domingo, 16 de março de 2008

Teatro de Fantoches

Leituras de poemas, lengalengas e teatrinho de fantoches na Semana da Leitura 07/08, pelos alunos da professora Patrícia Anica.

Ofir Chagas

O escritor tavirense Ofir Chagas foi convidado para participar na Semana da Leitura 07/08.
Aqui, acompanhado pela Equipa da Biblioteca e pela Presidente do Conselho Executivo, enquanto falava aos alunos e demais audiência sobre o seu livro sobre Dom Paio Peres Correia.

Professor Marco Teixeira

O professor Marco Teixeira, de Educação Musical, encerrou com "Chave de Ouro" a Semana da Leitura 07/08, com uma canção tradicional da Galiza.

sábado, 15 de março de 2008

Agradecer


"Obrigado, Mãe-Terra. Obrigado, Pai-Céu. Obrigado por este dia."
O meu pai diz isto, todas as manhãs, quando está no campo perto de nossa casa.
Tal como os seus amigos índios — cantores e contadores de histórias — o meu pai acha que as coisas da Natureza são uma dádiva. E que devemos dar algo em troca dessa oferta. Que devemos dar graças.
O meu pai agradece às rãs e aos grilos, que cantam no riacho, e a todos os pequenos seres de seis ou oito patas que tecem histórias minúsculas mesmo junto à terra.
Agradece aos cogumelos selvagens, que cheiram como as abóboras.
Agradece às árvores, que agitam os braços e fazem voltear as folhas na brisa.
Agradece à raposa de orelhas pontiagudas e cauda farta e ondulante, que ele entrevê por um instante por entre a relva alta.
Agradece aos veados, que deixaram pegadas que parecem dois dedos impressos no pó do chão a apontarem para a água.
Agradece às águias que, agitadas, se dispersam para se juntarem de novo.
Agradece à lebre que cabriola e dá grandes saltos no ar a perseguir uma sombra.
Agradece ao falcão, que desenha círculos no céu e grita antes de se lançar em voo picado.
Agradece ao Avô-Sol pelo dia, quando ele se põe atrás das colinas.
E agradece à Avó-Lua por ter vindo até nós.
Sinto-me embaraçado quando agradeço às árvores e às coisas. Mas o meu pai diz que é uma questão de hábito e que acabamos por nos sentir bem ao fazê-lo.
"Obrigado, estrelas", digo, à medida que nos aproximamos de casa. E as estrelas acendem-se e parecem sair do seu esconderijo, uma a uma.
Tradução e adaptação
Jonathan London
Giving ThanksMassachusetts , Candlewick Press, 2005

sexta-feira, 14 de março de 2008

Capítulo III – Rita, grande amiga!




Para Filipe o filme já não tinha mesmo piada alguma. El Gordito, entretido com o seu cachorrão, não percebera a aflição do amigo. Contudo, Rita, mais sensível e atenta, perguntou-lhe: - Filipe, que se passou? Pareces-me um pouco triste... Filipe, um pouco embrutecido respondeu-lhe que não se passava nada. Depois de grande insistência por parte da Rita, Filipe lá desabafou e explicou-lhe a situação.
Rita, depois de ouvir o amigo, passou à acção. Objectivo? Conhecer a rapariga dos sonhos de Filipe e perceber realmente se ela tinha namorado ou não.
Quando o filme terminou, Filipe e os amigos resolveram ir a uma gelataria comprar um gelado, antes de irem para casa. El Gordito, naturalmente rejubilou com a proposta. Compraram os gelados e sentaram-se em frente à praia a curtir a bela lua cheia que iluminava o mar. O cenário era mesmo à maneira.
De repente Rita levantou-se e desapareceu por momentos. Apercebera-se que a tal dama estava ali perto e sozinha... então e o rapaz que estava com ela no cinema? Rita dirigiu-se a ela e começaram a conversar. De onde és? Como te chamas? Que costumas fazer? Conheces o não sei quantos? E a não sei quantas? Gostas daquela loja? Enfim um sem fim de questões. Conversaram uma bela meia horinha, pelo menos. Depois dirigiram-se para o banco onde estavam sentados os amigos e quando Filipe viu a sua dama ficou pálido. Pálido? Hummm acho que era mesmo transparente. O coração a acelerar, o calor a inundar-lhe o corpo. Sentia-se a rebentar e sem saber o que dizer. E agora? E agora? Que faço? Que digo? Que cena meu!!!! - Olha Filipe, esta minha amiga é a Raquel, disse Rita.
- O-O-O-O-Oi Ra-Ra-Ra-quel! Eu sou o Fi-Fi-Fi-lipe! Muito pra-pra-pra-zer. Gaguejou Filipe.
- Muito prazer Filipe. És mesmo gago ou estás assustado por eu estar aqui? Respondeu Raquel.
É obvio que Rita já tinha feito todo o relato a Raquel. Rita já sabia que aquele bacano que estava com Raquel era apenas o primo dela e que afinal não havia namorado nenhum. Sabia também que Raquel estava desejosa de conhecer o seu herói que a salvou das garras do larápio que a queria assaltar. No fundo Rita sabia que havia ali qualquer coisa no ar e que se calhar o seu amigo ainda seria bem feliz, afinal Raquel até era a miss escola.
As mulheres, normalmente, apercebem-se rapidamente destas coisas do amor. Os homens não... demoram bastante a dominar essas matérias. Esta coisa de tentar perceber as mulheres não é fácil. Aliás, os homens já perceberam que o melhor é desistir e procurar não entendê-las, uma vez que isso pode levá-los à loucura! É verdade.
Rita queria deixá-los sozinhos, mas El Gordito, que estava entretido com o seu Super Geladão, nem se apercebeu disso, só se levantando depois de um valente beliscão dado pela amiga.
Filipe, mais calmo, começou a sentir-se nas nuvens. A conversa estava cada vez mais interessante e havia ali uma química especial... percebia-se à distância. Parecia ser o princípio de uma bela amizade. Raquel tivera excelente aceitação por parte de todo o grupo. O pessoal gostava de Filipe, Filipe gostava daquela dama, logo a equação era simples, o pessoal gostava também dela.
A partir desse dia os cinco amigos tornaram-se inseparáveis, especialmente Filipe e Raquel. Inseparáveis até quando? Só o futuro o dirá. Importante é manter as verdadeiras amizades, mesmo que as vidas nos separem. É difícil conservar o mesmo grupo de amigos, desde a infância até à vida adulta, mas há pessoas que nos marcam para sempre e é necessário fazermos um esforço para mantermos essas amizades.
Amigos a sério há poucos, conhecidos há imensos... bués mesmo.


Xaux people!

quarta-feira, 12 de março de 2008

Um pensamento...


“Os difamadores, não tendo mãos para fazerem obra sua, têm línguas para caluniarem alheias…”

terça-feira, 11 de março de 2008

A Mesa dos Ricos

Se nos vissem sentados na nossa mesa de cozinha, feita à mão e toda arranhada, saberiam logo que não somos ricos.
Mas o meu pai está a tentar fazer-nos ver que somos.
Será que não vê os meus sapatos gastos? Ou que o meu irmãozinho tem remendos nas calças que leva para a escola?
E como explicará ele aquela carrinha a desfazer-se, estacionada à nossa porta?
─ Não consegues enganar-me ─ digo-lhe. ─ Somos pobres. Será que os ricos se sentariam a uma mesa como esta?
A minha mãe, como que acariciando a mesa, diz:
─ Bem, nós somos ricos e sentamo-nos aqui todos os dias.
Às vezes, penso que sou a única pessoa sensata na família. Diga-se de passagem que os meus pais fizeram esta mesa com madeira que outras pessoas deitaram fora. Até festejaram quando a terminaram.
Não me interpretem mal: eu gosto desta mesa. Só digo que se vê logo que não veio de uma loja de mobílias. Não tem ar de ser uma mesa à qual os ricos se sentariam.
Mas a minha mãe pensa que, se todos os governantes do mundo se sentassem em redor de uma amigável mesa de madeira na cozinha de alguém, resolveriam os seus diferendos em metade do tempo.
E o meu pai diz que não fazia mal se houvesse um lindo prato azul com muitos bolinhos empilhados, que todos pudessem tirar, mesmo sem ter de pedir.
Hoje, porém, trata-se da nossa cozinha, da nossa discussão, da nossa reunião familiar, dos nossos bolinhos de gengibre com especiarias, empilhados no melhor prato de flores azuis da minha mãe, colocado exactamente no centro da mesa.
Fui eu que convoquei a reunião, cujo tema é dinheiro; o meu ponto de vista é que não temos dinheiro que chegue.
Digo aos meus pais que devem ambos arranjar empregos melhores, para podermos comprar muitas coisas novas e boas. Digo-lhes que faço má figura na escola diante dos outros.
─ Não gosto de ter de falar disto, mas era bom que fossem ambos mais ambiciosos.
Ficam surpreendidos. Vê-se bem que nunca pensam nas coisas de que necessitamos.
Devo dizer desde já que os meus pais têm umas ideias estranhas acerca do trabalho.
Pensam que os únicos empregos que interessam são empregos ao ar livre. Querem ter rochedos, desfiladeiros, desertos ou montanhas em redor deles, onde quer que estejam a trabalhar. Até querem ver bem o céu.
Trabalham sempre juntos e a sua ocupação favorita é procurar ouro. Enfiam-nos naquela carripana e lá vamos nós em direcção às montanhas rochosas e desertas ou em direcção a alguma ravina estreita, onde todas as estradas se assemelham a trilhos de coiotes.
Adoram caminhar pelas amplas margens de rios agora secos, onde se podem encontrar pequenos salpicos de ouro. Costumavam dizer-nos que a carrinha sabia exactamente que tipos de estrada bater, e que os coiotes lhes indicavam onde procurar ouro, mas eu nunca acreditei neles.
Depois de passarem lá um mês ou dois, traziam sempre um pouco de minério para vender, mas vê-se bem que nunca enriqueceram. Pelo que me é dado ver, tratava-se apenas de um pretexto para acampar de novo num lugar selvagem e belo.
Não se importam de plantar campos de milho doce ou de alfalfa. Gostam de apanhar pimentão-de-cheiro, abóbora e tomate. Conseguem construir vedações fortes ou domar potros selvagens.
Mas dizem que não aguentam ficar engaiolados em casa.
Por isso, o meu pai pergunta:
─ Quantas pessoas há que sejam tão afortunadas como nós?
Mas como fui eu quem convocou esta reunião, respondo:
─ Aposto que fariam mais dinheiro se trabalhassem num escritório na cidade.
─ Lembra-te da nossa regra número um
─ insiste o meu pai.
─ Temos de poder ver o céu.
─ Podiam vê-lo através de uma janela
─ sugiro.
Mas eles nem querem ouvir falar disso.
Já percebem porque digo que sou o único membro sensato da família?
Finalmente, a minha mãe diz:
─ Está bem, Filha da Montanha. Vamos explicar-te como fazemos contas. Hoje, vais ser a nossa contabilista.
Distribui um lápis e uma folha de papel amarelo por cada um de nós, o meu irmão incluído, embora ele só finja que escreve enquanto nós escrevemos, ou desenhe pessoas a dançar no céu.
Já agora, o meu nome não é Filha da Montanha. Chamam-me assim porque nasci numa cabana na encosta de uma montanha, no Arizona, num Verão em que os meus pais tinham ido em busca de ouro.
Dizem que era um lugar mágico, a mais bela montanha que alguma vez escalaram. Talvez fosse, mas sabemos bem o quanto eles gostam de exagerar.
Como queriam que a primeira coisa que eu visse fosse aquela encosta, quando tinha apenas oito minutos de vida levaram-me a ver o nascer-do-sol.
A verdade é que ainda gosto muito do nascer-do-sol.
Quanto ao meu irmão, chamam-lhe Filho do Oceano. Como eu tinha tido a melhor montanha como primeira paisagem da minha vida, acharam que deviam encontrar o oceano mais belo para quando ele nascesse. Penso que percorreram o México todo para encontrar um lugar onde o oceano e a selva se encontrassem. Queriam que o céu estrelado fosse azul-púrpura e que as ondas do mar fossem da cor verde que eles preferem.
Ergueram-no bem alto, para que aquelas ondas fossem a primeira paisagem da sua vida.
Havemos de voltar um dia àquele oceano verde e à minha montanha alta. Por ora (embora os meus pais digam que são ricos), não há dinheiro para irmos a lado algum.
Por isso, não admira que eu tenha tido de convocar esta reunião.
Acreditam que o meu pai me olha bem nos olhos e me diz:
─ Mas, Filha da Montanha, eu estava persuadido de que sabias o quanto somos ricos.
Respondo-lhe:
─ Esta conversa só vai resultar se admitirmos que somos pobres.
O meu pai continua:
─ Vou provar-te agora mesmo o que disse. Façamos uma lista do dinheiro que ganhamos por ano.
─ Quanto é?
─ pergunto. ─ Preciso de anotar.
─ Calma aí
─ adverte o meu pai. ─ Temos de pensar em montes de coisas antes de somarmos tudo.
─ Que coisas?
A minha mãe contribui:
─ Sabes que não recebemos o nosso salário apenas em papel-moeda. Temos um plano especial que nos permite ser pagos em pôres-do-sol, em tempo para escalar desfiladeiros e procurar ninhos de águia.
Não desarmo:
─ Não podem dar-me uma quantia só para que eu possa anotar?
Começamos com vinte mil dólares.
É quanto o meu pai diz que vale poder trabalhar ao ar livre, ver o sol durante todo o dia, sentir o vento e cheirar a chuva, uma hora antes de ela cair realmente.
Diz que é quanto vale estar num sítio onde pode cantar alto quando lhe apetece, sem incomodar ninguém.
Mal escrevo vinte mil, a minha mãe acrescenta:
─ É melhor escreveres trinta mil, porque poder ouvir coiotes a uivar nas colinas vale, pelo menos, mais dez mil dólares.
Escrevo trinta mil.
A mãe lembra-se de que também gostam de viagens longas e de montanhas distantes que mudam de cor dez vezes ao dia.
─ Para mim, isso vale mais cinco mil dólares.
O que não me surpreende, já que a minha mãe afirma ser uma especialista em sombras de montanha no deserto. Diz que consegue saber as horas pela forma como as cores das sombras variam do nascer ao pôr-do-sol.
Apago o que escrevi antes e escrevo trinta e cinco mil dólares.
O meu pai lembra-se, então, de outra coisa.
─ Quando um cacto floresce, temos de lá estar porque podemos não voltar a ver aquela cor em mais dia algum da nossa vida. Quanto pensas que vale essa cor?
─ Cinquenta cêntimos?
─ pergunta o meu irmão.
Decidem-se por acrescentar cinco mil à lista.
Já vamos em quarenta mil dólares.
Mas eu tinha-me esquecido do quanto o meu pai gosta de imitar os sons dos pássaros. Consegue imitar qualquer um, mas a sua melhor imitação são as pombas de asas brancas, os corvos, os falcões de cauda ruiva e as codornizes. Também é bom a imitar águias e corujas de grandes bicos. Por isso, lá temos nós de acrescentar mais dez mil por termos a sorte de conviver com aves diurnas e nocturnas.
Risco a soma que tinha escrito e assento cinquenta mil dólares.
─ Agora vejamos quanto vale a nossa Filha da Montanha.
Decido entrar no jogo e sugiro que valho dez mil dólares, embora o meu irmão tenha começado a rir-se.
─ Não te subestimes ─ diz o meu pai. ─ Lembra-te daquelas listas fabulosas que nos fazes.
Tem razão. Faço listas dos melhores livros que cada um de nós leu, e dos que cada um de nós quer ler de novo. Também fiz uma lista de todos os animais que cada um de nós viu e daqueles que mais queremos ver ─ ao ar livre, não num jardim zoológico.
O animal que eu mais gostava de ver é o leão da montanha. Já sonhei com ele quatro vezes e também já lhe vi o rasto. O meu pai escolheu o urso-pardo da América. A minha mãe quer ver um lobo e ouvi-lo uivar. O meu irmão hesita entre um golfinho e uma baleia. Lembro-me de todos porque sou eu que faço as listas.
Acabam por achar que valho um milhão de dólares.
Protesto, mas anoto a soma.
Acabamos por decidir que cada um de nós vale um milhão de dólares.
A soma de toda a nossa riqueza totaliza agora quatro milhões e quinhentos mil dólares.
Dou-me conta de que quero adicionar cinco mil dólares pelo prazer que me causa vaguear pelo campo, sozinha, livre com um lagarto, sem ter de seguir trilhos, sem ter um plano, apenas pelo prazer de andar ao sabor do vento.
A minha família acha que isso vale cinco mil.
O que totaliza quatro milhões e cinquenta e cinco mil dólares.
Por fim, o meu irmão quer ainda juntar sete dólares por todas as noites em que adormecemos ao ar livre, sob as estrelas.
Pensamos que sete dólares são insuficientes e convencemo-lo a arredondar para cinco mil.
A minha folha regista agora quatro milhões e sessenta mil dólares ─ e ainda nem sequer começámos a contar o nosso dinheiro em papel-moeda.
Para ser franca, esse tipo de riqueza já não conta muito neste momento.
Sugiro que nem faça parte da nossa lista de riquezas.
E, assim, a reunião chega ao fim.
A família foi até lá fora ver o novo quarto de lua. Mas eu fiquei sentada à nossa querida mesa feita à mão, sobre a qual o prato de flores azuis da minha mãe conserva ainda um bolinho, e escrevo este livro sobre nós. Acaricio a mesa e fico contente por a termos.
Acho que o título deste livro vai ser A Mesa dos Ricos.
Byrd Baylor
The Table Where Rich People Sit
New York, Aladdin Paperbacks, 1998


segunda-feira, 10 de março de 2008

Capítulo II - Filipe, o herói...




O ano lectivo caminhava rapidamente para o seu epílogo. O tempo já era de Verão… tardes de calor, o mar ao longe azulinho e bem atractivo… hummmm, “Era tão bom já estarmos de férias”, pensava Filipe, a caminho da escola, após um belo almoço de peixe assado!
Quando se aproximava da escola encontrou uma miúda a correr e aos gritos… parecia uma doida! Atrás dela ia um indivíduo com muito mau aspecto. Socorro!!! Este doido quer roubar-me!!! Gritava a miúda, que por sinal até era bem gira.
Filipe avaliou bem o tamanho do bandido e resolveu intervir e salvar a miúda daquela situação aflitiva. A miúda ia de tal forma em pânico que nem sequer reparou no Filipe. O larápio também não... o que foi uma vantagem para o Filipe. Quando passou por ele, Filipe estendeu o pé e deu-lhe tamanha rasteira, que o indivíduo aterrou de cara no asfalto! Direitinho... aterrou e ali ficou estendido, desmaiado. Filipe não sabia bem o que fazer pois tinha receio de que existissem cúmplices na zona. Assim, correu a toda a velocidade para a escola, sem sequer falar com a “dama”... Que pena, pensava ele. Quando chegou à escola foi prontamente ao Conselho Executivo, relatou o que se tinha passado e foram tomadas as medidas adequadas, chamando a G.N.R.
Filipe ficara com a sensação de dever cumprido, mas faltava-lhe qualquer coisa... falar com a rapariga. A partir daquele momento aquela miúda passara a ser a Princesa do Filipe e por incrível que pareça nunca mais a encontrou. Trinca Espinhas que já estava a par do que se tinha passado dizia ao Filipe que ele tinha sonhado e que aquela rapariga tão linda não existia. Trinca Espinhas no fundo aproveitava-se da situação para gozar com Filipe.
El Gordito também não queria saber da triste situação de Filipe. A ele interessava muito mais os Hambúrgueres do que propriamente as miúdas... contudo, resolveu ajudar Filipe a encontrar a sua princesa, mas em troca de um “lanchinho” no Mc Donnalds... tipo um Super Mega Menu!!! Raquel e Rita também entraram nessa “caçada” à princesa do Filipe.
No fim-de-semana o grupo de amigos resolveu ir ao cinema. Iam ver um filme cómico do Mister Potato. O cinema, como todos os fins-de-semana, estava cheio, ao rubro! O filme era mesmo engraçado e a boa disposição era mais que muita. No intervalo, Filipe e El Gordito foram ao bar comer qualquer coisa. El Gordito tinha mesmo muitas dificuldades para aguentar muito tempo sem comer e para ele quinze minutos já era uma eternidade!!!
Quando estavam no bar, Filipe teve uma visão... era ela! A sua princesa! Mas... o que era aquilo? Quem era aquele bacano que estava com ela? Tão agarradinho? Aos beijos? Epa! Que desilusão... parecia que o Mundo ia acabar ali mesmo... Filipe queria desaparecer... que sensação era aquela que ele estava a ter? Estranha... desagradável... horrível!!! Bolas andei tanto tempo a pensar nesta miúda e... porquê? Que mal fiz eu? El Gordito estava tão entretido com o seu Cachorrão que nem sequer se apercebeu que Filipe tinha mudado de cor, pelo menos 5 vezes e que realmente não estava nada com bom aspecto... De lágrimas nos olhos e bem enfurecido Filipe e o amigo voltaram para a sala ver o resto do filme.
Aquele filme que tinha tido uma primeira parte fantástica e bem-humorada perdeu toda a piada... pelo menos para o Filipe...


O Galo e a Pedra Preciosa


sábado, 8 de março de 2008

Fabricado em... Portugal!

No dia em que a Porsche anunciou ter recebido luz verde para controlar a Volkswagen, foi apresentado o novo desportivo topo de gama da VW fabricado na AutoEuropa...
Mais em...


Terra do Sol

Consulte, comente e divulgue pelos seus contactos!!!

sexta-feira, 7 de março de 2008

O que ainda se pode fazer

Há muitos milhares de anos atrás, o Laaerberg, um pequeno monte na cidade de Viena, estava coberto por floresta virgem. Nela viviam o mamute e o rinoceronte sem corno. O mamute extinguiu-se, o rinoceronte emigrou para sul mas a floresta virgem ficou. Ficou assim por muitos milhares de anos, até que, há poucos séculos, os homens decidiram arrancá-la.
Como o solo deixara de ser protegido pelas árvores, o sol queimava-o. Como consequência, a terra secou e ficou reduzida a pó. O vento, quando soprava, arrastava para longe esse pó que fora terra fértil na altura em que a vegetação a protegera. Uma estepe estendia-se agora na área que tinha sido outrora uma grande floresta. Erva insuficiente segurava com as fracas raízes uma fina camada de húmus onde, apenas alguns centímetros mais fundo, estava já o "esqueleto" e as "entranhas" do Laaerberg: cascalho e lama infértil.
O clima da zona (o "microclima") também se adaptara ao novo e horrível aspecto do Laaerberg. A antiga floresta de carvalhos tornava o ar mais fresco e fazia com que houvesse mais humidade no ar, por isso chovia mais. Agora, sem árvores, o Verão era muito quente e seco, e a chuva, de que as plantas tanto precisavam, caía muito mais esporadicamente do que antes.
No início dos anos 50, a município decidiu que a antiga floresta devia renascer tão bonita como fora dantes. Em 1953 e 1954 a administração das florestas plantou árvores pequeninas, mas a terra húmida da floresta há muito que se tinha tornado numa estepe completamente seca. As raízes não tinham humidade e o sol queimava as pontas frágeis. Assim não iam conseguir.
Para tornarem a nascer árvores, o solo precisava de mais água, de mais nutrientes e de mais protecção contra o sol intenso e escaldante do Verão. A administração das florestas construiu um sistema de rega e transportou terra boa, húmus, para o Laaerberg. Quando ficou pronto plantaram... não, desta vez não foram ainda plantados carvalhos.
Primeiro, plantaram arbustos para impedir o solo de secar e que ao mesmo tempo seguravam as encostas dos lagos. Foram várias espécies de espinheiros e outras plantas que cresciam espontaneamente em zonas como aquela. Nas encostas também se plantaram espinheiros e arbustos com picos para impedirem as pessoas de descer pelas colinas, o que poderia danificá-las.
De seguida, os funcionários da administração das florestas plantaram freixos de crescimento rápido que não só davam sombra, como também protegiam do vento. E depois esperaram. Cuidaram da nova plantação até os arbustos se tornarem fortes e espessos e os freixos se tornarem suficientemente grandes. Isto durou muitos anos. Finalmente chegou a altura de plantar as primeiras árvores espontâneas daquela zona. Carvalhos e áceres, freixos e pinheiros bravos. Desta vez, as arvorezinhas desenvolveram-se e quando deixaram de precisar do suporte dos freixos, que nunca antes tinham nascido no local, estes foram arrancados.
Os guardas florestais plantaram cerca de 270.000 plantas florestais e trabalharam durante cerca de 25 anos para devolverem ao Laaerberg o seu antigo aspecto. A Natureza, uma vez desertificada e danificada, não é assim tão fácil de restabelecer. Mas agora cá está a nova floresta, como se nunca tivesse sido diferente.
A propósito, será que o Laaerberg é natural? Claro! Mas também é artificial, naturalmente...


Ernst Epler
Lene Mayer-Skumanz (org.)
Hoffentlich bald
Wien, Herder Verlag, 1986
Texto traduzido e adaptado

8 de Março - Dia da Mulher



Dia 8 de Março - Dia da Mulher

Árabe ensina jovens a bater em mulheres

Um homem, natural da Arábia Saudita, chegou à conclusão de que «os homens batem nas mulheres com mais frequência que as mulheres nos homens», e desenvolveu o assunto na televisão Mohamed Al Arifi estava numa estação do Líbano, e ensinava os jovens a «educar uma mulher
Ainda assim, alertou que a violência só deve ser usada em último recurso e «em lugares onde não cause nenhum dano», uma vez que a violência conjugal serve sobretudo para «disciplinar», de forma a mostrar à mulher «que ela foi demasiado longe».
Por isso, esclareceu desde logo algumas regras: «Bater na cara é proibido. A pancada deve ser suave e nunca no rosto». «Às vezes, as mulheres usam as suas lágrimas para disciplinar os seus maridos. Por seu turno, os homens podem utilizar a violência física como forma de controlar as intenções delas», argumentou o saudita.


In SOL


Em pleno século XXI assistimos ainda a situações de grande violência e desigualdade com as mulheres. Por isso nunca é demais recordar que a igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres deve ser uma realidade.


Porquê o dia 8 de Março?


Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.
Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo.

O que se pretende com a celebração deste dia?

Pretende-se chamar a atenção para o papel e a dignidade da mulher e levar a uma tomada de consciência do valor da pessoa, perceber o seu papel na sociedade, contestar e rever preconceitos e limitações que vêm sendo impostos à mulher.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Uma história do Pefi


Uma história do Pefi


Pefi era um menino complicado. Um puto que denotava em todos os seus comportamentos algo “diferente”. Na escola era uma complicação. Pefi não gostava da escola e a escola não gostava dele. A inadaptação era óbvia. Os professores não sabiam como lidar com ele e ele também não colaborava para melhorar as coisas. Era natural. Pefi tinha um percurso de vida extremamente sinuoso. Família desajustada, pai alcoólico, mãe desaparecida, avós demasiado cansados para cuidar de seis netos. Pefi não podia ser outra coisa senão um revoltado com tudo o que a vida lhe havia reservado. As privações eram muitas. Dinheiro não havia. Festas muito menos e comida não abundava. Mais importante do que isso era a falta de afectos e atenção. Auto estima abaixo de zero. O caminho mais fácil de seguir era o da criminalidade. Bem cedo procurou essa estrada. Ainda imberbe habituou-se a desenrascar-se, a roubar comida nos supermercados, a ficar com algumas carteiras e telemóveis de certos tipos distraídos. Um dia as coisas correram mal e Pefi foi obrigado a passar umas “férias” num reformatório. Dias difíceis, mas onde aprendeu muita coisa. Aprendeu por exemplo que não podia confiar em ninguém senão nele próprio. Aprendeu que o seu futuro estava nas suas mãos e que ninguém o podia ajudar.
Pefi um dia saiu do reformatório e voltou à realidade do seu lar, onde os problemas nunca haviam terminado. Tudo continuava igual. Teve de ir trabalhar ainda menor de idade. Trabalho duro, como servente de pedreiro, ou melhor ajudante de servente de pedreiro... Ele que jurara que nunca mais voltaria à escola, um dia viu-se confrontado com uma proposta para frequentar um curso novo, um curso diferente, com professores diferentes e numa escola diferente. Pelo menos foi aquilo que lhe venderam… Pefi a muito custo aceitou regressar à escola e frequentar o tal curso. Era um novo trajecto de 3 anos. O primeiro muito difícil. Era o da transição e adaptação a uma nova realidade. Os últimos dois foram melhores, bem melhores. A turma também não era fácil. Todos os alunos tinham historiais de vida semelhantes. Uma vida de negação, tristeza e revolta. Para os professores as coisas também não foram simples passando também por um período de ajustamento ao tipo de alunos que tinham pela frente. Pefi apercebeu-se ao longo do curso que os professores tiveram de adoptar novas metodologias e que começaram a apostar fortemente no desenvolvimento dos afectos, no incremento da auto-estima dos alunos e nos comportamentos. Incidir as práticas pedagógicas apenas nos conteúdos com este tipo de alunos seria afastá-los definitivamente da escola e não é esse o objectivo do curso, pensava Pefi.
Pefi adorava estar na presença dos seus professores, quer nas actividades dentro da escola, quer nas actividades fora da escola, nas visitas de estudo e noutros trabalhos de campo realizados. O problema é que o resto da comunidade não encarava as coisas da mesma forma. Havia quem achasse que a turma de Pefi já não deveria frequentar a escola e que até os seus professores não desempenhavam bem as suas funções porque não davam as aulas da forma “clássica”. Pefi achava tudo isto muito estranho…
O grande problema é que a escola do inicio século XXI é bem diferente da escola do final do século XX. A escola também reflecte os tempos que vivemos. A escola reflecte a nossa sociedade, uma sociedade cada vez mais materialista em que os valores mais humanistas não são valorizados e em que as diferenças económicas são cada vez maiores. São cada vez mais aqueles que vivem mal, que vivem muito precariamente. As assimetrias são cada vez maiores. Culturalmente a realidade também é diferente. São construídos cada vez mais “guetos” que apenas contribuem para uma maior exclusão.
Pefi e os seus colegas também se sentiam excluídos. Excluídos por todos aqueles que os criticavam, mas que nunca se haviam preocupado com eles. Mas tinham um consolo. Finalmente alguém lhes deu a mão e tratou-os como pessoas, lutou para que eles se sentissem cada vez mais incluídos no contexto escolar, procurando, dentro das circunstâncias inerentes aos seus percursos, prepará-los para o futuro, para a inserção numa sociedade cada vez mais complexa e tantas vezes ingrata.






terça-feira, 4 de março de 2008

CPCJ de Tavira e a Escola...


Na sequência da constatação da existência de alguma falta de informação sobre a acção da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens e partindo do princípio que o blog de uma biblioteca tem de ter um carácter pedagógico, aproveito este espaço para suprir essa lacuna e explicar também quais as funções dos professores nas comissões.
O que é a CPCJ?
A CPCJ é uma entidade oficial não judiciária com autonomia funcional que visa promover os direitos das crianças e dos jovens, prevenindo ou pondo termo a situações susceptíveis de afectar a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral.
Exemplos: Abandono; Maus-tratos físicos, psíquicos ou sexuais; Realização de trabalhos excessivos ou inadequados à idade; Comportamentos que afectam a sua saúde física e psíquica, bem como a segurança, formação e desenvolvimento.
Como funciona a CPCJ?
• Modalidade Restrita → Tem como objectivo intervir nas situações identificadas como de perigo para a criança ou jovem, procedendo ao respectivo diagnóstico e instrução do processo, decisão, acompanhamento e revisão da (s) medida (s) de promoção e protecção.
• Modalidade Alargada → Organizada por grupos de trabalho dirigidos a temáticas/acções específicas no âmbito de três grandes áreas: Articulação/activação das redes de parcerias; Sensibilização da comunidade para os direitos da criança e para o trabalho da CPCJ; Prevenção Primária.
Na Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Tavira temos dois grupos de trabalho: o grupo da prevenção “Prevenir para não intervir” e um grupo da divulgação, que tem como função propagar as actividades do primeiro.


Qual o papel dos professores nas comissões?

Na Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Tavira existem dois professores indigitados pelo Ministério de Educação. Um professor representante do Ministério da Educação e o Professor Tutor. Ambos fazem parte da Comissão Restrita embora apenas o representante do Ministério da Educação possa gerir processos. O professor tutor exerce mais um papel de mediador entre a escola e a comissão, colaborando com todos os professores que assim o desejarem para procurar resolver casos problemáticos que possam ou não ser sinalizados. Neste momento o Professor Tutor faz o acompanhamento na nossa escola de alguns alunos. Para além disso, o Professor Tutor coordena também o Grupo da Prevenção, sendo responsável pela sua dinamização.
Um dos grandes objectivos do Professor Tutor é criar um Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família, espaço que no seu entender, será fundamental para a tentativa de resolução dos muitos casos problemáticos da nossa escola.


Para terminar cita-se a legislação:

Lei n.º 147/99 de 1 de Setembro, Artigo 25º, ponto 2 → As funções dos membros da comissão de protecção, no âmbito da competência desta, têm carácter prioritário relativamente às que exercem nos respectivos serviços.

O Professor Tutor da CPCJ de Tavira
Luís Miguel Guerreiro Romão

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O Cego e o Filhote de Lobo

Semana da Leitura 2007/2008

Litania para o Natal de 1967


Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
num sótão num porão numa cave inundada
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
dentro de um foguetão reduzido a sucata
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
numa casa de Hanói ontem bombardeada

Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
num presépio de lama e de sangue e de cisco
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
para ter amanhã a suspeita que existe
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
tem no ano dois mil a idade de Cristo

Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
vê-lo-emos depois de chicote no templo
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
e anda já um terror no látego do vento
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
para nos pedir contas do nosso tempo

David Mourão-Ferreira
Lira de Bolso, 1969


domingo, 24 de fevereiro de 2008

Semana da Leitura 2007/2008 - Plano Nacional de Leitura

Semana da Leitura 2007/2008 - Plano Nacional de Leitura

Semana da Leitura 2007/2008

Semana da Leitura 2007/2008

Ele há coisas assim...

O certo não está errado. É o errado que não está certo.

Concurso de Poesia 2007/2008

A propósito de Livros…



Reflectindo sobre a Semana da Leitura e na importância de envolver os jovens nesta actividade tão nobre e enriquecedora, permito-me transcrever aqui um excerto do romance "A Sombra do Vento", do espanhol Carlos Ruiz Zafón:

“- Este lugar é um mistério Daniel, um santuário. Cada livro, cada volume que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte. Mesmo os livros que se perderam no tempo, os que já ninguém se lembra, vivem para sempre, esperando chegar um dia às mãos de um novo leitor, um novo espírito.
Daniel sentiu-se triste ao recolocar o livro na estante do "Cemitério dos Livros Esquecidos". Tinha descoberto todo um universo, num só livro, e dezenas de milhares ainda ficariam inexplorados, páginas abandonadas como se fossem almas sem dono, enquanto o mundo lá fora estava a perder todas estas memórias.”



Boas leituras!
O.M.H.P.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Semana da Leitura 2007/2008

Ofir Renato Chagas

Ofir Renato Chagas, nasceu em 21 de Outubro de 1935, na cidade de Tavira, onde aprendeu as primeiras letras na Escola Primária do Palácio da Galeria. Por motivos familiares e económicos, só iniciou o estudo secundário quando adulto, completando o 1º ciclo liceal. Depois e quando da criação do ensino nocturno da Escola Técnica de Tavira, matriculou-se e completou o Curso de Electromecânica, com a particularidade de ter sido o primeiro e único aluno da primeira turma a fazê-lo.
Entrou em 1953 para a função pública, no antigo Posto Agrário de Tavira e depois estação Agrária da XV Região Agrícola, como funcionário administrativo. Em 1972 ingressou no Quadro do Serviço Nacional de Emprego, como Técnico de Emprego, vindo a aposentar-se em 1997, como Chefe de Serviços do Instituto de Emprego e Formação Profissional, no Centro de Emprego de Vila Real de Santo António.
Apesar de ter completado uma formação tecnológica, foram as letras que o motivaram. Cedo iniciou a colaboração assídua na imprensa regional, nomeadamente no “Povo Algarvio” e no “Jornal do Algarve”. Apaixonado pelo jornalismo, em 1973 criou com Luís Horta o jornal “O Tavira” e depois o “Lestalgarve”, sendo Director destes dois jornais durante a sua publicação. Simultaneamente interessou-se pela pesquisa histórica da cidade de Tavira, reunindo ao longo dos anos um vasto acervo, que foi arquivando e que veio a dar lugar ao trabalho Tavira – Memórias de Uma Cidade. Publicou antes outros trabalhos, nomeadamente “Algarve e Andaluzia no Itinerário de D.Paio Peres Correia” (1995), “Remexido Guerrilheiro Realista do Algarve” (1997), Tavira a Sorrir (1999), "Frei Gil de Tavira" (2006) e foi co-autor do livro “Espaço de Tavira”, uma colectânea de crónicas citadinas, publicadas semanalmente no “Jornal do Algarve”, em colaboração com Sebastião Leiria e Luís Horta.

O autor visita a Biblioteca e Centro de Recursos da nossa escola durante a Semana da Leitura, que decorrerá nos dias 3, 4, 5, 6 e 7 de Março (consultar programa definitivo).

O Filhote de Cervo e a sua Mãe


Recebemos visitas...

Recebemos cá na nossa Biblioteca a visita da Coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares, Dra Teresa Calçada e da sua equipa.
Ficaram muito agradados com o que viram e deixaram algumas indicações para melhorarmos ainda mais a nossa biblioteca.
É verdade, também visitaram o nosso blog. Gostaram e elogiaram muito o excelente trabalho desenvolvido em equipa.
Um aval desta natureza deixa-nos ainda com mais vontade de continuar a fazer mais e melhor, embora esta opinião possa não ser a de todos os que nos visitam.
No final da visita, fomos todos brindados com o excelente trabalho que a turma dos CEF vem desenvolvendo nas várias actividades do género, na nossa escola, orientados pela professora Margarida Rodrigues, um delicioso cocktail de sabores. Parabéns!

Bolo Rei



Todos os anos, quando os velhos Reis Magos acabam de atravessar pequena estrada de areia que se esboça entre caminhos de musgo e lagos feitos de bocados de espelho partido; quando a estrela de prata que se suspende entre os dois exemplares de "A Paleta e o Mundo" de Mário Dionísio se recolhe para regressar à velha caixa de papelão, com trinta anos de viagens, cheia de bocados de jornal amachucados que ainda guardam notícias de dias que já foram e onde se embrulham os cordeirinhos, os pastores, as oferendas várias que o Menino Jesus recebeu, apesar de já lhe faltar a mãozinha direita que alguém partiu em excesso de limpeza; todos os anos, dizia, recordo a história que o Fernando Midões me contou, certa tarde em que misturámos poemas com lágrimas.
De calças à golfe, lacinho à Baptista Bastos, fato de ver a Deus e celebrar o Dia de Reis, Fernando foi com a mãe jantar a casa das senhoras, gente de talher de prata, criadas de avental branco e crista engomada, cheias de silêncios e reverências.
Com olhos de amora madura, esse sorriso que ainda hoje conserva, sempre molhado de uma melancolia que tem de adivinhar-se mais do que ver-se, Fernando entrou na sala de jantar das anfitriãs, cujas portas só o espírito natalício abria, raros que eram os gestos de caridade e partilha. Assim se explicava a presença do rapazinho e sua mãe, viúva recente e que ali trabalhava de manhã à noite, para que a vida se assemelhasse ao que já fora.
Servidos os manjares da época: a canja onde as bolhas de gordura lembravam pequenos sóis fumegantes, o leitão de maçã vermelha na boca que olhava Fernando em gritos de sufoco que só ele, poeta em germinação, conseguia ouvir; os fritos vários que nas travessas exibiam a abastança, chegou finalmente e foi colocado em lugar de honra, no centro da mesa, ladeado por dois castiçais onde as velas vermelhas ardiam, o bolo-rei, roda magnífica de cores, frutas, pinhões, bocados de açúcar que lembravam neve e cujo esplendor ofuscava o dourado das filhós, os reflexos das garrafas de licor, o brilho dos copos de cristal.
Fernando, pequenino, queixo tocando a toalha de renda, olhava aqueles mistérios de cor e perfume e falava, falava, dizia coisas tão a propósito que as senhoras, enlevadas, não se cansavam de sorrir e felicitar a mãe que tal filho tinha. Então, a mais velha, cabeção de renda e camafeu de marfim a fechar as golas, pega na faca de prata e com solenidade, meticulosamente, parte o bolo. A criada ajuda à distribuição nos pratinhos de sobremesa.
— Agora, não se esqueçam: aquele ou aquela a quem calhar a fava terá de pagar o bolo-rei no ano que vem!
E entre comentários de enlevo, gula, elogios à tessitura e ponto ideal do levedo da massa, à abundância das frutas, à maciez e agrado do paladar, se comeu a sobremesa.
A prenda calhou à criada.
— Que sorte! Mostre lá!
— Olhe que medalha tão bonita! Parece uma libra de verdade. Até pode usar no fio que ninguém diz que não é autêntica.
— E tu, Fernandinho, não acabas de comer a tua fatia de bolo?
— Come que está bom e fofinho!

Fernando, subitamente silencioso, abanava a cabeça em negativas.
— Então, filho! Não sabes falar? Responde às senhoras: queres mais um bocadinho de bolo?
— Ao menos acaba esse!
— Está cansado, coitadinho! Deixe-o lá.
Fernando baixava a cabeça, cabelos lisos na testa. A noite ia adiantada. A Miguel Bombarda, onde moravam, ainda ficava longe. Sim, minha senhora, amanhã às oito cá estarei, se Deus quiser, para cortar o vestido novo e pôr em prova a saia do "tailleur". Foi uma noite muito bonita. Muito obrigada! Fernando dá um beijo às senhoras e agradece. Diz obrigado, Fernando!
Fernando deu o beijo às senhoras, esticou a cara, pôs-se em bicos dos pés, encheu os olhos de gratidão.
— Diz obrigado, filho! Mas o que te aconteceu?
— Deixe-o lá, coitadinho, perdeu a língua. É o sono, não é?
Descem o elevador, abrem a porta da rua. A mãe, agastada, ralha:
— Mas que vergonha! Umas senhoras tão boas, recebem-nos como família, estavas a portar-te tão bem e agora isto, nem uma palavra de agradecimento, nem boa noite, é esta a educação que te tenho dado? Se o teu pai fosse vivo…
Então, já na rua, o frio de Janeiro a gelar-lhe as mãos e o nariz, a névoa a transfigurar a rua e as pessoas, Fernando, finalmente, abre a boca e lá do fundo deixa voar o mistério da sua inesperada mudez:
— É que me calhou a fava, mãezinha. Eu sei que tu não tens dinheiro para, no ano que vem, comprares um bolo-rei igual àquele.
E, na palma da mão pequenina, cuspiu a fava que ali nascia, quente ainda, do esconderijo em que estivera.
E ainda hoje, nas horas mais dolorosas, quando se esquece de mastigar a comida que arrefece no tabuleiro da cantina e prefere viajar no país da infância, Fernando Midões, meu irmão mais antigo, sente a ternura solidária do abraço e o húmido das lágrimas com que a mãe o aconchegou junto de si.
Sem palavras, mãe.
Sem palavras.

Maria Rosa Colaço
Viagem com Homem dentro (adaptação)
Leiria, Editorial Diferença, 1998

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Capítulo I – Apresentação do grupo



Aventuras e desventuras em Tavira…



Outrora uma cidade piscatória, Tavira é hoje em dia, como a maior parte das povoações do litoral algarvio, uma terra dedicada essencialmente ao turismo.
É frequente ao longo do ano depararmo-nos com uma enorme multiplicidade de turistas vindos das mais variadas partes do continente.
As histórias que vos irei contar têm como cenário precisamente a cidade de Tavira…
O herói das nossas histórias chama-se Filipe, um puto de 13 anos que gosta mesmo muito de aventuras. Destemido, corajoso, divertido e muito simpático, Filipe tinha a propensão para se ver envolvido nas mais “loucas” aventuras.
Filipe tem um grupo de amigos com o qual costuma brincar. Trata-se de um grupo muito unido. Nestas idades ainda não há o hábito das saídas nocturnas e das discotecas. As “brincadeiras” nestas idades são diferentes… mais infantis.
No grupo do Filipe, havia mais dois miúdos e duas raparigas. Carlos, “El Gordito”, que adorava comer, principalmente bolos… bem, não era só bolos que ele devorava… devorava mesmo tudo! Rafael, o “Trinca Espinhas”, que era muito pequenino e magrinho. Havia também as duas raparigas, mais ajuizadas, mas também bem divertidas. A Raquel, a “Miss Escola”, que era linda e deixava todos os miúdos de boca aberta, e a Rita, um pouco menos “Miss”. Usava daqueles óculos que mais parecem um fundo de garrafa, uma vez que sofria de miopia. Para além disso usava um aparelho nos dentes que lhe davam um ar estranho… robótico até… não é que eu tenha alguma coisa contra os aparelhos deste tipo, mas aquele aparelho, naquela rapariga dava-lhe mesmo um ar… estranho (no mínimo).
Apesar das diferenças, não só físicas, mas também de personalidade, o grupo dava-se todo muito bem. Viviam todos em Tavira e muito perto uns dos outros, o que permitia um convívio bem intenso entre eles. Para além disso pertenciam todos à mesma turma.
Assim a afinidade e cumplicidade entre eles era mesmo muito grande. Também era raro entrarem em conflito, ou melhor, quando entravam rapidamente faziam as pazes.
Filipe era o líder natural deste grupo. Devido à sua maneira de ser conseguia a unanimidade do grupo sem ter de se impor pela força.


As aventuras virão depois... nos próximos números.
Xaux

sábado, 15 de dezembro de 2007

Saudações Bibliotecárias

A Equipa da Biblioteca e Centro de Recursos do Agrupamento de Escolas Dom Paio Peres Correia deseja a toda a comunidade escolar e seus familiares, a todas as BECRE's e a todos os utilizadores deste blogue, um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Feira do Livro 2007/2008

Vai decorrer, de 4 a 7 de Dezembro, na Biblioteca e Centro de Recursos da nossa escola, e edição deste ano da Feira do Livro.
Não podes passar sem dar cá uma voltinha.
Aparece e aproveita para, este Natal, ofereceres cultura, a ti ou a quem mais gostares.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Um livro, uma caixinha de surpresas


Era uma vez um livro que estava numa casa muito antiga. O livro tinha muito pó, precisava mesmo de ser limpo; tinha teias de aranha e borboletas mortas. Chamava-se Uma história, um segredo.
Um dia, o velho dono do livro foi buscá-lo àquela velha casa e levou-o, pois queria oferecê-lo ao seu neto. Este, quando o teve na mão, leu o título e motivou-se a ler o livro, pois gostava muito de ler. Nos livros, há sempre uma aventura ou um poema fantástico e entusiasmamo-nos, há sempre algo de que não estamos à espera, uma surpresa.
Se um dia leres um livro que te dê vontade de chorar ou de rir, não te admires, porque os livros são mesmo assim; é como se fosse um filme, mas há uma diferença, porque nos filmes nós vemos o que se está a passar e nos livros nós temos que imaginar.
Se querem passar por tudo o que nós escrevemos, é fácil! …
Abram um livro e deixem-se levar por ele!

Actividade realizada por
Alice, Denis, João, Patrick, Sefora, Teresa (texto escrito em grupo – 6º D)
no âmbito do Dia Internacional das Bibliotecas Escolares

Se eu fosse uma biblioteca...


Se eu fosse uma biblioteca teria as regras:
Regra nº1 – É obrigatório ler;
Regra nº2 – Cumprir a regra nº1;
Regra nº3 – É um lugar para se estar com prazer.
Isto porque ler é das coisas mais maravilhosas que existe. Ler é aprender, desenvolver, conhecer e crescer. Todos nós, para termos uma vida normal, temos de saber ler. Gostava de poder agrupar os livros nas suas secções, fazer os cartões de leitor, vê-los a ler com entusiasmo e muito mais…
Como todas as bibliotecas, teria televisão, mas não permitia que os alunos fossem lá só para ver filmes, porque a biblioteca é um local onde se lê, estuda e aprende e a televisão só se utiliza nos momentos de lazer.
Muito naturalmente gostaria de ser bastante frequentada por crianças, jovens e adultos e queria ser um espaço acolhedor, cheio de vida onde todos se sentissem bem e reconhecessem a minha importância.
Ensinava a todos a estimar os livros como estimamos o cão, o gato, o periquito, o hamster… num livro pode estar resumida a vida de uma pessoa. Os livros é como se tivessem vida, pois lá dentro encontramos informações, histórias, aventuras, enigmas… de tudo um pouco.
Não queria ser uma biblioteca enfadonha e por isso também queria disponibilizar o recurso às novas tecnologias e fazer as delícias de todos.
Por isso é que eu gostava de ser uma biblioteca.
Saber ler é saber viver…

Texto produzido por
Ruben Jesus – 6ºD
no âmbito do Dia Internacional das Bibliotecas Escolares

Boletim nº3 - Nov/2007

domingo, 28 de outubro de 2007

Poesia - Miguel Torga

A largada

Foram então as ânsias e os pinhais
Transformados em frágeis caravelas
Que partiam guiadas por sinais
Duma agulha inquieta como elas...
Foram então abraços repetidos
À Pátria-Mãe-Viúva que ficava
Na areia fria aos gritos e aos gemidos
Pela morte dos filhos que beijava.
Foram então as velas enfunadas
Por um sopro viril de reacção
Às palavras cansadas
Que se ouviam no cais dessa ilusão
Foram então as horas no convés
Do grande sonho que mandava ser
Cada homem tão firme nos seus pés
Que a nau tremesse sem ninguém tremer



Súplica
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.

Transfiguração
Tens agora
outro rosto, outra beleza:
Um rosto que é preciso imaginar,
E uma beleza mais furtiva ainda...
Assim te modelaram caprichosas,
Mãos irreais que tornam irreal
O barro que nos foge da retina.
Barro que em ti passou de luz carnal
A bruma feminina...

Mas nesse novo encanto
Te conjuro
Que permaneças.
Distante e preservada na distância.
Olímpica recusa, disfarçada
De terrena promessa
Feita aos olhos tentados e descrentes.
Nenhum Mito regressa....
Todas as deusas são mulheres ausentes

Recolha realizada por:
João Palma, 9ºA, nº 15
Mauro Viegas, 9ºA, nº 22

Centenário do nascimento do poeta Miguel Torga (1907-1995)

Data de nascimento: 12 de Agosto de 1907.
Data de Óbito: 17 de Janeiro de 1995.
Nome original: Adolfo Correia Rocha.
Escritor português natural, de São Martinho de Anta, Vila Real.
Proveniente de uma família humilde, teve uma infância rural dura, que lhe deu a conhecer a realidade do campo, feita de árduo trabalho contínuo.
Após uma breve passagem pelo seminário de Lamego, emigrou com 13 anos para o Brasil, onde durante cinco anos, trabalhou na fazenda de um tio, em Minas Gerais, como apanhador de café, vaqueiro e caçador de cobras.
De regresso a Portugal, em 1925, concluiu o ensino liceal e frequentou em Coimbra o curso de Medicina, que terminou em 1933.
Exerceu a profissão de médico em São Martinho de Anta e em outras localidades do país, fixando-se definitivamente em Coimbra, como otorrinolaringologista, em 1941.
Ligado inicialmente ao grupo da revista Presença, que dele se desligou em 1930, fundando nesse mesmo ano, com Branquinho da Fonseca (outro dissidente), a Sinal, de que sairia apenas um número.
Em 1936, lançou outra revista, Manifesto, também de duração breve. Miguel Torga, tornou-se o poeta do mundo rural, das forças telúricas, ancestrais, que animam o instinto humano na sua luta dramática contra as leis que o aprisionam.
Nessa revolta consiste a missão do poeta, que se afirma tanto na violência com que acusa a tirania divina e terrestre, como na ternura franciscana que estende, de forma vibrante, a todas as criaturas no seu sofrimento.
A sua obra, recheada de simbologia bíblica, encontra-se, antes, imersa num sentido divino que transfigura a natureza e dignifica o homem no seu desafio ou no seu desprezo face ao divino. A ligação à terra, à região natal, a Portugal, à própria Península Ibérica e às suas gentes.
Ela justifica o profundo conhecimento que Torga procurou ter de Portugal e de Espanha, unidos no conceito de uma Ibéria comum, pela rudeza e pobreza dos seus meios naturais, pelo movimento de expansão e opressões da história, e por certas características humanas definidoras da sua personalidade.
A intervenção cívica de Miguel Torga, na oposição ao Estado Novo e na denúncia dos crimes da guerra civil espanhola e de Franco, valeu-lhe a apreensão de algumas das suas obras pela censura e, mesmo, a prisão pela polícia política portuguesa.
Contista exímio, romancista, ensaísta, dramaturgo, autor de mais de 50 obras publicadas desde os 21 anos, estreou-se em 1928 com o volume de poesia Ansiedade. Publicou O Sexto Dia da Criação do Mundo, 1981), Bichos (1940), Contos da Montanha (1941), O Senhor Ventura (1943, Romance), Novos Contos da Montanha (1944), Vindima (1945) e Fogo Preso (1976), entre outros.
Este autor ganhou, entre outros prémios, os seguintes:
Prémio Diário de Notícias (1969);
Prémio Internacional de Poesia (1977);
Prémio Montaigne (1981);
Prémio Camões (1989);
Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (1992);
Prémio da Crítica, consagrando a sua obra (1993).
Em 2000, é publicado Poesia Completa.


Trabalho realizado por:
João Palma, 9ºA, nº 15
Mauro Viegas, 9ºA, nº 22

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Prémio Nobel da Literatura 2007

Doris Lessing, nascida Doris May Tayler, (Kermanshah, 22 de outubro de 1919) é uma escritora britânica, galardoada com o Prémio Nobel de Literatura de 2007.
Nascida na Pérsia (hoje o Irão), mudou-se com a família para a Rodésia do Sul (hoje o Zimbábue) em 1925 e estabeleceu residência no Reino Unido apenas em 1949.
Os seus temas variaram extensamente, do exame das tensões inter-raciais, com a política racial, a violência contra as crianças, os movimentos feministas e à exploração do espaço exterior.
Na série "Canopus em Argos: Arquivos", Doris Lessing conduz o leitor ao mundo dos Impérios de Canopus e Sirius, num universo que aborda a colonização de planetas em esferas muito além do mundo físico das naves espaciais. Por isso mesmo a literatura de Doris Lessing tem sido denominada de ficção espacial.