar das crianças. Bom.. hoje de manhã olhei-me no lago, e vi que estou mais direita. Estou a ficar mais bonita!

 
Ana Beatriz Vasques
nº1
7ºC (2010-2011)