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domingo, 24 de fevereiro de 2008
A propósito de Livros…

Reflectindo sobre a Semana da Leitura e na importância de envolver os jovens nesta actividade tão nobre e enriquecedora, permito-me transcrever aqui um excerto do romance "A Sombra do Vento", do espanhol Carlos Ruiz Zafón:
“- Este lugar é um mistério Daniel, um santuário. Cada livro, cada volume que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte. Mesmo os livros que se perderam no tempo, os que já ninguém se lembra, vivem para sempre, esperando chegar um dia às mãos de um novo leitor, um novo espírito.
Daniel sentiu-se triste ao recolocar o livro na estante do "Cemitério dos Livros Esquecidos". Tinha descoberto todo um universo, num só livro, e dezenas de milhares ainda ficariam inexplorados, páginas abandonadas como se fossem almas sem dono, enquanto o mundo lá fora estava a perder todas estas memórias.”
“- Este lugar é um mistério Daniel, um santuário. Cada livro, cada volume que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte. Mesmo os livros que se perderam no tempo, os que já ninguém se lembra, vivem para sempre, esperando chegar um dia às mãos de um novo leitor, um novo espírito.
Daniel sentiu-se triste ao recolocar o livro na estante do "Cemitério dos Livros Esquecidos". Tinha descoberto todo um universo, num só livro, e dezenas de milhares ainda ficariam inexplorados, páginas abandonadas como se fossem almas sem dono, enquanto o mundo lá fora estava a perder todas estas memórias.”
Boas leituras!
O.M.H.P.
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Ofir Renato Chagas
Ofir Renato Chagas, nasceu em 21 de Outubro de 1935, na cidade de Tavira, onde aprendeu as primeiras letras na Escola Primária do Palácio da Galeria. Por motivos familiares e económicos, só iniciou o estudo secundário quando adulto, completando o 1º ciclo liceal. Depois e quando da criação do ensino nocturno da Escola Técnica de Tavira, matriculou-se e completou o Curso de Electromecânica, com a particularidade de ter sido o primeiro e único aluno da primeira turma a fazê-lo.Entrou em 1953 para a função pública, no antigo Posto Agrário de Tavira e depois estação Agrária da XV Região Agrícola, como funcionário administrativo. Em 1972 ingressou no Quadro do Serviço Nacional de Emprego, como Técnico de Emprego, vindo a aposentar-se em 1997, como Chefe de Serviços do Instituto de Emprego e Formação Profissional, no Centro de Emprego de Vila Real de Santo António.
Apesar de ter completado uma formação tecnológica, foram as letras que o motivaram. Cedo iniciou a colaboração assídua na imprensa regional, nomeadamente no “Povo Algarvio” e no “Jornal do Algarve”. Apaixonado pelo jornalismo, em 1973 criou com Luís Horta o jornal “O Tavira” e depois o “Lestalgarve”, sendo Director destes dois jornais durante a sua publicação. Simultaneamente interessou-se pela pesquisa histórica da cidade de Tavira, reunindo ao longo dos anos um vasto acervo, que foi arquivando e que veio a dar lugar ao trabalho “Tavira – Memórias de Uma Cidade”. Publicou antes outros trabalhos, nomeadamente “Algarve e Andaluzia no Itinerário de D.Paio Peres Correia” (1995), “Remexido Guerrilheiro Realista do Algarve” (1997), “Tavira a Sorrir” (1999), "Frei Gil de Tavira" (2006) e foi co-autor do livro “Espaço de Tavira”, uma colectânea de crónicas citadinas, publicadas semanalmente no “Jornal do Algarve”, em colaboração com Sebastião Leiria e Luís Horta.
O autor visita a Biblioteca e Centro de Recursos da nossa escola durante a Semana da Leitura, que decorrerá nos dias 3, 4, 5, 6 e 7 de Março (consultar programa definitivo).
Recebemos visitas...
Recebemos cá na nossa Biblioteca a visita da Coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares, Dra Teresa Calçada e da sua equipa.Ficaram muito agradados com o que viram e deixaram algumas indicações para melhorarmos ainda mais a nossa biblioteca.
É verdade, também visitaram o nosso blog. Gostaram e elogiaram muito o excelente trabalho desenvolvido em equipa.
Um aval desta natureza deixa-nos ainda com mais vontade de continuar a fazer mais e melhor, embora esta opinião possa não ser a de todos os que nos visitam.
No final da visita, fomos todos brindados com o excelente trabalho que a turma dos CEF vem desenvolvendo nas várias actividades do género, na nossa escola, orientados pela professora Margarida Rodrigues, um delicioso cocktail de sabores. Parabéns!
Bolo Rei

Todos os anos, quando os velhos Reis Magos acabam de atravessar pequena estrada de areia que se esboça entre caminhos de musgo e lagos feitos de bocados de espelho partido; quando a estrela de prata que se suspende entre os dois exemplares de "A Paleta e o Mundo" de Mário Dionísio se recolhe para regressar à velha caixa de papelão, com trinta anos de viagens, cheia de bocados de jornal amachucados que ainda guardam notícias de dias que já foram e onde se embrulham os cordeirinhos, os pastores, as oferendas várias que o Menino Jesus recebeu, apesar de já lhe faltar a mãozinha direita que alguém partiu em excesso de limpeza; todos os anos, dizia, recordo a história que o Fernando Midões me contou, certa tarde em que misturámos poemas com lágrimas.
De calças à golfe, lacinho à Baptista Bastos, fato de ver a Deus e celebrar o Dia de Reis, Fernando foi com a mãe jantar a casa das senhoras, gente de talher de prata, criadas de avental branco e crista engomada, cheias de silêncios e reverências.
Com olhos de amora madura, esse sorriso que ainda hoje conserva, sempre molhado de uma melancolia que tem de adivinhar-se mais do que ver-se, Fernando entrou na sala de jantar das anfitriãs, cujas portas só o espírito natalício abria, raros que eram os gestos de caridade e partilha. Assim se explicava a presença do rapazinho e sua mãe, viúva recente e que ali trabalhava de manhã à noite, para que a vida se assemelhasse ao que já fora.
Servidos os manjares da época: a canja onde as bolhas de gordura lembravam pequenos sóis fumegantes, o leitão de maçã vermelha na boca que olhava Fernando em gritos de sufoco que só ele, poeta em germinação, conseguia ouvir; os fritos vários que nas travessas exibiam a abastança, chegou finalmente e foi colocado em lugar de honra, no centro da mesa, ladeado por dois castiçais onde as velas vermelhas ardiam, o bolo-rei, roda magnífica de cores, frutas, pinhões, bocados de açúcar que lembravam neve e cujo esplendor ofuscava o dourado das filhós, os reflexos das garrafas de licor, o brilho dos copos de cristal.
Fernando, pequenino, queixo tocando a toalha de renda, olhava aqueles mistérios de cor e perfume e falava, falava, dizia coisas tão a propósito que as senhoras, enlevadas, não se cansavam de sorrir e felicitar a mãe que tal filho tinha. Então, a mais velha, cabeção de renda e camafeu de marfim a fechar as golas, pega na faca de prata e com solenidade, meticulosamente, parte o bolo. A criada ajuda à distribuição nos pratinhos de sobremesa.
— Agora, não se esqueçam: aquele ou aquela a quem calhar a fava terá de pagar o bolo-rei no ano que vem!
E entre comentários de enlevo, gula, elogios à tessitura e ponto ideal do levedo da massa, à abundância das frutas, à maciez e agrado do paladar, se comeu a sobremesa.
A prenda calhou à criada.
— Que sorte! Mostre lá!
— Olhe que medalha tão bonita! Parece uma libra de verdade. Até pode usar no fio que ninguém diz que não é autêntica.
— E tu, Fernandinho, não acabas de comer a tua fatia de bolo?
— Come que está bom e fofinho!
Fernando, subitamente silencioso, abanava a cabeça em negativas.
— Então, filho! Não sabes falar? Responde às senhoras: queres mais um bocadinho de bolo?
— Ao menos acaba esse!
— Está cansado, coitadinho! Deixe-o lá.
Fernando baixava a cabeça, cabelos lisos na testa. A noite ia adiantada. A Miguel Bombarda, onde moravam, ainda ficava longe. Sim, minha senhora, amanhã às oito cá estarei, se Deus quiser, para cortar o vestido novo e pôr em prova a saia do "tailleur". Foi uma noite muito bonita. Muito obrigada! Fernando dá um beijo às senhoras e agradece. Diz obrigado, Fernando!
Fernando deu o beijo às senhoras, esticou a cara, pôs-se em bicos dos pés, encheu os olhos de gratidão.
— Diz obrigado, filho! Mas o que te aconteceu?
— Deixe-o lá, coitadinho, perdeu a língua. É o sono, não é?
Descem o elevador, abrem a porta da rua. A mãe, agastada, ralha:
— Mas que vergonha! Umas senhoras tão boas, recebem-nos como família, estavas a portar-te tão bem e agora isto, nem uma palavra de agradecimento, nem boa noite, é esta a educação que te tenho dado? Se o teu pai fosse vivo…
Então, já na rua, o frio de Janeiro a gelar-lhe as mãos e o nariz, a névoa a transfigurar a rua e as pessoas, Fernando, finalmente, abre a boca e lá do fundo deixa voar o mistério da sua inesperada mudez:
— É que me calhou a fava, mãezinha. Eu sei que tu não tens dinheiro para, no ano que vem, comprares um bolo-rei igual àquele.
E, na palma da mão pequenina, cuspiu a fava que ali nascia, quente ainda, do esconderijo em que estivera.
E ainda hoje, nas horas mais dolorosas, quando se esquece de mastigar a comida que arrefece no tabuleiro da cantina e prefere viajar no país da infância, Fernando Midões, meu irmão mais antigo, sente a ternura solidária do abraço e o húmido das lágrimas com que a mãe o aconchegou junto de si.
Sem palavras, mãe.
Sem palavras.
Maria Rosa Colaço
Viagem com Homem dentro (adaptação)
De calças à golfe, lacinho à Baptista Bastos, fato de ver a Deus e celebrar o Dia de Reis, Fernando foi com a mãe jantar a casa das senhoras, gente de talher de prata, criadas de avental branco e crista engomada, cheias de silêncios e reverências.
Com olhos de amora madura, esse sorriso que ainda hoje conserva, sempre molhado de uma melancolia que tem de adivinhar-se mais do que ver-se, Fernando entrou na sala de jantar das anfitriãs, cujas portas só o espírito natalício abria, raros que eram os gestos de caridade e partilha. Assim se explicava a presença do rapazinho e sua mãe, viúva recente e que ali trabalhava de manhã à noite, para que a vida se assemelhasse ao que já fora.
Servidos os manjares da época: a canja onde as bolhas de gordura lembravam pequenos sóis fumegantes, o leitão de maçã vermelha na boca que olhava Fernando em gritos de sufoco que só ele, poeta em germinação, conseguia ouvir; os fritos vários que nas travessas exibiam a abastança, chegou finalmente e foi colocado em lugar de honra, no centro da mesa, ladeado por dois castiçais onde as velas vermelhas ardiam, o bolo-rei, roda magnífica de cores, frutas, pinhões, bocados de açúcar que lembravam neve e cujo esplendor ofuscava o dourado das filhós, os reflexos das garrafas de licor, o brilho dos copos de cristal.
Fernando, pequenino, queixo tocando a toalha de renda, olhava aqueles mistérios de cor e perfume e falava, falava, dizia coisas tão a propósito que as senhoras, enlevadas, não se cansavam de sorrir e felicitar a mãe que tal filho tinha. Então, a mais velha, cabeção de renda e camafeu de marfim a fechar as golas, pega na faca de prata e com solenidade, meticulosamente, parte o bolo. A criada ajuda à distribuição nos pratinhos de sobremesa.
— Agora, não se esqueçam: aquele ou aquela a quem calhar a fava terá de pagar o bolo-rei no ano que vem!
E entre comentários de enlevo, gula, elogios à tessitura e ponto ideal do levedo da massa, à abundância das frutas, à maciez e agrado do paladar, se comeu a sobremesa.
A prenda calhou à criada.
— Que sorte! Mostre lá!
— Olhe que medalha tão bonita! Parece uma libra de verdade. Até pode usar no fio que ninguém diz que não é autêntica.
— E tu, Fernandinho, não acabas de comer a tua fatia de bolo?
— Come que está bom e fofinho!
Fernando, subitamente silencioso, abanava a cabeça em negativas.
— Então, filho! Não sabes falar? Responde às senhoras: queres mais um bocadinho de bolo?
— Ao menos acaba esse!
— Está cansado, coitadinho! Deixe-o lá.
Fernando baixava a cabeça, cabelos lisos na testa. A noite ia adiantada. A Miguel Bombarda, onde moravam, ainda ficava longe. Sim, minha senhora, amanhã às oito cá estarei, se Deus quiser, para cortar o vestido novo e pôr em prova a saia do "tailleur". Foi uma noite muito bonita. Muito obrigada! Fernando dá um beijo às senhoras e agradece. Diz obrigado, Fernando!
Fernando deu o beijo às senhoras, esticou a cara, pôs-se em bicos dos pés, encheu os olhos de gratidão.
— Diz obrigado, filho! Mas o que te aconteceu?
— Deixe-o lá, coitadinho, perdeu a língua. É o sono, não é?
Descem o elevador, abrem a porta da rua. A mãe, agastada, ralha:
— Mas que vergonha! Umas senhoras tão boas, recebem-nos como família, estavas a portar-te tão bem e agora isto, nem uma palavra de agradecimento, nem boa noite, é esta a educação que te tenho dado? Se o teu pai fosse vivo…
Então, já na rua, o frio de Janeiro a gelar-lhe as mãos e o nariz, a névoa a transfigurar a rua e as pessoas, Fernando, finalmente, abre a boca e lá do fundo deixa voar o mistério da sua inesperada mudez:
— É que me calhou a fava, mãezinha. Eu sei que tu não tens dinheiro para, no ano que vem, comprares um bolo-rei igual àquele.
E, na palma da mão pequenina, cuspiu a fava que ali nascia, quente ainda, do esconderijo em que estivera.
E ainda hoje, nas horas mais dolorosas, quando se esquece de mastigar a comida que arrefece no tabuleiro da cantina e prefere viajar no país da infância, Fernando Midões, meu irmão mais antigo, sente a ternura solidária do abraço e o húmido das lágrimas com que a mãe o aconchegou junto de si.
Sem palavras, mãe.
Sem palavras.
Maria Rosa Colaço
Viagem com Homem dentro (adaptação)
Leiria, Editorial Diferença, 1998
sábado, 16 de fevereiro de 2008
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Capítulo I – Apresentação do grupo
Aventuras e desventuras em Tavira…
Outrora uma cidade piscatória, Tavira é hoje em dia, como a maior parte das povoações do litoral algarvio, uma terra dedicada essencialmente ao turismo.
É frequente ao longo do ano depararmo-nos com uma enorme multiplicidade de turistas vindos das mais variadas partes do continente.
As histórias que vos irei contar têm como cenário precisamente a cidade de Tavira…
O herói das nossas histórias chama-se Filipe, um puto de 13 anos que gosta mesmo muito de aventuras. Destemido, corajoso, divertido e muito simpático, Filipe tinha a propensão para se ver envolvido nas mais “loucas” aventuras.
Filipe tem um grupo de amigos com o qual costuma brincar. Trata-se de um grupo muito unido. Nestas idades ainda não há o hábito das saídas nocturnas e das discotecas. As “brincadeiras” nestas idades são diferentes… mais infantis.
No grupo do Filipe, havia mais dois miúdos e duas raparigas. Carlos, “El Gordito”, que adorava comer, principalmente bolos… bem, não era só bolos que ele devorava… devorava mesmo tudo! Rafael, o “Trinca Espinhas”, que era muito pequenino e magrinho. Havia também as duas raparigas, mais ajuizadas, mas também bem divertidas. A Raquel, a “Miss Escola”, que era linda e deixava todos os miúdos de boca aberta, e a Rita, um pouco menos “Miss”. Usava daqueles óculos que mais parecem um fundo de garrafa, uma vez que sofria de miopia. Para além disso usava um aparelho nos dentes que lhe davam um ar estranho… robótico até… não é que eu tenha alguma coisa contra os aparelhos deste tipo, mas aquele aparelho, naquela rapariga dava-lhe mesmo um ar… estranho (no mínimo).
Apesar das diferenças, não só físicas, mas também de personalidade, o grupo dava-se todo muito bem. Viviam todos em Tavira e muito perto uns dos outros, o que permitia um convívio bem intenso entre eles. Para além disso pertenciam todos à mesma turma.
Assim a afinidade e cumplicidade entre eles era mesmo muito grande. Também era raro entrarem em conflito, ou melhor, quando entravam rapidamente faziam as pazes.
Filipe era o líder natural deste grupo. Devido à sua maneira de ser conseguia a unanimidade do grupo sem ter de se impor pela força.
As aventuras virão depois... nos próximos números.
Xaux
domingo, 20 de janeiro de 2008
sábado, 15 de dezembro de 2007
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Feira do Livro 2007/2008
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Dia Internacional dos Direitos da Criança - 20 de Novembro
No dia 20 de Novembro, comemora-se o Dia Internacional dos Direitos da Criança.Podes saber quais são esses direitos se clicares aqui.
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Um livro, uma caixinha de surpresas

Era uma vez um livro que estava numa casa muito antiga. O livro tinha muito pó, precisava mesmo de ser limpo; tinha teias de aranha e borboletas mortas. Chamava-se Uma história, um segredo.
Um dia, o velho dono do livro foi buscá-lo àquela velha casa e levou-o, pois queria oferecê-lo ao seu neto. Este, quando o teve na mão, leu o título e motivou-se a ler o livro, pois gostava muito de ler. Nos livros, há sempre uma aventura ou um poema fantástico e entusiasmamo-nos, há sempre algo de que não estamos à espera, uma surpresa.
Se um dia leres um livro que te dê vontade de chorar ou de rir, não te admires, porque os livros são mesmo assim; é como se fosse um filme, mas há uma diferença, porque nos filmes nós vemos o que se está a passar e nos livros nós temos que imaginar.
Um dia, o velho dono do livro foi buscá-lo àquela velha casa e levou-o, pois queria oferecê-lo ao seu neto. Este, quando o teve na mão, leu o título e motivou-se a ler o livro, pois gostava muito de ler. Nos livros, há sempre uma aventura ou um poema fantástico e entusiasmamo-nos, há sempre algo de que não estamos à espera, uma surpresa.
Se um dia leres um livro que te dê vontade de chorar ou de rir, não te admires, porque os livros são mesmo assim; é como se fosse um filme, mas há uma diferença, porque nos filmes nós vemos o que se está a passar e nos livros nós temos que imaginar.
Se querem passar por tudo o que nós escrevemos, é fácil! …
Abram um livro e deixem-se levar por ele!
Actividade realizada por
Alice, Denis, João, Patrick, Sefora, Teresa (texto escrito em grupo – 6º D)
no âmbito do Dia Internacional das Bibliotecas Escolares
Se eu fosse uma biblioteca...

Se eu fosse uma biblioteca teria as regras:
Regra nº1 – É obrigatório ler;
Regra nº2 – Cumprir a regra nº1;
Regra nº3 – É um lugar para se estar com prazer.
Isto porque ler é das coisas mais maravilhosas que existe. Ler é aprender, desenvolver, conhecer e crescer. Todos nós, para termos uma vida normal, temos de saber ler. Gostava de poder agrupar os livros nas suas secções, fazer os cartões de leitor, vê-los a ler com entusiasmo e muito mais…
Como todas as bibliotecas, teria televisão, mas não permitia que os alunos fossem lá só para ver filmes, porque a biblioteca é um local onde se lê, estuda e aprende e a televisão só se utiliza nos momentos de lazer.
Regra nº1 – É obrigatório ler;
Regra nº2 – Cumprir a regra nº1;
Regra nº3 – É um lugar para se estar com prazer.
Isto porque ler é das coisas mais maravilhosas que existe. Ler é aprender, desenvolver, conhecer e crescer. Todos nós, para termos uma vida normal, temos de saber ler. Gostava de poder agrupar os livros nas suas secções, fazer os cartões de leitor, vê-los a ler com entusiasmo e muito mais…
Como todas as bibliotecas, teria televisão, mas não permitia que os alunos fossem lá só para ver filmes, porque a biblioteca é um local onde se lê, estuda e aprende e a televisão só se utiliza nos momentos de lazer.
Muito naturalmente gostaria de ser bastante frequentada por crianças, jovens e adultos e queria ser um espaço acolhedor, cheio de vida onde todos se sentissem bem e reconhecessem a minha importância.
Ensinava a todos a estimar os livros como estimamos o cão, o gato, o periquito, o hamster… num livro pode estar resumida a vida de uma pessoa. Os livros é como se tivessem vida, pois lá dentro encontramos informações, histórias, aventuras, enigmas… de tudo um pouco.
Não queria ser uma biblioteca enfadonha e por isso também queria disponibilizar o recurso às novas tecnologias e fazer as delícias de todos.
Por isso é que eu gostava de ser uma biblioteca.
Ensinava a todos a estimar os livros como estimamos o cão, o gato, o periquito, o hamster… num livro pode estar resumida a vida de uma pessoa. Os livros é como se tivessem vida, pois lá dentro encontramos informações, histórias, aventuras, enigmas… de tudo um pouco.
Não queria ser uma biblioteca enfadonha e por isso também queria disponibilizar o recurso às novas tecnologias e fazer as delícias de todos.
Por isso é que eu gostava de ser uma biblioteca.
Saber ler é saber viver…
Texto produzido por
Ruben Jesus – 6ºD
no âmbito do Dia Internacional das Bibliotecas Escolares
domingo, 28 de outubro de 2007
Poesia - Miguel Torga
A largada Foram então as ânsias e os pinhais
Transformados em frágeis caravelas
Que partiam guiadas por sinais
Duma agulha inquieta como elas...
Foram então abraços repetidos
À Pátria-Mãe-Viúva que ficava
Na areia fria aos gritos e aos gemidos
Pela morte dos filhos que beijava.
Foram então as velas enfunadas
Por um sopro viril de reacção
Às palavras cansadas
Que se ouviam no cais dessa ilusão
Foram então as horas no convés
Do grande sonho que mandava ser
Cada homem tão firme nos seus pés
Que a nau tremesse sem ninguém tremer
Súplica
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
Transfiguração
Tens agora
outro rosto, outra beleza:
Um rosto que é preciso imaginar,
E uma beleza mais furtiva ainda...
Assim te modelaram caprichosas,
Mãos irreais que tornam irreal
O barro que nos foge da retina.
Barro que em ti passou de luz carnal
A bruma feminina...
Mas nesse novo encanto
Te conjuro
Que permaneças.
Distante e preservada na distância.
Olímpica recusa, disfarçada
De terrena promessa
Feita aos olhos tentados e descrentes.
Nenhum Mito regressa....
Todas as deusas são mulheres ausentes
Recolha realizada por:
João Palma, 9ºA, nº 15
Mauro Viegas, 9ºA, nº 22
Mauro Viegas, 9ºA, nº 22
Centenário do nascimento do poeta Miguel Torga (1907-1995)
Data de nascimento: 12 de Agosto de 1907.Data de Óbito: 17 de Janeiro de 1995.
Nome original: Adolfo Correia Rocha.
Escritor português natural, de São Martinho de Anta, Vila Real.
Proveniente de uma família humilde, teve uma infância rural dura, que lhe deu a conhecer a realidade do campo, feita de árduo trabalho contínuo.
Após uma breve passagem pelo seminário de Lamego, emigrou com 13 anos para o Brasil, onde durante cinco anos, trabalhou na fazenda de um tio, em Minas Gerais, como apanhador de café, vaqueiro e caçador de cobras.
De regresso a Portugal, em 1925, concluiu o ensino liceal e frequentou em Coimbra o curso de Medicina, que terminou em 1933.
Exerceu a profissão de médico em São Martinho de Anta e em outras localidades do país, fixando-se definitivamente em Coimbra, como otorrinolaringologista, em 1941.
Ligado inicialmente ao grupo da revista Presença, que dele se desligou em 1930, fundando nesse mesmo ano, com Branquinho da Fonseca (outro dissidente), a Sinal, de que sairia apenas um número.
Em 1936, lançou outra revista, Manifesto, também de duração breve. Miguel Torga, tornou-se o poeta do mundo rural, das forças telúricas, ancestrais, que animam o instinto humano na sua luta dramática contra as leis que o aprisionam.
Nessa revolta consiste a missão do poeta, que se afirma tanto na violência com que acusa a tirania divina e terrestre, como na ternura franciscana que estende, de forma vibrante, a todas as criaturas no seu sofrimento.
A sua obra, recheada de simbologia bíblica, encontra-se, antes, imersa num sentido divino que transfigura a natureza e dignifica o homem no seu desafio ou no seu desprezo face ao divino. A ligação à terra, à região natal, a Portugal, à própria Península Ibérica e às suas gentes.
Ela justifica o profundo conhecimento que Torga procurou ter de Portugal e de Espanha, unidos no conceito de uma Ibéria comum, pela rudeza e pobreza dos seus meios naturais, pelo movimento de expansão e opressões da história, e por certas características humanas definidoras da sua personalidade.
A intervenção cívica de Miguel Torga, na oposição ao Estado Novo e na denúncia dos crimes da guerra civil espanhola e de Franco, valeu-lhe a apreensão de algumas das suas obras pela censura e, mesmo, a prisão pela polícia política portuguesa.
Contista exímio, romancista, ensaísta, dramaturgo, autor de mais de 50 obras publicadas desde os 21 anos, estreou-se em 1928 com o volume de poesia Ansiedade. Publicou O Sexto Dia da Criação do Mundo, 1981), Bichos (1940), Contos da Montanha (1941), O Senhor Ventura (1943, Romance), Novos Contos da Montanha (1944), Vindima (1945) e Fogo Preso (1976), entre outros.
Este autor ganhou, entre outros prémios, os seguintes:
Prémio Diário de Notícias (1969);
Prémio Internacional de Poesia (1977);
Prémio Montaigne (1981);
Prémio Camões (1989);
Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (1992);
Prémio da Crítica, consagrando a sua obra (1993).
Proveniente de uma família humilde, teve uma infância rural dura, que lhe deu a conhecer a realidade do campo, feita de árduo trabalho contínuo.
Após uma breve passagem pelo seminário de Lamego, emigrou com 13 anos para o Brasil, onde durante cinco anos, trabalhou na fazenda de um tio, em Minas Gerais, como apanhador de café, vaqueiro e caçador de cobras.
De regresso a Portugal, em 1925, concluiu o ensino liceal e frequentou em Coimbra o curso de Medicina, que terminou em 1933.
Exerceu a profissão de médico em São Martinho de Anta e em outras localidades do país, fixando-se definitivamente em Coimbra, como otorrinolaringologista, em 1941.
Ligado inicialmente ao grupo da revista Presença, que dele se desligou em 1930, fundando nesse mesmo ano, com Branquinho da Fonseca (outro dissidente), a Sinal, de que sairia apenas um número.
Em 1936, lançou outra revista, Manifesto, também de duração breve. Miguel Torga, tornou-se o poeta do mundo rural, das forças telúricas, ancestrais, que animam o instinto humano na sua luta dramática contra as leis que o aprisionam.
Nessa revolta consiste a missão do poeta, que se afirma tanto na violência com que acusa a tirania divina e terrestre, como na ternura franciscana que estende, de forma vibrante, a todas as criaturas no seu sofrimento.
A sua obra, recheada de simbologia bíblica, encontra-se, antes, imersa num sentido divino que transfigura a natureza e dignifica o homem no seu desafio ou no seu desprezo face ao divino. A ligação à terra, à região natal, a Portugal, à própria Península Ibérica e às suas gentes.
Ela justifica o profundo conhecimento que Torga procurou ter de Portugal e de Espanha, unidos no conceito de uma Ibéria comum, pela rudeza e pobreza dos seus meios naturais, pelo movimento de expansão e opressões da história, e por certas características humanas definidoras da sua personalidade.
A intervenção cívica de Miguel Torga, na oposição ao Estado Novo e na denúncia dos crimes da guerra civil espanhola e de Franco, valeu-lhe a apreensão de algumas das suas obras pela censura e, mesmo, a prisão pela polícia política portuguesa.
Contista exímio, romancista, ensaísta, dramaturgo, autor de mais de 50 obras publicadas desde os 21 anos, estreou-se em 1928 com o volume de poesia Ansiedade. Publicou O Sexto Dia da Criação do Mundo, 1981), Bichos (1940), Contos da Montanha (1941), O Senhor Ventura (1943, Romance), Novos Contos da Montanha (1944), Vindima (1945) e Fogo Preso (1976), entre outros.
Este autor ganhou, entre outros prémios, os seguintes:
Prémio Diário de Notícias (1969);
Prémio Internacional de Poesia (1977);
Prémio Montaigne (1981);
Prémio Camões (1989);
Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (1992);
Prémio da Crítica, consagrando a sua obra (1993).
Em 2000, é publicado Poesia Completa.
Trabalho realizado por:
João Palma, 9ºA, nº 15
Mauro Viegas, 9ºA, nº 22
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Prémio Nobel da Literatura 2007
Doris Lessing, nascida Doris May Tayler, (Kermanshah, 22 de outubro de 1919) é uma escritora britânica, galardoada com o Prémio Nobel de Literatura de 2007.Nascida na Pérsia (hoje o Irão), mudou-se com a família para a Rodésia do Sul (hoje o Zimbábue) em 1925 e estabeleceu residência no Reino Unido apenas em 1949.
Os seus temas variaram extensamente, do exame das tensões inter-raciais, com a política racial, a violência contra as crianças, os movimentos feministas e à exploração do espaço exterior.
Na série "Canopus em Argos: Arquivos", Doris Lessing conduz o leitor ao mundo dos Impérios de Canopus e Sirius, num universo que aborda a colonização de planetas em esferas muito além do mundo físico das naves espaciais. Por isso mesmo a literatura de Doris Lessing tem sido denominada de ficção espacial.
sábado, 13 de outubro de 2007
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Projecto CLUBE DE LEITURA - Ano Lectivo 2007/2008
INTRODUÇÃO:
O projecto Clube de Leitura pretende desenvolver e dinamizar um conjunto de actividades que possam contribuir para um contacto mais estreito e afectivo dos alunos com os livros, desenvolvendo, assim, competências transversais e específicas no âmbito da literacia e da cultura, gerando desta forma um reforço das aprendizagens.
OBJECTIVOS:
1. Desenvolver a competência da leitura;
2. Aprofundar o gosto pela leitura e pelo conhecimento;
3. Contactar com textos de géneros e temas variados, da literatura nacional e universal;
4. Detectar relações de intertextualidade;
5. Exprimir reacções subjectivas de leitor;
6. Emitir juízos de valor sobre as obras lidas;
7. Melhorar a expressão oral e escrita;
8. Criar novos leitores;
9. Consolidar conhecimentos no âmbito das competências da Língua Portuguesa;
ACTIVIDADES:
1. Leitura recreativa de livros, jornais e/ou outros suportes de informação;
2. Sessões de leitura em voz alta, declamação de poesia e/ou dramatização de leituras;
3. Debates sobre leituras efectuadas;
4. Organização/realização de feiras do livro e outros eventos escolares;
5. Preenchimento de fichas de leitura, comentários, textos de opinião ou outros;
6. Divulgação de trabalhos dos alunos;
7. Encontro com escritores/poetas;
8. Concursos diversos;
9. Diário de leitura;
10. Visitas de estudo à Biblioteca Municipal;
11. Criação de um top de livros, reflectindo as preferências dos participantes;
12. Apresentação do Livro do Mês, em que uma obra é destacada e comentada;
13. Representação/Leitura de contos;
14. Dramatizações.
INTERVENIENTES:
- Alunos dos 2º e 3ºciclos
DINAMIZADORES:
Docentes:
Fátima Veríssimo
Odília Pereira
Natália Coelho
AVALIAÇÃO:
- A avaliação processar-se-á através da aplicação de questionários periódicos sobre hábitos e preferências de leitura, tratamento dos dados e produção de um relatório final.
CALENDARIZAÇÃO:
Ao longo do ano lectivo.
RECURSOS MATERIAIS
Livros dos alunos, dos docentes, da BE/CRE e outros suportes.
RECURSOS HUMANOS
Dois tempos semanais por docente
LOCAL DE FUNCIONAMENTO
Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos
FREQUÊNCIA
Através de Inscrição
O projecto Clube de Leitura pretende desenvolver e dinamizar um conjunto de actividades que possam contribuir para um contacto mais estreito e afectivo dos alunos com os livros, desenvolvendo, assim, competências transversais e específicas no âmbito da literacia e da cultura, gerando desta forma um reforço das aprendizagens.
OBJECTIVOS:
1. Desenvolver a competência da leitura;
2. Aprofundar o gosto pela leitura e pelo conhecimento;
3. Contactar com textos de géneros e temas variados, da literatura nacional e universal;
4. Detectar relações de intertextualidade;
5. Exprimir reacções subjectivas de leitor;
6. Emitir juízos de valor sobre as obras lidas;
7. Melhorar a expressão oral e escrita;
8. Criar novos leitores;
9. Consolidar conhecimentos no âmbito das competências da Língua Portuguesa;
ACTIVIDADES:
1. Leitura recreativa de livros, jornais e/ou outros suportes de informação;
2. Sessões de leitura em voz alta, declamação de poesia e/ou dramatização de leituras;
3. Debates sobre leituras efectuadas;
4. Organização/realização de feiras do livro e outros eventos escolares;
5. Preenchimento de fichas de leitura, comentários, textos de opinião ou outros;
6. Divulgação de trabalhos dos alunos;
7. Encontro com escritores/poetas;
8. Concursos diversos;
9. Diário de leitura;
10. Visitas de estudo à Biblioteca Municipal;
11. Criação de um top de livros, reflectindo as preferências dos participantes;
12. Apresentação do Livro do Mês, em que uma obra é destacada e comentada;
13. Representação/Leitura de contos;
14. Dramatizações.
INTERVENIENTES:
- Alunos dos 2º e 3ºciclos
DINAMIZADORES:
Docentes:
Fátima Veríssimo
Odília Pereira
Natália Coelho
AVALIAÇÃO:
- A avaliação processar-se-á através da aplicação de questionários periódicos sobre hábitos e preferências de leitura, tratamento dos dados e produção de um relatório final.
CALENDARIZAÇÃO:
Ao longo do ano lectivo.
RECURSOS MATERIAIS
Livros dos alunos, dos docentes, da BE/CRE e outros suportes.
RECURSOS HUMANOS
Dois tempos semanais por docente
LOCAL DE FUNCIONAMENTO
Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos
FREQUÊNCIA
Através de Inscrição
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
domingo, 23 de setembro de 2007

Dom Paio Peres Correia, cavaleiro da Ordem de Santiago, tornou-se ao longo dos séculos, um misto de personagem lendária e heróica do período da Reconquista Ibérica (séc. XIII), nos Reinos de Portugal e Castela.
Este nome evidenciou-se, sobretudo, pela conquista de várias localidades do Algarve aos Mouros, entre elas Tavira, que terá acontecido em 11 de Julho de 1239.
Assim, esta escola decidiu que o ilustre cavaleiro, devido à sua bravura, deverá ser um exemplo a seguir pelos alunos, pelo que foi escolhido para patrono deste estabelecimento de ensino.
Este nome evidenciou-se, sobretudo, pela conquista de várias localidades do Algarve aos Mouros, entre elas Tavira, que terá acontecido em 11 de Julho de 1239.
Assim, esta escola decidiu que o ilustre cavaleiro, devido à sua bravura, deverá ser um exemplo a seguir pelos alunos, pelo que foi escolhido para patrono deste estabelecimento de ensino.
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