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Pois é, o nosso blog vai andar na Lua.
Segundo Cathy Peddie, Gestora de Projecto para o LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) na Nasa, “a missão LRO é o 1º passo nos planos da Nasa para fazer regressar os humanos à Lua em 2020”.
A Nasa convida as pessoas de todas as idades a juntarem-se à viagem da exploração lunar com esta fantástica oportunidade de podermos enviar os nossos nomes a bordo da nave Lunar Reconnaissance Orbiter (Reconhecimento da Órbitra Lunar) ou LRO.
Podes colocar a tua informação em http://lro.jhuapl.edu/NameToMoon, imprimir um certificado e ter o teu nome numa base de dados que irá para um microchip que será integrado na nave. A data limite para submeteres o nome termina a 27 de Junho de 2008.
Embora não tenhamos conhecimento de mouros na Lua, o nosso patrono, D.Paio Peres Correia, já está preparado para ser lançado na Lua e fazer parte da nova onda de exploradores lunares (Date: May 07, 2008 Certificate No: 651841).
Mais informação e Biblioteca Lunar em Biliofilmes.


As mais antigas celebrações do Dia da Mãe remontam às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, as festas comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos, e as cerimónias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo.


Matilde Rosa Araújo
As botas de meu pai
Lisboa, Livros Horizonte, 1977
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Clube de Contadores de Histórias
Biblioteca da Escola S/3 Daniel Faria – Baltar


O Dia do Trabalhador é celebrado anualmente no dia 1 de Maio em numerosos países do mundo, sendo feriado em Portugal, no Brasil, assim como em muitos outros países. No Brasil também chamado Dia do Trabalho, para que ironize-se que no Dia do Trabalho não se trabalha. O correcto é Dia do Trabalhador.
Sempre que Rogério sai de casa, esquece-se de alguma coisa. Quando se lembra, já é tarde demais..
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Clube de Contadores de Histórias
Biblioteca da Escola S/3 Daniel Faria – Baltar



As rodas giravam mas enterravam-se cada vez mais fundo na areia, e o carro não saía do sítio. O motor acelerou e acabou por parar de vez.

A Holanda é um país em que a maior parte do território fica abaixo do nível do mar. Enormes muralhas, chamadas diques, são o que impede o mar do Norte de invadir a terra, inundando-a completamente. Há séculos que o povo se esforça para manter as muralhas resistentes, para que o país continue seco e em segurança. Até as crianças pequenas sabem que os diques precisam de ser vigiados constantemente e que um buraco do tamanho de um dedo pode ser extremamente perigoso.
No próximo dia 11 de Abril, sexta-feira, vamos ter no Auditório da nossa escola a ACTA (A Companhia de Teatro do Algarve). Esta companhia vai apresentar-nos o Auto da Índia, de Gil Vicente.
Num dia de grande calor, um lebrão parou à sombra de um baobá, sentou-se na erva e, contemplando ao longe a restolhada sob o vento a soprar, sentiu-se infinitamente bem.
Viver é subir uma escada rolante pelo lado que desce.
Helen, a menina do silêncio e da noite
Esta é uma história verdadeira.
Há cem anos, na América, nascia uma menina loira. O pai e a mãe estavam muito felizes.
Chamaram-lhe Helen Keller. Helen é um bonito nome.
Por volta dos dezoito meses, Helen adoeceu. E, quando ficou boa, os pais aperceberam-se de que ela já não via nem ouvia nada. Tinha-se tornado cega e surda.
Entretanto, crescia, brincava, comia e corria, como as outras crianças; só que não se lhe podia explicar, dizer ou mostrar nada.
Nós que vemos, sabemos que o céu é azul, vemos o sorriso da Mamã e do Papá, vemos os animais e tudo o que se passa em nossa casa, lá fora, na rua, nos campos e por todo o lado.
Helen não via nada.
Nós que ouvimos, ouvimos a voz dos nossos pais, ouvimos baterem à porta, ouvimos o ruído dos carros e ouvimos música.
Helen não ouvia nada.
Em todo o lado, ouvimos sempre qualquer coisa, mesmo à noite, quando dormimos.
Quando se é surdo, não se compreende o que dizem as pessoas, por que é que se riem, por que se zangam, por que falam.
Não podemos repetir as palavras, para aprender o nome das coisas.
Não podemos falar para perguntarmos o que queremos.
E, sobretudo, não temos palavras para pensar.
Os que são apenas cegos têm ouvidos para ouvir e perceber o que se passa à sua volta.
Os que são apenas surdos, têm olhos para ver e compreender o que se passa ao seu redor.
Mas ser ao mesmo tempo surdo e cego, é terrível! É como se estivéssemos sempre sós no silêncio e na noite.
Helen estava assim, completamente só no silêncio e na noite.
Os pais não sabiam o que fazer para lhe explicar as coisas. Muitas vezes Helen enfurecia-se e partia tudo o que encontrava, rasgava as roupas, comia com as mãos e atirava o prato ao chão; batia na irmã mais nova e gritava.
Então os pais choravam porque não sabiam o que fazer para lhe ensinar o que ela não sabia, e para lhe fazer compreender que a amavam muito.
Helen estava muito triste. Muitas vezes, ficava sentada no chão e chorava o dia inteiro. Helen estava só no silêncio e na noite e sentia-se muito infeliz.
Os pais deixavam-lhe fazer tudo o que ela queria. Nunca a castigavam, e Helen era ainda mais infeliz.
Quando fez sete anos, os pais tiveram uma boa ideia: pediram a uma professora para vir morar com eles. Chamava-se Ann Sullivan e tinha dezoito anos. Já tinha sido cega, mas fora operada e agora via.
Estava decidida a ajudar crianças cegas.
Conhecia muitos jogos para cegos. Mas Helen era cega e surda, e Ann não sabia se conseguiria vir a "falar" com Helen.
A princípio, Helen era muito mazinha com a sua professora e não queria aprender nada. Não gostava de ser mandada porque estava habituada a fazer tudo o que queria.
Mas Ann era muito paciente. Ensinou-lhe muitas coisas: enfiar pérolas, tricotar e coser. Separar os objectos redondos dos quadrados, e os duros dos moles. E, pouco a pouco, Helen tornou- -se gentil e asseada. Não se podia servir dos olhos nem dos ouvidos, mas tentava compreender muitas coisas com as mãos. E foi com as suas mãos que Helen aprendeu a falar.
Um dia, Ann, tocando-lhe nas mãos, fê-la compreender, enfim, que lhe ensinava, deste modo, o nome das coisas. Percebeu, assim, que tudo tinha um nome: as coisas, os animais, as pessoas.
Aprendeu o seu nome, "Helen", e "Papá" e "Mamã" e "Professora". E quando Helen tocava com as suas mãos nas do pai, dizendo Papá, ele chorava de alegria. Era formidável.
Então, Helen aprendeu a ler seguindo com os dedos as letras para os cegos. E, mais tarde, conseguiu falar com a sua voz; mas era muito difícil, porque não ouvia o que dizia.
Helen era muito inteligente e aprendia depressa. Queria saber tudo. Foi à escola com Ann, que a acompanhava para todo o lado e lhe dizia, com as mãos, tudo o que diziam as professoras. E Helen fazia os trabalhos de casa na sua máquina de escrever. Tornou-se tão inteligente que passou num exame difícil em que nenhuma rapariga do seu país tinha conseguido passar.
Helen tornou-se célebre e todos queriam conhecê-la.
Viajou muito. Foi a todos os países explicar às pessoas que era preciso ocuparem-se das crianças surdas e cegas, porque elas também podiam compreender, aprender como ela, e serem felizes.
Helen sabia que tinha tido muita sorte: tinha uns pais que a amavam, e que haviam podido pagar uma professora só para ela. E, sobretudo, tinha Ann, que era muito inteligente e paciente.
Helen gostaria que todas as crianças cegas e surdas fossem ajudadas e amadas como ela foi.
Agora, graças a Helen Keller e a Ann Sullivan, sabemos ocupar-nos melhor de crianças que não vêem e que não ouvem.
Anne Marchon
Helen, a menina do silêncio e da noite
Desabrochar – Editorial, 1988