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quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Os Magos que não chegaram a Belém
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Martinho, o santo do Inverno que traz o Verão
DE CAVALEIRO ROMANO A APÓSTOLO DA GÁLIA
Martinho era filho de um soldado do exército romano e, como mandava a tradição, filho de militar segue a vida militar, como filho de mercador é mercador e filho de pescador devia ser pescador. Martinho estudou em Pavia, para onde a família foi viver, e entrou para o exército com 15 anos, tendo chegado a cavaleiro da guarda imperial. Tinha a religião dos seus antepassados, deuses que faziam parte da mitologia dos romanos, deuses venerados no Império Romano, que, como é óbvio, variavam um pouco de região para região, dada a imensidão do Império. As Gálias teriam os seus deuses próprios, como os tinham a Germânia ou a Hispânia.
O jovem Martinho não estava insensível á religião pregada, três séculos antes, por um homem bom de Nazaré. Um dia aconteceu um facto que o marcou para toda a vida. Numa
noite fria e chuvosa de Inverno, às portas de Amiens (França), Martinho, ia a cavalo, provavelmente, no ano de 338, quando viu um pobre com ar miserável e quase nu, que lhe pediu esmola e Martinho, que não levava consigo qualquer moeda, num gesto de solidariedade, cortou ao meio a sua capa (clâmide) que entregou ao mendigo para se agasalhar. Os seus companheiros de armas riram-se dele, porque ficara com a capa rasgada. Segundo a lenda, de imediato, a chuva parou e os raios de sol irromperam por entre as nuvens. Sinal do céu. Seria milagre?
MARTINHO E CONSTANTINO I
Conta a lenda, que no dia seguinte Martinho teve uma visão e ouviu uma voz que lhe disse: «Cada vez que fizeres o bem ao mais pequeno (no sentido social de mais desprotegido) dos teus irmãos é a mim que o fazes». A partir desse dia Martinho passa a olhar para os cristãos de outro modo. Recordamos que o Cristianismo teve dificuldade em se impor como religião, e que um passo importante dado, nesse sentido, foi por Constantino I, que, em 313, permite que o Catolicismo seja livremente praticado no Império. Com o tempo foi aceite como religião do Estado.
Constantino - o Grande - acreditou que o deus dos cristãos, que ele, de início associava ao Sol, o protegia e que lhe proporcionara a grande vitória contra Maxêncio, em 312. Acabará senhor absoluto do Império, tanto a Oriente, como a Ocidente, depois da vitória sobre Licínio, em 324. Consta que Constantino I terá visto no céu, antes da batalha com Maxêncio, a frase: «In Hoc Signo Vinces (Por este símbolo(cruz de Cristo) vencerás)» e daí o início da sua conversão. A testemunhar essa conversão existe o Arco de Constantino, em Roma, erigido para celebrar a vitória, onde consta a frase «por inspiração da Divindade e pela sua (de Constantino) grandeza de espírito». A testemunhar a sua conversão há o facto de o prefeiro pretoriano da Hispânia, Acílio Severo, conhecido por Lactâncio ter sido o primeiro prefeito cristão de Roma, em 326.
Constantino I fundou a cidade de Constantinopla, onde fez a nova capital do Império, na antiga Bizâncio, e mandou edificar inúmeras igrejas, para o culto cristão, por todo o Império. A cidade foi sagrada no ano 330. As mais importantes igrejas foram a basílica de Latrão, a igreja de São Pedro, em Roma, a igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, bem como basílicas em Numídia e em Trèves. Deu-se origem às fundações da Igreja da Santa Sabedoria (Hagia Sophia), em Constantinopla, que, viria, em 1453 a ser tomada pelos árabes e Constantinopla passou a chamar-se Istambul. Constantino I é baptizado no leito de morte, no ano de 337 e sepultado na basílica dos Apóstolos naquela cidade. Deixa o império dividido pelos seus três filhos Constantino II, Constâncio e Constante, que vão lutar entre si ficando senhor do Império Constâncio II.
A LENDA DE MARTINHO
Depois do encontro de Martinho com o pobre que seria o próprio Jesus, sente-se um homem novo e é baptizado, na Páscoa de 337 ou 339. Martinho entende que não pode perseguir os seus irmãos na fé. Percebe, que os outros são, na realidade, mais seus irmãos que inimigos. Só tem uma solução - o exílio, porque, oficialmente, só podia sair do exército com 40 anos. Hoje o sentido de irmão está, no Ocidente, perfeitamente interiorizado, mas, na época era algo de totalmente revolucionário. Era uma sociedade estratificada, e os grandes senhores, onde se incluía a classe militar, não se misturavam com a plebe, e muito menos um escravo era considerada pessoa humana. Daí Cristo ter sido crucificado. O amor entre todos, como irmãos que pregava era verdadeiramente contra os usos do tempo. Todos o que o seguiram e praticaram a solidariedade eram vistos como marginais e mais ou menos perseguidos.
Martinho, ainda militar, mas com uma dispensa vai ter com Hilário (mais tarde Santo Hilário) a Poitiers. Funda primeiro o mosteiro de Ligugé e depois o mosteiro de Marmoutier, perto de Tour, com um seminário. Entretanto a sua fama espalha-se. Muitos homens vão seguir Martinho e optar pela a vida monástica. Com o tempo, as suas pregações, o seu exemplo de despojamento e simplicidade, fazem dele um homem considerado santo. É aclamado bispo de Tours, provavelmente em Julho de 371. Preocupado com a família, lá longe, e com todo o entusiasmo de um convertido vai à Hungria visitar a família e converte a mãe.
A vida de São Martinho foi dedicada à pregação. Como era prática no tempo, mandou destruir templos de deuses considerados pagãos, introduziu festas religiosas cristãs e defende a independência da Igreja do poder político, o que era muito avançado para a época. Nem sempre a sua acção foi bem aceite, daí ter sido repudiado, e, por vezes, maltratado.
VITA MARTINI
Sulpício Severo, aristocrata romano, culto e rico fica fascinado com o comportamento pouco comum de Martinho e escreve, entre 394 e 397 a biografia, daquele que ficaria conhecido por São Martinho de Tours. A obra chama-se apenas Vita Martini (escrito em latim), livro que teve enorme repercussão no mundo medieval. Espalhou-se até Cartago, Alexandria e Síria. Sabe-se que este livro foi muitíssimo lido (Enciclopedia Cattolica, Cidade do Vaticano, 1952, p. 220), o que era difícil numa época em que os livros eram caros e quando só o clero e monarcas mais cultos os leriam, mas o certo é que foi um verdadeiro «best-seller».
Só em 357 Martinho é dispensado oficialmente do exército e continua a espalhar a sua fé. Morre em Candes, no dia 8 de Novembro do ano de 397 e o seu corpo foi acompanhado por 2 000 monges, muito povo e mulheres devotas. Chega à cidade de Tours no dia 11 de Novembro. O seu culto começou logo após a sua morte. Em 444 foi elevada uma capela no local. Não foram só as gentes das Gálias que o veneraram, o seu culto espalhou-se por todo o Ocidente e parte do Oriente. Na cidade francesa de Tours, foi erguida uma enorme basílica entre 458 e 489 que viria a ser lugar de peregrinação, durante séculos. Em França há perto de 300 cidades e povoações com o nome de São Martinho e, em Portugal, numa breve contagem, descobrimos 60. É, no entanto, importante frisar que nem todas serão evocações de São Martinho (o da capa), mas também de São Martinho de Dume (na região de Braga), também originário da Hungria (séc. VI).
Por toda a Europa os festejos em honra de São Martinho estão relacionados com cultos da terra, das previsões do ano agrícola, com festas e canções desejando abundância e, nos países vinícolas, do Sul da Europa, com o vinho novo e a água-pé. Daí os adágios «Pelo São Martinho vai à adega e prova o teu vinho» ou «Castanhas e vinho pelo São Martinho».
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
A cerca
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Dia Internacional das Bibliotecas Escolares - Agradecimento
A Equipa da Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos agradece a toda a comunidade escolar a cooperação, o empenho e entusiasmo na preparação/dinamização das actividades realizadas no dia 27 de Outubro, no âmbito do Dia Internacional das Bibliotecas Escolares, nomeadamente: exposição de novidades (livros e DVDs), concurso «A Biblioteca é…», distribuição de um folheto informativo e oferta de diversos brindes (marcadores de livros, calendários).
Só com o apoio e envolvimento de todos foi possível o êxito da actividade.
Um agradecimento especial aos docentes e alunos que colaboraram na decoração do espaço e na criação de brindes (marcadores de livros, calendários) que distribuímos por todos aqueles que visitaram a Biblioteca.
Foi com enorme apreço que constatámos a alegria e o prazer dos nossos alunos que, quer com os respectivos professores, quer por iniciativa própria, participaram nesta iniciativa.
A todos os alunos detentores de cartão de leitor foram ainda oferecidas t-shirts alusivas ao 1º aniversário do blog da BE/CRE, com a imagem do nosso patrono, D. Paio Peres Correia e, por fim, foi servido um bolo gigante a toda a comunidade escolar.
Para finalizar, aos professores Anunciação Simões e Luís Macieira que, em representação do Conselho Executivo, também participaram na iniciativa, o nosso muito obrigado.
A Coordenadora da BE/CRE
Profª Fátima Veríssimo
Bookopoly


domingo, 2 de novembro de 2008
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
A cidade erguia as suas paredes
in Contos Exemplares
Mais em
O Clube de Contadores de Histórias
eb23s@contadoresdehistorias.com
http://www.prof2000.pt/users/historias/
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
sábado, 25 de outubro de 2008
Dia Internacional das Bibliotecas Escolares
O Dia Internacional da Biblioteca Escolar é celebrado todos os anos na 4ª segunda-feira de Outubro. Foi comemorado pela primeira vez a 18 de Outubro de 1999. Este ano, essa data é assinalada a 27 de Outubro, com a dinamização de diversas actividades.A Biblioteca Escolar actualmente possui uma dinâmica diferente e é muito mais do que mero «depósito de livros». Acima de tudo é uma possibilidade de aprender de forma diferente, é o espaço que conduz à descoberta de um livro que nos transporta para aventuras inesperadas e nunca sonhadas.
Neste espaço podemos encontrar um amigo, descobrir temas que nos interessam ou encontrar ânimo. É um espaço lúdico onde se pode jogar, ouvir música (com auscultadores), receber prémios, participar nas inúmeras actividades dinamizadas pelas equipas responsáveis.
A Biblioteca é também o espaço de pesquisa, de realização de trabalhos individuais e em grupo, de visionamento daquele DVD!
Na Biblioteca Escolar podemos visitar exposições, ouvir conferências, conversar com escritores, ouvir um conto, declamar um poema...
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Partida…
Acreditem
ACREDITEM
Os Escritores mais bem pagos do mundo
É uma lista criada pela revista Forbes.
Reproduzimos aqui o top das 10 estrelas que mais ganharam a escrever livros, entre 1 de Junho de 2007 e 1 de Junho de 2008:
1º J.K. Rowling (300 milhões de dólares)
2º James Patterson ($50 milhões)
3º Stephen King ($45 milhões)
4º Tom Clancy ($35 milhões)
5º Danielle Steel ($30 milhões)
Os outros escritores na lista são Nicholas Sparks, Janet Evanovich, John Grisham, Dean Koontz e Ken Follett.
Podes ver as suas fotografias, AQUI.
Mais em BiblioFilmes Festival
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, em filme
A Miramax divulgou os primeiros cinco minutos do filme Blindness, baseado no livro Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago e realizado por Fernando Meirelles no Yahoo.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
A fábula dos dois escorpiões
-nos, a nós, escorpiões, com tanto respeito como aos homens."
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Nobel da Literatura: Jean-Marie Gustave Le Clézio
Jean-Marie Gustave Le Clézio, distinguido este ano com o Prémio Nobel da Literatura, escreveu o seu primeiro livro aos sete anos durante uma travessia marítima rumo à Nigéria.
A sua literatura confunde-se com as viagens, que não cessou de empreender. Ganhou a admiração de filósofos como Michel Foucault e Gilles Deleuze, que apreciaram a sua escrita inovadora e revoltada.
Filho de um cirurgião britânico e de uma francesa da Bretanha, nasceu em Nice, sul da França, em 13 de Abril de 1940.
Formado em Letras, trabalhou na Universidade de Bristol e de Londres, em Inglaterra, dedicando uma tese ao poeta Henri Michaux, também ele um viajante. Com 23 anos ganha o Prémio Renaudot, um importante galardão francês, por um ensaio que ainda hoje é considerado magistral, "Le procès-verbal".
Depois de ensinar nos Estados Unidos, em 1967 cumpre o serviço militar na Tailândia, como cooperante, donde é expulso por denunciar a prostituição infantil. Termina o seu serviço militar no México.
Durante quatro anos, de 1970 a 1974, partilha a vida com índios do Panamá, uma experiência que terá grande influência na sua escrita. Depois, ensina em Albuquerque, nos Estados Unidos.
A sua obra, que compreende contos, romances, ensaios, novelas, traduções de mitologia ameríndia, numerosos prefácios e artigos, é considerada como crítica do Ocidente materialista e uma atenção constante aos mais fracos e aos excluídos.
Numa sondagem, realizada em 1994 pela revista francesa Lire, foi considerado como o "maior escritor vivo da língua francesa".
Casado e pai de duas filhas, Le Clézio vive em Albuquerque, mas desloca-se frequentemente entre Nice e uma casa que possui na Bretanha.
"O Processo de Adão Pollo", "O caçador de tesouros", "Deserto" (considerado a sua obra-prima), "Estrela errante", "Diego e Frida", "Índio branco", são os livros de Le Clézio traduzidos em Portugal, cuja obra ultrapassa os 50 títulos.
CMJ.
Lusa
© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2008-10-09 13:05:01
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
A busca em lugar errado
terça-feira, 7 de outubro de 2008
domingo, 5 de outubro de 2008
Dia Mundial do Professor

A comemoração deste dia é uma iniciativa da UNESCO assumida desde 1994. Pretende-se desta forma chamar a atenção do público para o papel dos professores em todo o mundo, bem como para a importância do papel crucial que desempenham na sociedade. A escolha deste dia prende-se com a data em que foi publicado o Estatuto do Professor (em 1966), um documento que brindou os professores com um instrumento que define as suas responsabilidades e os seus direitos. Ao adoptar esta Recomendação, os governos reconhecem a importância de em cada sociedade existirem professores competentes, qualificados e motivados. A comunidade internacional entende, pois, que o reconhecimento e a apreciação do Professor são não apenas muito positivos como necessários.
Segundo as recomendações das Nações nas celebrações do Dia do Professor 2004, ao comemorar este dia estamos a dizer aos professores “Apreciamo-vos. Valorizamos terem escolhido esta profissão, tão fundamental para a nossa sociedade, e o facto de a continuarem a exercer, mesmo fazendo faces aos novos desafios dos nossos dias; valorizamos as vossas iniciativas quando abrem caminhos de conhecimento e tolerância; temos consciência que a vossa profissão exige muito e vós e acarreta muitas responsabilidades; sabemos que é fundamental que tenham formação apropriada e um ambiente de trabalho decente; consideramos os esforços adicionais que fazem também os professores com alunos que têm necessidades educativas especiais; reconhecemos a vossa capacidade para ouvir os alunos, chamá-los às responsabilidades. Em suma, aconselhamos todos os alunos, encarregados de educação, líderes locais e nacionais, empresas, instituições, governos, a dizer apenas neste próximo dia 5: Nós apreciamos-te, Professor”.
Fonte
http://bica.cnotinfor.pt/noticia.php?edi=34&nt=595
Mais em
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_professor
5 de Outubro de 1910 - Proclamação da República Portuguesa
3 de Outubro de 1910 – O Dr. Miguel Bombarda é assassinado por um seu antigo doente, quando se encontrava no seu gabinete, no Hospital de Rilhafoles. O agressor é o tenente do exército Aparício Rebelo.
Nesse mesmo dia às 20 horas – o Almirante Cândido dos Reis, Afonso Costa, José Relvas, João Chagas, António José de Almeida, Eusébio Leão entre outros Republicanos reúnem-se em casa da mãe de Inocêncio Camacho, na Rua da Esperança 106, 3º. Fica combinado, de acordo com planos já estabelecidos que a revolução começaria à 1 hora da madrugada com uma salva de 31 tiros disparados de navios de guerra surtos no Tejo.
4 de Outubro de 1910 – 1 Hora e 20 – soam tiros, não eram 31, instala-se o pânico entre os revolucionários. O quartel de marinheiros em Alcântara que estava previsto revoltar-se está cercado por Infantaria1, Cavalaria4 e Caçadores2.
- Estão na rua 3000 homens fiéis à Monarquia com as baterias a cavalo.

- O Comissário Naval, Machado Santos, com praças do Infantaria16 de Campo de Ourique, ataca o Quartel de Artilharia1.
- O Capitão Sá Cardoso, com um pelotão de Infantaria16 parte para atacar o Palácio das Necessidades.
- Machado Santos, com outra força de Infantaria16 ataca a esquadra de polícia no Largo do Rato e arma civis.
Às 5 horas, Machado Santos comanda as forças revoltosas, que descem a Avenida em direcção ao Rossio, são bombardeados, retrocedem para a Rotunda e fecham as entradas para as Avenidas Fontes e Duque de Loulé.
Às 12:30 horas, as forças leais à Monarquia comandadas pelo capitão Paiva Couceiro, fustigam duramente a Rotunda com as baterias de Queluz.
5 de Outubro de 1910 – 6 horas – Fogo dos revoltosos contra as forças do Rossio. De Queluz, as baterias de Couceiro atacam e começam a desembarcar os marinheiros dos navios de guerra estacionados no Tejo.
Às 11 Horas, José Relvas, acompanhado por outros revolucionários, proclama a República de uma janela da Câmara Municipal de Lisboa.

No Porto, Dr. Nunes da Ponte, lê na varanda central dos Paços do Concelho o texto da proclamação e declara “perpetuamente abolida a Dinastia de Bragança”.
Segundo o suplemento do Diário do Governo nº 222, fica assim constituído o 1º Governo Provisório
Presidente – Dr. Joaquim Theophilo Braga
Interior – Dr. António José Almeida
Justiça – Dr. Affonso Costa
Fazenda – Basílio Teles
Guerra – António Xavier Correia Barreto
Marinha – Amaro Justiniano de Azevedo Gomes
Estrangeiro – Dr. Bernardino Luís Machado Guimarães
Obras Públicas – Dr. António Luís Gomes
A Família Real parte para o exílio, embarca no Iate Amélia com destino a Gibraltar.
O Governo Britânico disponibiliza o Iate Real Victoria And Albert para conduzir o Rei, a Rainha D. Amélia e o Infante D. Afonso para Inglaterra. A Rainha D. Maria Pia será conduzida, de Gibraltar para Itália, a bordo de um navio Italiano.
O movimento revolucionário de 5 de Outubro de 1910 deu-se em natural sequência da acção doutrinária e política que, desde a criação do Partido Republicano, em 1876, vinha sendo desenvolvida.
O rápido sucesso deste movimento que instaurou a República deve-se, em grande parte, à colaboração da Carbonária, sociedade secreta que actuava ligada à Maçonaria.
Machado Santos era membro dirigente da Alta Venda, um dos mais importantes centros da Carbonária, parte dele o aliciamento de muitos revolucionários entre praças, sargentos, marinheiros, operários, estudantes, populares em geral.
Aumentando contraposição entre a República e a Monarquia, a propaganda republicana fora sabendo tirar partido de alguns factos históricos de repercussão popular: as comemorações do terceiro centenário da morte de Camões, em 1880, e o Ultimatum inglês, em 1890, fora aproveitados pelos defensores das doutrinas republicanas que se identificaram com os sentimentos nacionais e aspirações populares.
Após o 5 de Outubro foi substituída a bandeira portuguesa. As cores verde e vermelho significam, respectivamente, a esperança e o sangue dos heróis. A esfera armilar simboliza os Descobrimentos, os sete castelos representam os primeiros castelos conquistados por D. Afonso Henriques, as cinco quinas significam os cinco reis mouros vencidos por este Rei e, finalmente, os cinco pontos em cada uma, as cinco chagas de Cristo. O hino A Portuguesa, composto por Alfredo Keil, com texto de Henrique de Mendonça, tornou-se o Hino Nacional (»ouvir«).
Fonte
http://espreitador.blogspot.com/2005/10/primeira-repblica-5-de-outubro-de-1910.html
http://www.geocities.com/atoleiros/republic.htm
http://momentosydocumentos.wordpress.com/2008/10/05/revolucao-de-5-de-outubro-de-1910-2/
Mais em
http://pt.wikipedia.org/wiki/Proclamação_da_República_Portuguesa
sábado, 4 de outubro de 2008
Dia Mundial do Animal

Franciscus van Assisi nasceu em Assis, velha cidade da Itália, situada na região da Úmbria em 26 de Setembro de 1182.
Francisco, quando ainda não era santo tentou ser comerciante, mas não obteve sucesso. Nas cruzadas, lutou pela fé, mas com objectivos individuais de se destacar e alcançar glórias e vitórias. Passou por um período de doença na sua vida, a partir do qual decidiu passar a ajudar os mais carenciados.
Segundo contam livros com a história de sua vida, Francisco recebeu um chamado de Deus, largou tudo e passou a viver como errante, sem destino e maltrapilho. Desde então, adoptou um estilo de vida baseado na pobreza, na simplicidade de vida e no amor total a todas as criaturas.
Sempre se referia aos animais como irmãos: irmão fera, irmã leoa. Chegou a comprar pássaros engaiolados só para os ver voar de novo em liberdade.
São Francisco de Assis também amava as plantas e toda a natureza: irmão sol, irmã lua... São expressões comuns na fala do santo, um dos mais populares até os nossos dias.
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Morreu a 4 de Outubro de 1226. Dois anos após a sua morte foi santificado.
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Em 1929 no Congresso de Protecção Animal em Viena, Áustria, foi declarado o dia da morte de São Francisco de Assis como o Dia Mundial do Animal, por Francisco de Assis ser tão bondoso para os animais.
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Em Outubro de 1930, foi comemorado pela primeira vez o Dia Mundial do Animal.
A 15 de Outubro de 1978 foram registados os direitos dos animais através da aprovação da Declaração Universal dos Direitos do Animal pela UNESCO. O Dr. Georges Heuse, secretário-geral do Centro Internacional de Experimentação de Biologia Humana e cientista ilustre, foi quem propôs esta declaração.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Dar um lamiré
Dinis Machado
Viveu no Bairro Alto até 1963. Foi jornalista desportivo no Record, Norte Desportivo, Diário Ilustrado e Diário de Lisboa.
Organizou no princípio da década de 1960 os primeiros ciclos de cinema da Casa da Imprensa e publicou críticas na revista Filme.
Também escreveu poesia, fez entrevistas e publicou três romances policiais sob o pseudónimo Dennis McShade na colecção Rififi, então dirigida por ele: Mão direita do Diabo (1967), Requiem para D. Quixote (1967) e Mulher e arma com guitarra espanhola (1968).
O seu maior sucesso literário, tanto junto da crítica como do público, foi O que diz Molero, publicado em 1977 e que já foi traduzido para quatro idiomas (alemão, búlgaro, castelhano e romeno). A sua adaptação ao teatro, feita por José Pedro Gomes e António Feio, foi também um sucesso
Também é autor de Discurso de Alfredo Marceneiro a Gabriel Garcia Marquez (1984), de Reduto quase final (1989) e de Gráfico de vendas com orquídea (1999).
Dinis Machado, em entrevista ao Pessoal e Transmissível da TSF, em 2007, defende que a escrita ensina as pessoas a conhecerem-se.
Dinis Machado, escritor, jornalista desportivo, crítico de cinema e ainda autor de banda desenhada, faleceu, esta sexta-feira em Lisboa, aos 78 anos.
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Bibliografia
Machado, Dinis - Discurso de Alfredo Marceneiro a Gabriel Garcia Marquez, Bertrand, 1984
Machado, Dinis - Mão Direita do Diabo, Colecção Rififi, D.Quixote, 1968
Machado, Dinis - Mulher e Arma com Guitarra Espanhola, Coleccão Rififi, D.Quixote, 1968
Machado, Dinis- O que diz Molero, Bertrand, 1977
Machado, Dinis- Reduto quase final, Bertrand,1989
Machado, Dinis- Requiem para D.Quixote, Colecção Rififi, D.Quixote 1968
Outubro - Mês Internacional das Bibliotecas Escolares









